Sobrado DuMont

[font=Georgia]Um sobrado se ergue entre as numerosas construções de Gardignon, mais precisamente no bairro de Prados da Vitória. Um novo, mas igualmente velho, habitante surge ao local de onde outrora nasceu e depois partiu. Seu nome é Rodrigo DuMont de Oliveira, antigo cidadão Gesebiano, e que agora havia voltado a sua terra natal depois de inúmeras viagens.
Comprou um sobrado simples, já que não lhe restara muito dinheiro, mas bem acabado.

[center]Sobrado de DuMont[/align]

[center]Rodrigo DuMont de Oliveira[/align]

[center]História da Família DuMont[/align]
[tab=30]A família DuMont já fora uma das famílias mais tradicionais de Gesébia, e hoje não possui mais o mesmo valor de outrora. Originária da França, hoje possuem um único membro, Rodrigo DuMont de Oliveira. Seu avô, Charles DuMont Nigre, era um dos homens mais ricos da França e um dos maiores produtores de vinho do país. O sobrenome DuMont se origina da grande fazenda que possuia, que mais parecia um monte pela sua imponência.(Du = o, Mont=Monte).

[center]Fazenda DuMont[/align]

[tab=30]Charles teve apenas um único filho, Louis DuMont Nigre, o grande herdeiro do seu império. Louis nasceu em 26 de Junho de 1807, era um homem de alto de aparência mediana, cresceu na fazenda junto de seu pai. Aos 17 anos foi mandado á Cambrige por seu pai, para estudar economia onde se formou aos 22 anos. Voltou a Toulouse, onde ficava a fazenda DuMont em 1829, e permaneceu lá por um ano. Em 1830 seu pai o manda fugir do país devido a grande Revolução que estava ocorrendo, e o manda para Lisboa aos cuidados de um grande amigo da família.

[center]Louis DuMont, retrato pintado por Claude Monet[/align]

[tab=30]Em Lisboa, Louis ficou na casa de Alberto Cristiano de Oliveira, um proprietário de uma pequena fazenda de azeite, e grande amigo de seu pai. Lá conheceu Sofia Cristiano de Oliveira, por quem se apaixonou e logo começou a namorar, relacionamento que manteve até sua morte. Se casaram em 1843 e assim se tornam Louis DuMont de Oliveira e Sofia DuMont de Oliveira. Em busca de um lugar para começarem sua família, Louis descobre o Império de Gesébia e em 1846 chega no Porto de DuNord, vindo na embarcação Santa Tereza.

[center]Desembarque do Santa Tereza, no Porto de Dunord[/align]

[tab=30]Com apoio do dinheiro de seu pai, Louis compra uma propriedade no Ducado de Romania e começa a produzir azeite em 1847. Já em 1848 consegue abrir diversas filiais para venda de seu produto, e também a exportar em massa se tornando assim um homem muito rico. Em 1853 nasce Rodrigo DuMont de Oliveira, único filho do casal e herdeiro de todas as riquezas. Em 1870 Charles DuMont começa a ficar com a saúde precária, e Louis passa todas suas riquezas para seu filho, Rodrigo agora com 17 anos somente, cuidar dos negócios e então parte para França. Rodrigo portanto vende as terras em Romania, mas continua nos negócios como sócio do novo dono e cuidando das filias,e vai para Gardignon para morar lá.

[center]Fazenda DuMont em Romania[/align]

[tab=30]Em 1875 já bem estabelecido em Gardignon, Rodrigo encontra seu verdadeiro amor, a política. Aos 22 anos filia-se ao Partido Liberal, e em pouco tempo assume a presidência do partido por voto majoritário. Em 1876 é indicado como senador, cargo que ocupa por pouco tempo por motivos pessoais. No mesmo ano funda também o jornal A Folha do Império (hoje A Folha Imperial), que alcançou grande sucesso e está no ar até os dias atuais.

[center]Rodrigo DuMont, em sua época como senador. [/align]

[tab=30]Em 1877 seu avô falece, e no ano seguinte seu pai juntamente. Com isso, Rodrigo abandona os negócios e também seu cargo de Senador, e parte para França. Lá descobre que seu avô e pai faleceram da mesma doença, um surto de malária,e ainda mais, descobre que toda a herança tinha ido para suas mãos. Então vende também a fazenda de seu avô e com toda a fortuna parte para os estudos, não só políticos como militares(uma de suas antigas paixões). Em 1885 se forma forma-se em Saint-Cyr (principal academia militar francesa) na arma de Infantaria, sendo o melhor aluno de sua turma e em 1890 forma-se em economia, na Universidade de Cambridge, assim como seu pai.

[center]Rodrigo DuMont, formado em Saint-Cyr com suas condecorações.[/align]

[tab=30]Logo após sua formatura ainda em 1890, tendo gasto quase toda sua fortuna e nos auge dos seus 37 anos, Rodrigo volta para sua terra natal afim de melhorar o país, e busca entrar novamente na política ou na área militar do qual passou anos se aperfeiçoando.[/font]

O carteiro deixa uma carta na caixa de correio.

Uma mensagem Chega a Residencia:

[font=Georgia]Rodrigo chega em casa e recebe o telegrama

  • Ora, pois então aos trabalhos.

Parte para o mercado mais próximo em busca de suprimentos, para uma viagem que fará.[/font]

Uma mensagem chega a Residência:

Uma mensagem chega a residência:

Um jovem rapaz, trajando terno preto, chega até ao Sobrado DuMont e entrega à um serviçal um envelope contendo a seguinte mensagem…

Uma mensagem chega ao residência:

[font=Georgia]Depois de meses em sumiço, relatos da vizinhança que pela primeira vez saia alguém da casa.

  • Tão bom respirar um ar fresco - dizia Rodrigo.

Pegou o amontado de jornais que se acumulará em sua porta, e a primeira notícia que viu chamou-lhe a atenção.

  • Ah, maldita malária… Bom, seguirei um de meus sonhos pelo visto.

Rapidamente ele troca-se, e parte de sua residência para seu destino.[/font]

[font=Century Gothic]

[/font]

[font=Georgia]Rodrigo volta da padaria e vê um bilhete a frente da porta de sua casa.
Pega o que parecia ser mais um telegrama na verdade, e parte para dentro.

Abre, e começa ler. Seus olhos se espantam e ele se exalta.

  • Ora, os tempos em Saint-Cyr valeram mesmo apenas.

Toma um gole de café, se troca, e parte para seu destino.[/font]

[font=Georgia]Ao acordar, Rodrigo abre a porta e pega a edição atualizada da Folha Imperial.

  • Ora, será que o Exército sera abolido? Veremos… tenho alguns planos em mente caso isto se confirme

E retorna para seus aposentos.[/font]

[font=Georgia]Rodrigo sai de sua casa, espalma seu sobretudo empoleirado e veste-o.

  • Bom, ai vamos nós.

E parte para seu destino.[/font]

[font=Georgia]- Estes tempos de viagem foram realmente bons.

Olha suas correspondências.

  • Contas… ah uma carta de minha mãe… e o que é isso?

Abre o envelope estranhamente e lê seu conteúdo.

  • Ora pois… vou a Gendarmeria imediatamente.[/font]

[font=Georgia]- É um belo dia afinal. Bom, não posso me demorar, muito para se fazer e tão pouco tempo.

E parte em rumo a seu sonho.[/font]

- Ah, longo dia…hm um telegrama. Por bem, resolverei amanhã.

[font=Georgia]- Tudo pronto senhor.

  • Ótimo, levem tudo para a estação por favor, tratarei de comprar as passagens hoje mesmo.

  • Sim senhor.[/font]

Uma carta chega à residência: