Sala de Conferências

[center]Nesta sala, se reúnem os Oficiais dos Estados-Maiores do Exército e da Marinha do Reino da Romania.[/align]

[font=Garamond][size=150][justify][tab=30]Todos entraram na sala e em seguida a porta fora fechada, o Monarca foi até a ponta da mesa, depositou o seu quepe, a sua bastonete e a bastonete do Lorde Almirante sob a mesa e sentou, em seguida todos sentaram.

  • Boa tarde senhores, sei que esta reunião não fora planejada com antecedência, mas todos a aguardavam. Como sabem o Lorde Almirante Abramov foi gravemente ferido em um acidente, segundo os médicos ele sofreu uma violenta batida na cabeça durante o acidente e isso o levou ao coma, não existe uma previsão de quando ele acordará ou se acordará.

[tab=30]O Monarca parou por alguns segundos para que todos absorvessem a informação e continuou.

  • Sendo assim eu nomearei o novo Lorde Almirante, Almirante di Martino venha aqui.

[tab=30]Surpreso o Almirante caminhou até o Monarca.

  • Almirante Luigi Francesco di Martino, por seus honrados serviços lhe nomeio Lorde-Almirante. - disse o Monarca ao entregar a bastonete e apertar a mão do militar - Senhores, agora vamos tratar das operações da Marinha, está na hora de mostrarmos aos gardenhanos que não desistiremos da baía.

[tab=30]Em seguida o Monarca e os seus oficiais traçaram alguns planos para as operações da Marinha e debateram alguns detalhes técnicos.[/align][/size][/font]

No início da tarde de 22 de novembro de 1892…

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Eis que se faziam presenta naquela reunião, na Capital Real, toda a nata do Estado-Maior do Exército Real. Os Comandantes da 5 Brigadas, os Diretores da EPOER e da ESG, bem como suas respectivas Estafes, faziam a Sala de Conferências parecer muito menor do que era.
[tab=30]O motivo da reunião era deveras complicado. Tudo fora preparado para comunicar ao Regente e Chefe do Estado-Maior, Barão Wilhelm von Steindorff-Bayern, que seria necessário uma prorrogação no treinamento de todo o contingente, sobretudo o de Infantaria, uma vez que os 6 meses previstos se mostraram ineficientes. Das cinco armas componentes, apenas os Caçadores e a Artilharia poderiam considerarem-se realmente prontas para o combate imediato.
[tab=30]Após os Generais explanarem seus diagnósticos sobre os motivos que levariam ao retardamento no treinamento do efetivo do Exército, Wilhelm resolveufazer suas considerações, pondo-se de pé, à extremidade da mesa onde todos haviam acomodado-se.

- Eu devo dizer que essa situação é no mínimo preocupante! Pois caso os senhores ainda não saibam, estamos em via de aderirmos à Guerra no Oeste. E então olhares foram trocados por oficiais que, em verdade, desconheciam aquela informação.

- Além disso, quero deixar registrado que, caso fossemos invadidos hoje, por meio vossas palavras, poderíamos afirmar que estaríamos totalmente vulneráveis. E isso, senhores Generais, é inadmissível! - No entanto, não posso deixar de parabenizar os trabalhos do General Voltolini e do General Pontello. Que vós sirvam de exemplo a todos que um dia aspiram exercer cargos de comando neste Exército.

[tab=30]Então um pequeno ar de constrangimento começou a pairar sobre a sala, até que o Marechal solicitou ao General Rainer que apresentasse a todos, um projeto a ser desenvolvido num futuro próximo. Um mapa fora posicionado num quadro logo atrás de Wilhelm, para que todos pudessem acompanhar a explanação.

- Bem, Marechal, senhores Generais e demais oficiais, cumprimento-vos a todos. Quero exibir a vós um projeto em que venho, junto do Coronel Avosani e mais alguns consultores civis..

- Trata-se puramente de uma linha de defesa construída ao longo de nossa fronteira terrestre. As fortificações consistem em, como chamávamos no Império Alemão, “bunkers”, fortificações sólidas de concreto com paredes extremamente espeças, resistentes à grande maioria das artilharia terrestres em uso, atualmente. Essas fortificações são interligadas via túneis subterrâneos, que também podem armazenar provimentos para as batalhas…

[tab=30]Desta maneira, o General Rainer continuou sua explanação. Ao término de sua fala, muitos foram os questionamentos de outros generais, inclusive o Marechal Wilhelm buscou satisfazer algumas dúvidas. De certa forma, a apresentação daquele projeto serviu, também, para amainar o ânimo raivoso do Regente, que aprovou de bom grado o projeto, prometendo conversar com o Cônsul Real, Mauro Lafayette, sobre o financiamento desta monumental obra.[/align][/font][/size]

[font=Garamond Bold][size=150][tab=30]Noite do dia 28 de Novembro…

[justify][tab=30]Ao chegarem na sede do Almirantado, o Contra-Almirante Lupus e o Capitão-Tenente Yamazaki são conduzidos até a Sala de Conferências e, ao entrarem, foram recebidos pelo Lorde-Almirante e toda a sua Estafe. Então, o Contra-almirante sentou-se na cadeira que lhe fora designada e o seu Oficial-Secretário permaneceu em pé, alguns passos atrás dele.

  • Boa noite senhores, hoje serei breve, pois não quero que suas esposas fiquem preocupadas - disse o Lorde-Almirante com um tom jocoso. As informações que lhes passarei são confidenciais e creio que todos saibam o que isso significa. Como devem saber, as chances de entrarmos na Guerra do Oeste cresce a cada dia, portanto, senhores, devemos estar preparados para isso. Sendo assim, iremos criar a II Frota e despachar a I Frota ao mar externo onde ela deverá realizar simulações de combate e de bombardeio. Almirante Lupus, você continuará com a I e o Contra-almirante Alfredo assumirá a II. Alguma objeção?

  • Não o senhor, Lucius é um oficial experiente e eu sei que ele dará o melhor de si. Disse o Contra-almirante Lupus.

  • Vamos à segunda parte dessa reunião, então. André entregue as pastas. - O Oficial Secretário do Lorde-Almirante fez o que lhe fora ordenado e voltou para o seu lugar Senhores abram as suas pastas. Trata-se do Cruzador Couraçado Classe Imperial, o futuro da Marinha Real, senhores. Ele é a perfeita união das mais avançadas técnicas de construção naval que possuímos amparadas por um vasto poder de fogo, um monumento à Sua Majestade e ao Reino.

  • Senhor, este projeto é de Sua Majestade? Questionou o Vice-almirante Colonna, chefe do Departamento de Recrutamento.

  • Meu e de Sua Majestade! Após nossa Independência, Sua Majestade me procurou com os primeiros esboços desse Cruzador. Como sabem, não podemos expandir nossas fronteiras nem ao norte e nem a oeste, por esta razão, Sua Majestade gostaria de expandir a Marinha, para podermos estabelecer um Império ultramarino.

[tab=30]A reunião prosseguiu durante mais algumas horas, o Contra-almirante dispensou o Capitão-Tenente e disse que ele deveria retornar a base no sábado, enquanto isso ele ficaria com a sua família.[/align][/size][/font]

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[tab=30]O Alto Comando do Exército Real já estava na sala quando o Rei, trajando o seu uniforme militar, entrou.

  • Majestade! - disse o Marechal ao bater continência, gesto repetido pelos outros militares presentes - reuni a minha staff como solicitado.

  • Ótimo Marechal, esse é o mapa mais atual que temos da Sunéria? Vejamos, ah aqui está.

[tab=30]O Rei parou quando a porta se abriu e o Lorde-Almirante, acompanhado pela sua staff, entrou.

  • Majestade, perdoe o meu atraso, o Departamento de Logística demorou um pouco mais do que o previsto para compilar aqueles documentos.

  • Sem problemas meu caro, venha. Senhores, andei pensando na nossa estratégia para o deserto, o plano que o Marechal elaborou era ótimo, mas só se fossemos atacar a Dugardenha ou a Dracônia, ele não seria eficaz contra uma posição inimiga fortificada no meio do nada… e provavelmente é isso que vamos encontrar. Sendo assim vamos fazer isso…

    [tab=30]O Rei e os seus Generais e Almirantes ficaram conversando por horas, finalmente criaram um plano eficaz para a tomada do novo território Romaniano. Nomearam o plano de Operação Rubicon.
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[tab=30]O Estado Maior do Exército e da Marinha passaram o dia inteiro em reunião, o grandioso mapa disposto em uma das paredes da sala agora era atualizado continuamente com a posição de forças Romanianas e a posição conhecida das forças dugardenhanas.

[tab=30]Tendo conhecimento da movimentação Dugardenhana nos arredores de Saint-Depoux o Marechal ordena o envio da I Legião, enquanto isso as forças alocadas no Forte dos Césares entram em Alerta Tático, vasculhando continuamente os mares em busca de embarcações hostis, todos recebem ordens de não disparar até que as forças dugardenhanas invadam o território ou disparem contra forças Romanianas.

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[tab=30]Informes sobre a movimentação das forças gardenhanas chegam a cada momento, ao ler um deles o Lorde-Almirante repassa o documento ao Marechal e ambos despacham algumas ordens.

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[tab=30]Informes sobre o ataque covarde contra a Marinha Real chegam ao Quartel-general, rapidamente telegramas codificados são enviados para todas as instalações militares e para os Governos Estaduais.

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