Senado Imperial

[font=Garamond][size=150][center]Senado Imperial[/align]

Senado Imperial, sede do poder legislativo do Império Brasileiro, no passado este grande palácio fora a residência do último Vice-rei do Brasil, o Conde dos Arcos. Hoje o Palácio do Conde dos Arcos ou Casa dos Senadores, abriga o Senado Imperial, local extremamente movimentado, visitado regularmente por políticos, nobres e empresários, o Senado fica localizado no centro do Município Neutro do Rio de Janeiro, próximo ao Q.G. do Campo de Santana.[/size][/font]

As bancadas do Senado estavam lotadas, Conservadores, Liberais e Caramurus juntos e em paz. A câmara estava tão enfeitada como nos anos anteriores, o jovem Imperador chegou escoltado pelo seu batalhão, todos seguiram o protocolo e se curvaram para ante tão magnânimo monarca.
D. Pedro II logo tomou o seu lugar de direito, vestindo os trajes majestáticos ele se posicionou ante todos os grandes do Império que ali estavam e iniciou a tão aguardada “fala do trono.”

[font=Garamond][size=150]Augustos e Digníssimos Srs. Representantes da Nação.

Animam-me esperanças, que a pátria deposita em seus eleitos, todas as vezes que a eles reunido, venho abrir os trabalhos legislativos.

A situação interna é próspera em geral: gozamos de tranquilidade. O espirito de ordem da população brasileira prevaleceu nas poucas ocasiões em que fatos isolados, de pequena gravidade, exigiram os conselhos da prudência ou a intervenção da autoridade pública.
A nação deposita em vós, os representantes do povo brasileiro, todas as expectativas de um ano de progresso e prosperidade, honrar com vosso compromisso é o mínimo esperado de vós.

Muito haveis feito pelo progresso e felicidade de nossa Pátria, porém muito resta ainda por fazer em uma nação nova, de extenso território, cheio de riquezas naturais, e votada pela Providência aos mais esplêndidos destinos. Se é grande o encargo que assumis, não é menor o vosso patriotismo, e o Brasil o recorda com a mais segura confiança.

Está aberta a sessão.

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[tab=30][font=Century Gothic]Um dos senadores da bancada dos Conservadores se levanta,e após o silêncio diz:

-Prazer em conhece-los companheiros,sou um dos representantes do Partido Conservador,Antônio Nunes de Oliveira,com o tempo os senhores verão o quão bom e ser meu amigo,e o quão ruim e ser meu inimigo,obrigado.

Após falar,Antônio se senta e espera os seus outros companheiros se apresentarem[/font]

[justify][size=150][font=fantasy][tab=30]Levantando-se de seu lugar, o gaúcho apresenta-se:

[tab=30]- Alteza Imperial, Excelentíssimos Senadores e povo em geral. Sou José Alexandre Gonçalves de Calatrava Padilha. Filho do estancieiro Augusto Armindo Gonçalves Padilha, e neto de Lauro Gonçalves de Calatrava Padilha, que há mais de 80 anos veio de Portugal e se fixou nas terras próximas à Vila de Rio Pardo, a Tranqueira Invicta onde muitas vezes nosso país foi vitorioso contra os castelhanos. Após muitos anos e muito esforço, minha família progrediu, tornando-se criadores de gado, cujo charque certamente muitos de vós já deveis ter provado. Nunca fomos uma família de políticos, pelo contrário, sempre vivemos da terra, desde antes de meus antepassados imigrarem para o Brazil. Porém, após meus estudos em Lisboa, onde formei-me Contador há pouco mais de 3 anos, retornei para estas terras com um objetivo em mente: fazer todo o possível para que o Brazil mostre a força que tem. Somos um país grande, mas nosso tamanho não deve ser medido apenas por nossas terras, e sim por nossos feitos. Agradeço ao povo gaúcho que me elegeu seu representante Caramuru, e aqui estou para defender os interesses do Império até o fim. Muito obrigado.

[tab=30]Após seu discurso, o mesmo retorna a seu lugar, dando voz a outro colega.[/font][/size][/align]

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Majestade, excelentíssimos colegas e liberais, me sinto honrado em estar nesta casa, imponente símbolo de nosso Império e antro dos mais honrados homens de nossa nação. Serei breve em minha apresentação, a maioria de vós não me conhece, me chamo Fernando Antonio de Medeiros, filho de Antonio de Medeiros, grande fazendeiro da região de Nossa Senhora do Desterro, vim da distante e próspera província de Santa Catharina com o intuito de defender os ideais conservadores que garantiram a minha família e a esta nação o progresso e a estabilidade.

De sua bancada, ergue-se o senhor que observava às movimentações. Enchendo seu peito e ajeitando os bigodes, se pronuncia diante dos legisladores:

  • Agradeço à nossa Majestade ao enorme direito de me pronunciar, sem falar da honra de poder sentar-me numa mui refinada casa como esta. Pronuncio meu nome, ó Imperador do Brazil: sou Theodosio de Albuquerque-Alvarenga, chefe da mui velha casa de Albuquerque-Alvarenga, que veio do Velho Continente há mais de um século atrás. Instalamo-nos na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, onde possuímos terras ao sul da capital Porto Alegre, do outro lado do rio Guaíba. Desde erva-mate para nossos vizinhos, até nossas carnes espalham-se pelo mercado regional. Venho à representar uma nova camada que vinga por melhores oportunidades, sou membro do Partido Liberal Brazileiro. Verá, nossa Majestade, que sou um homem de palavra, assim como muitos velhos gaúchos que já viram incontáveis sóis se porem ao Rio Uruguai…

[font=Georgia]O rapaz chega ao senado, troca palavras com alguns ali presentes e descobre que alguns senadores se apresentaram para tomar suas respectivas funções.

[tab=30]- Ora pois, meus estudos me atrasaram, infelizmente.

Chegou a bancada do partido liberal, e se apresentou para os ali presentes:

[tab=30]- Bom dia, e felicitações a todos presentes. Chamo-me Rodrigo de Souza Cruz, filho de Alberto Padilha Cruz. Como alguns conhecem, meu pai é um grande produtor de café pelas beiras do Vale do Paraíba. Desde jovem apresentei uma vontade de liderar, e por isso, meu pai enviou-me para Imperial Academia Militar, onde formei-me na arma de Infantaria. Apesar de não seguir carreira no mui grande Exército nacional, venho aqui representar não só os interesses paulistas, mas também dos militares.

Alguns estranham o fato de um jovem se formar em alguma arma, e não seguir a carreira, algo dantes nunca visto. Mas suas palavras ecoaram pelos cantos do Senado, onde ganhou alguns apoiadores.[/font]

Com o inicio do trabalho de legislativo e coma fala do Imperador e de alguns outros senadores, o potiguar Antonio Machado Tavares Guimarães após sua chegada da sede do partido conservador pede o direito de falar.

[font=Palatino Linotype]- Sua majestade Imperial e todos os nobres presentes, acredito que muitos não me conheçam, contudo sou filho de uma influente família de latifundiários potiguares, em suma cultivamos cana de açúcar e contamos com algumas fazenda de gado. Tenho pouca experiência na política, todavia espero aprender muito com todos vocês… espero ao inicio dessa magistratura trabalhar em prol do bem comum de nosso Império.

Recentemente me filiei a causa conservadora, e juro aqui ante todos vós, que juntos de meus companheiros Saquaremas, iremos trabalhar para elevar o nosso amado império aos píncaros da glória!

Enfim, de momento é isso aguardo a ansiosamente o inicio dos debates… me recolherei a minha bancada onde aguardo o restante das apresentações.[/font]

[offtopic]Falta mais alguem se apresentar?[/offtopic]

[font=Garamond][size=135]Levantando-se de seu canto, o alagoano Victor Silva Medeiros, militar e membro do partido Caramuru começou a falar após os outros senadores.

  • Augusto Imperador, excelentíssimos senadores e povo brasileiro. Sou Victor Silva Medeiros, filho de José Medeiros, fazendeiro de boa influência da região de Maceió. Venho da muy distante e próspera província de Alagoas. Vim para a Capital Imperial com um objetivo: Defender os interesses do Império até o fim e fazer o nome “Brazil” ecoar por todos os cantos do mundo. Agradeço ao povo alagoano por terem a este representante Caramuru que vos fala.

Ao término do discurso, sentou-se e deu a voz a outro colega.[/size][/font]

Augustos Senadores e Liberais, como todos sabem, a nossa jovem pátria tem um longo caminho a percorrer, mas esse caminho é cheio de obstáculos e armadilhas, uma delas se encontra no sul de nosso Império, a província do Rio Grande do Sul, os rebeldes republicanos ousam ameaçar a unidade representada pelo trono e pelo povo brasileiro. Esses rebeldes devem ser esmagados rapidamente e a paz deve ser restaurada, por isso eu trago a esta casa a proposta de redirecionar os recursos da Armada para o Exército, bem como o envio de nossas tropas para a província do Rio Grande do Sul.

[justify][tab=30]Pedindo a palavra, me adianto:
[tab=30]- Senhores,lhes garanto que os problemas na Província de São Pedro são causados por alguns grupos rebeldes, e que a maioria do povo é fiel ao Império. Mas apóio uma intervenção militar para por fim a tais movimentos.
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[font=Palatino Linotype]Também partilho da opinião dos companheiros, creio que essa escaramuça deve ser reprimida antes que ganhe adeptos e mais corpo, sabemos que para iniciar um grande incêndio basta apenas uma pequena fagulha.

Aproveito e proponho que iniciemos a votação para elegermos um presidente para esta nobre casa, inclusive recomendo o nome do nobilíssimo Fernando Antonio de Medeiros como canditado.[/font]

  • A Província de São Pedro é meu lar, várias gerações da minha família viveram e se beneficiaram de suas terras. Não posso aprovar algo tão nefasto contra minha própria terra! Mas eu compreendo a situação, os insurgentes tem o potencial de provocar uma desestabilização nacional… prefiro… prefiro abster-me dessa votação…

Havia alguma tristeza em seu olhar, talvez de algum familiar que lutava junto ao exército farroupilha ou de ver sua velha terra ser palco de uma revolução frustrada…

- Assim como meu companheiro Caramuru, estou de acordo com o proposto.

- Bom dia caros compatriotas!
Peço perdão a demora para opinar, mas tive que averiguar bem a situação. Alguns tópicos levantados pelos rebeldes devem ser discutidos, como o exemplo da insatisfação com a venda de charque sulista, acredito que o mercado nacional necessite de apoio do Império para crescer mais!
Com relação a revolta, apoio a intervenção do Exército, mas sem represálias num primeiro momento. Tentemos negocias para impedir mortes desnecessárias, mas se os rebeldes não se satisfizeram com nossos termos ou procurarem uma ofensiva, devem ser rechaçados.

[font=Garamond][size=150]Negociações são inadmissíveis, eles se recusaram a usar está casa para manifestar o seu desgosto com a situação e preferiram pegar em armas, não podemos deixar que alguns republicanos ameacem a nossa nação.

Excelência, caro colega Antonio Machado, me sinto honrado por depositares tal confiança em mim, proponho então que assim que a votação da minha proposta se encerrar, iniciemos a votação para escolher o novo Presidente desta digníssima casa. [/size][/font]

  • Não devemos gastar nossos homens com “alguns” republicanos. Nosso exército deve ser usado para enfrentar ameaças internacionais.
    Além disso uma abordagem truculenta poderá levar a insatisfações em outras regiões, a negociação estimulará setores mais “revolucionários” procurarem esta casa para apresentar algum tipo de insatisfação e pegar em armas.

[justify][tab=30]- Me diga, nobre colega, por que então nenhum dos republicanos se candidatou ao Senado nas últimas eleições? Minha família também é, há muitos anos, fornecedora de charque ao restante do Império, e foi um dos motivos pelo qual me candidatei, para negociar uma melhor remuneração por nosso trabalho, razão pela qual obtive apoio de outros produtores e consegui me eleger para esta nobre Casa.[/align]

[font=Georgia]- Repito, não acho necessário nossos heróis do exército se arriscarem em batalhas em que a negociação seja possível, apresentemos nossas propostas e no caso da recusa, a força deverá ser usada.
Estou tentando preservar os homens que protegem nosso Império.E vejo as negociações uma maneira de tentar evitares revoltas maiores e assim os insatisfeitos tentarem utilizar a política para luta.

Mas caso os rebeldes não se mostrem aptos a aceitar as condições propostas, ou tomarem uma ofensiva contra o Exército, devem ser destruídos de forma rápida e indolor.[/font]

[font=Garamond][size=150]Como represante dos interesses catharinenses nesta casa, solicito o envio de tropas para a minhas província… e estou inclinado a aceitar a proposta do Sr. Cruz, mas os nossos diplomatas devem fazer uma única tentativa, se ela falhar… massacramos os rebeldes e restauramos a ordem no sul de nossa pátria.

Alguma objeção a minha proposta?[/size][/font]