Sobre o programa FX-2

[mod=“Philippus”]Atenção GSB

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Administração GSB[/mod]

Boeing detalha plano de transferência tecnológica para o Brasil

O Programa de Transferência de Tecnologia do governo dos Estados Unidos/Boeing para o programa brasileiro F-X2 abre a porta para a cooperação e desenvolvimento entre os dois principais poderes aeroespaciais do mundo – o Brasil e os Estados Unidos.

O Super Hornet proporciona um excepcional pacote de transferência de tecnologia que cobre três áreas distintas:

  1. As avançadas tecnologias encontradas no Super Hornet;
  2. Tecnologias que apóiam os objetivos brasileiros quanto à autonomia nacional
  3. Tecnologias que promoverão, de forma global, o desenvolvimento econômico brasileiro.

A Boeing já se comprometeu com a FAB e a indústria brasileira para o desenvolvimento de parcerias que fortalecerão a todos dentro de um ambiente competitivo. A Boeing estima que, caso fossem criadas de forma independente, essas tecnologias exigiriam investimentos de US$ 1,5 bilhões. O valor dessas tecnologias cresce ao passo que a indústria brasileira os desenvolva em produtos comercializáveis.

1) Avançadas Tecnologias do Super Hornet: As tecnologias empregadas no Super Hornet representam uma categoria à parte. Essas tecnologias dão vantagem ao Super Hornet no ambiente de combate, e serviços de apoio e manutenção superiores em tempos de paz.

[b]- Radar AESA APG-79 – O radar mais capaz do mundo para aeronaves de caça;

  • Sistemas Integrados de contramedidas de guerra e defesa eletrônicos;
  • Célula de versatilidade comprovada nos mais variados ambientes do mundo;
  • Avançada arquitetura de computação;
  • Rede de conectividade digital;
  • Confiabilidade e capacidade de sobrevivência típicas de aeronave birreator;
  • Tecnologias eletro-óticas e infravermelhas de detecção de longo alcance;
  • Materiais avançados para estrutura da célula
  • Integração multi-origem de sensores e cabine do piloto;
  • Avançada suíte de sistemas de mísseis; e
  • Assinatura radar reduzida[/b]

Ademais, ao manter comunalidade com os Super Hornet dos Estados Unidos, o Brasil se beneficiará diretamente do roteiro de desenvolvimento que visa manter o Super Hornet sempre à frente das ameaças ora em evolução – um programa cujo valor é de bilhões de dólares.

[b]- Modernização da integração de sensores AESA, FLIR e sistemas de designação de alvos;

  • Modernização dos sistemas de comunicação e de rede; e
  • Integração de novas armas[/b]
  1. Tecnologias projetadas para dar autonomia: hardware, software, conhecimento técnico e treinamento que irão proporcionar à indústria brasileira a capacidade necessária para apoiar e gerenciar as atividades deste caça nos próximos 30 anos, ou permitir o desenvolvimento de um caça de projeto nacional.

    [b]- Apoio e manutenção do Super Hornet será realizado no Brasil, e os trabalhos transferidos à FAB e à indústria brasileira. São enormes as implicações no que tange mercado e receita;

  • Acesso ao Programa Operacional de Vôo da aeronave, que faz interface com os softwares dos subsistemas desenvolvidos no Brasil;

  • Pesquisa do campo de aerodinâmica supersônica através do fornecimento ao Brasil de um túnel de vento tri-sônico;

  • Papel de liderança, no Brasil, na integração multifase dos sistemas de armas brasileiros;

  • Montagem final, serviços de pista e ensaios de recebimento dos Super Hornets no Brasil;

  • Conjuntos estruturais do Super Hornet;

  • Operações de ensaios em voo no Brasil através de aeronave instrumentada;

  • Centro de modelagem e simulação;

  • Treinamento de missão distribuída;

  • Manuais técnicos eletrônicos integrados;

  • Montagem do motor, inspeção, ensaios e ferramental;

  • Treinamento de minimização da assinatura de radar e tecnologias stealth (furtividade);

  • Co-desenvolvimento das modificações destinadas ao Super Hornet; e

  • Geração do arquivo de dados de ameaças. [/b]

    1. Desenvolvimento econômico no Brasil: A infusão de tecnologia que aumenta a capacidade da indústria brasileira em gerar receita, crescimento e empregos.

    [b]- Tecnologias de usinagem;

  • Centro Boeing de Capacidade Integrada para focalizar a evolução da próxima geração de tecnologias;

  • Apoio e co-desenvolvimento do KC-390 no que diz respeito às áreas críticas de projeto;

  • Tecnologia de materiais avançados e sua fabricação;

  • Análise e reparo de danos em materiais compostos;

  • Fabricação de material eletrônico;

  • Microssistemas eletro-mecânicos.

  • Veículos aéreos não-tripulados;

  • Tecnologias de segurança interna para avaliar infraestruturas críticas no Brasil;

  • Gerenciamento de estoque através de sistemas automatizados de rastreamento e resposta; e

  • Desenvolvimento e treinamento de currículo aeroespacial. [/b]

As tecnologias descritas acima fazem parte do contrato direto, governo a governo, aprovado pela Marinha, Departamento de Defesa, Departamento de Estado e Congresso dos Estados Unidos. O governo brasileiro poderá contar com alto grau de confiança de que as tecnologias acima descritas, que derivam da proposta de offsets da Boeing, cumprirão os requisitos e prazos da FAB. Mundialmente, a Boeing já completou mais de US$ 30 bilhões em obrigações industriais, dentro, ou antes, do prazo.

A Boeing e seus principais fornecedores anualmente registram receita que se aproxima da marca de US$ 500 bilhões. Este mercado – que compreende defesa e comercial – dos Estados Unidos é 10 a 100 vezes maior que aqueles em que atuam seus competidores. A escolha da solução Boeing/Estados Unidos para o programa F-X2 torna esse mercado mais accessível – promovendo assim receita, crescimento e empregos em grau que competidores não conseguem igualar.

Os Estados Unidos e a Boeing acreditam que o Brasil é um país-par, e não somente um país-cliente. O pacote de transferência de tecnologia enfatiza nossa visão de um relacionamento bilateral que se prolongará pelo Século 21.

FONTE: Boeing

Será que os americanos vão deixar a gente anexar toda a AS?

Sei lá, sou europeu mas ñ gosto dos franceses… assim

:slight_smile:

No mais:

“Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)” levantaram dúvidas sobre a questão “de só uma turbina”… fala sério, um nordestino e um nortista, oq eles entendem, hauahuhauahuahuaha…

:slight_smile:

Juh, não resisti.

Pior que é… aonde esses caras foram formados pra falar de 1 ou 2 turbinas … isso se aplica ao presidente …

No mais… Rafale foi um caça regeitado pela comunidade internacional e tao tentando empurrar pra gento como se fosse grandes coisas… Gripen nova geração me parece muito atrativo, ainda mais que o que esta sendo proposto é uma parceria com os suecos…

o que me da dó é ver esses caras falando com deputados e senadores… pacabá… como se estivessem falando pras paredes…

Representantes eleitos, hauahuahuaha

Suécia melhora proposta e atrai Lula

Tem esses videozinhos dos outros não?

Alguem sabe como tá indo a discurssão interna (fóruns da aeronáutica/etc.)?

simples… os caras do das forças armadas querem o Gripen, a Embraer quer o Gripem… o governo quer o Rafale… essa é a briga

Eu ainda prefiro armamento russo.

eu tmb… mas nao há transferencia de tecnoloia

Muito bom o vídeo do Grippen.

Se for tudo verdade vai ser uma baita negócio.

Sei não, não vi nada sobre submarinos, já a frança!

O futuro são os Subs!

Uma coisa nao tem nada a ver com outra ¬¬

Em visita a Brasília, o general norte-americano Douglas Fraser, responsável pelo Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, se reuniu ontem com o Ministro da Defesa, Nelson Jobim. O general da Força Aérea americana também esteve com comandantes do Exército, Enzo Peri, e da Aeronáutica, Juniti Saito. A visita ocorre em momento que o governo dos EUA espera uma resposta do Planalto sobre a ocorrência F-X2, para compra de 36 caças e na qual a Boeing participa com o F/A-18 Super Hornet. Os EUA sustentam que Fraser veio ao Brasil para condecoração do general Floriano Peixoto, por sua atuação no Haiti, à frente da Missão de Paz da ONU. Peixoto recebeu a Legião do Mérito do Departamento de Defesa, uma das mais altas condecorações dadas a militares pelos EUA.

Fonte:PLANO BRASIL

Se o Brasil ficar com o Super Hornet, eu ja vi uma proposta que a Boeing vai construir um centro de manutenção aqui no Brasil, que permita fazer manutenção nos paises vizinhos, isso também é uma boa.

Volta ao debate o problema da compra de caças para a Força Aérea Brasileira. Dizia Clemenceau que a guerra é assunto muito grave para ser deixado aos militares. O grande homem de Estado francês não estava desdenhando os soldados e seu heroísmo, mas apenas lembrando que as guerras – e mais ainda as guerras modernas – envolvem toda a nação em combate, e sua condução terá de ser, assim, política. O problema da modernização das nossas Forças Armadas é assunto nacional. Os povos criam, armam e sustentam seus militares a fim de que eles possam assegurar a inviolabilidade das fronteiras e a soberania política. Sendo assim, os militares estão a serviço da pátria, entendida como a comunidade brasileira como um todo. Como especialistas, eles podem apontar as vantagens técnicas da compra de um equipamento ou outro, mas não basta a avaliação do desempenho para determinar essa ou aquela aquisição. O Brasil vem tratando do assunto há algum tempo. Qualquer decisão a ser tomada nos trará desgastes com os governos preteridos. A avaliação dos riscos, diplomáticos, técnicos e financeiros, deverá ser cautelosa. O que parece melhor pode não nos convir, se considerados todos os aspectos do problema. Daí a necessidade de alianças estratégicas, no setor tecnológico, com países emergentes.

O Brasil perdeu tempo demais, ao não investir em ciência e tecnologia. Enquanto outros países multiplicavam as pesquisas e formavam centenas de milhares de engenheiros, químicos, físicos, biólogos, nós não agíamos com a mesma visão de futuro.
Conseguimos criar instituições universitárias de excelência para a formação técnica, sem abandono das preocupações humanísticas, como a Escola de Minas, de Ouro Preto, ainda no século 19, mas não continuamos nesse caminho. O mais grave é que abandonamos a educação elementar, ao abandonar a formação tradicional de professores, como o fazíamos com as escolas normais e as universidades do passado. Temos, é certo, algumas escolas privadas de excelência, destinadas à reprodução das elites, mas a educação pública continua presa à burocracia e incompetência.

Não obstante isso, havia setores em que caminhávamos bem, como no de pesquisas em telecomunicações. O governo neoliberal de 1995-2003, ao privatizar as empresas estatais do setor, além de entregar aos estrangeiros processos técnicos que havíamos desenvolvido, fechou os laboratórios realmente nacionais, privando- nos do desenvolvimento autônomo nessa área. Mais ainda: sucateou as universidades públicas, ao mesmo tempo que estimulava o crescimento da indústria do ensino privado, com os resultados que nos assustam.

Necessitamos retomar a indústria bélica, que os governos militares haviam promovido. Pelas revelações do WikiLeaks, soubemos que os norte-americanos não querem o desenvolvimento da indústria aeroespacial brasileira. Os esforços nesse setor são tanto mais meritórios quanto maior é a resistência de Washington. Não nos esqueçamos de que, em 22 de agosto de 2003, 21 técnicos brasileiros morreram ao explodir, na plataforma de lançamento, o foguete que conduziria satélites de nossa tecnologia para órbita equatorial a 750 quilômetros de altitude.


Não podemos comprar “caixas-pretas”; devemos dominar toda a tecnologia dos aviões adquiridos.
O mais importante é mobilizar toda a inteligência nacional no esforço de fortalecimento da capacidade de defesa – e isso compreende, além das pesquisas específicas, o desenvolvimento acelerado da economia, a vigilância sobre as fronteiras e a atualização do projeto nacional que Vargas começou a cumprir, com a criação das grandes empresas estratégicas, entre elas a Petrobras e a Eletrobras. O poder militar não é um capricho da arrogância. É um dever de patriotismo.

Fonte: Jornal do Brasil
Fonte²: Hangar do Vinna