[ST] Contos do Espaço Profundo

Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CX
Capitulação

 Com a maior parte das frotas inimigas destruídas pelas forças terranas, a Nanite Interdictor e a Strike Force Werewolf se voltam para retomar os sistemas ocupados da Consciência Norillga.

 Uldrugg, no sistema Trappist, também começa a ser retomado pelos exércitos do General Dika na-Sutar. Após sua libertação, o alvo é Tagbash Vuug, capital do Sindicato Zik-Mok, no sistema Meruda.

 O Departamento de Sociedade alcança duas importantes descobertas. A primeira, acerca das redes de suporte logístico de nossas bases estelares, que devem permitir uma maior Expansão Interestelar. A segunda, ao trabalhar com sistemas de Eco Simulação e desenvolver fazendas hidropônicas em atmosferas únicas.

 Após a Strike Force Medusa enfrentar uma pequena força inimiga no sistema Roschon, o Capitão da ISS Cherub II, Edmund Smith Jr., tendo demonstrado grande inteligência estratégica e apontado pontos fracos na formação inimiga ao comando da frota, foi promovido ao posto de Almirante em reconhecimento por seus atos.

 Com os planetas da Consciência Norillga retomados e a quase totalidade de suas frotas destruídas, a Entente Cevanti capitula, cedendo a todas as exigências de nossa aliança. Uma grande leva de refugiados Cevanti e Zik-Mok são aceitos pela Tecnocracia Terrana, sendo recebidos em Roolan Prime, Scorpio Prime e Deomia I.

 Apesar da Tecnocracia ter clamado para si apenas o sistema Algol (e sua Megaestrutura), como compensação pelos esforços na guerra, o maior ganho terrano foi a demonstração de seu poderio militar ao enfrentar metade da galáxia e sair vitoriosa.

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Mas já. Nem deu para o cheiro essa guerra.

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Agora desce a porrada nos Norilga só por terem aceitado acabar com a guerra antes da hora :upside_down_face:

Isso é devido aos Norilga serem Mente Colmeia? Nunca recebi refugiados assim que eu me lembre. Embora nunca consegui me aliar a elas… Normalmente são as primeiras a querer encrenca.

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Mas nem era pra ter guerra agora :sweat_smile:

Tenho a lei de receber refugiados ativa… Pops “free” :upside_down_face:
ACHO que eles ficaram amiguinhos desde o começo pq tinha os Rak’Thalak’Nak formando um “buffer zone” entre a gente e ambos éramos rivais deles… Acho q com Colméias não se consegue fazer aliança militar (não defensiva, militar mesmo… Aliás, se a nossa era só defensiva, como raios ele me chamou pra guerra? :thinking: ) nem formar federação e, claro, integrar pops…

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Então quando terá uma guerra que realmente preste? Vc teve duas que foram legais mas as outras foram só para varrer o pó das estrelas mesmo.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXI
Mega Estruturas

 O Departamento de Sociedade deu o aval final para um novo processo de aplicação de Intensificadores de Vitalidade que devem eliminar várias doenças e aumentar a expectativa de vida de nossa população.

 O planeta classe Gaia de Olimar I foi determinado como esforço de colonização da Tecnocracia.

 A análise de destroços de nossas batalhas com a Entente Cevanti em Mar-Adetta possibilitou a engenharia reversa de Canhões Estripadores, um novo modelo de canhões giratórios cinéticos.

 Em Hamkad, o mesmo processo levou ao um modelo de Barreira de Defesa Pontual, redes de armamentos defensivos contra projéteis e naves de ataque inimigos.

 Novos Padrões de Extração de minerais, levando em conta a concentração relativa entre um e outro, foram desenvolvidos pelo Departamento de Engenharia. Outro grande avanço do Departamento foi as melhorias realizadas na construção de Cascos de Cruzadores, mais Avançados e resistentes ao dano inimigo.

 Após muito trabalho, nossos engenheiros e cientistas conseguiram consertar e restaurar o sistema da Rede de Sentinelas. Com essa maravilha antiga em funcionamento novamente, podemos monitorar todos os sistemas estelares da galáxia, independente de sua distância, e também recebemos dados relativos a quaisquer naves existentes. Com tal conhecimento podemos planejar de forma mais eficaz nossos próximos passos.

 Com a Rede Sentinela restaurada, outro grande esforço inicia. Utilizando o raríssimo Metal Vivo para agilizar os reparos, a Assembléia Estelar encontrada no sistema Algol começa a ser reconstruída.

 Nossos cientistas também começam a tentar reativar os Portais estelares encontrados em nosso território. Os sistemas Aruz, Astore, Imdar e Teae possuem destas maravilhas ainda desativadas. Quando plenamente funcionais, a viagem entre diferentes pontos da Tecnocracia se tornará muito mais rápida.

 Mas, em meio a tantos projetos sendo realizados ao mesmo tempo, algo estranho ocorre.

 Diversos de nossos supercomputadores de pesquisa tiveram um aumento inesperado em sua velocidade de processamento. Todas as tentativas de nossos técnicos de reverter a situação foram malsucedidas.

 Conquanto alguns tenham se posicionado pelo desligamento dos sistemas até que descobríssemos sua causa, como forma de evitar problemas de hardware, a maioria de nossos cientistas se posicionou para que tirássemos proveito desse overclock misterioso para acelerar nossas pesquisas, enquanto continuamos investigando a causa desse “mau funcionamento”.

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Parece q será antes do que o esperado :face_with_hand_over_mouth:

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Promissor… :thinking:

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“Só” 25% da minha pop são robôs :rofl:
Mas, eu avisei, ia pesquisar as techs perigosas pra dar mais graça no jogo :face_with_hand_over_mouth:
Se bem que quando saiu o Syntetic Dawn eu me ralava feio sempre que vinha essa “mid-game crisis”… :thinking:

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Capítulo CXII
Quem Deseja a Paz, Prepare-se Para a Guerra

 Novos avanços no foco de nossas matrizes de armas energéticas foi alcançado pelo Departamento de Física, melhorando a cadência de disparo se superaquecer nossos sistemas.

 A reativação dos Portais encontrados em Aruz, Astore, Teae e Imdar foi concluída com êxito, tornando muito mais rápida a viagem entre diversos pontos de nosso território.

 Com o sucesso da reativação, um novo Portal começou a ser construído em nosso sistema natal.

 Novos Procedimentos de Gerenciamento de Frota foram aprimorados pelo Departamento de Sociedade, possibilitando que um maior número de naves militares seja comandado eficientemente.

 O Antigo Império do Vestígio Mandasura, clamando ser “dono” dos sistemas recentemente colonizados pela Tecnocracia Terrana naquele setor da galáxia, nos declara guerra.

 Porém, estamos preparados.

 Desde antes do final da guerra com a Entente Cevanti nossos estaleiros espaciais trabalham incessantemente construindo novas naves militares. E, ao mesmo tempo, todas as nossas frotas de ataque se moveram para o sistema Olimar, nas cercanias do Vestígio Mandasura.

 Conquanto algumas naves ainda estejam em curso para o sistema, e a expectativa era que nós declarássemos guerra devido aos insultos sofridos pelo Antigo Império, nossa sexta frota de ataque, a Strike Force Hydra, já está com sua formação quase completa.

 Nos preparando para a guerra em tempos de paz, quando a guerra chegar estaremos prontos para lutar pela paz que desejamos.

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Um Juggernauta cai bem nessas horas… Um duplo estaleiro em terreno avançado. Fora o poder de fogo e componente de aura. O Federations até passa a compensar por ter essa nave a disposição.

Senta a porrada nesses vegetais xenófobos… O tempo deles já passou :+1:

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Quero ver se vai ter guerra de novo mesmo…

Sobre aquela varredura de pó estelar que acabou no Cap. X, devo dizer que desdigo o que disse.

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Olha, eu peguei só Algol pq só pra ligar aquele sistema ao meu território ia custar mais q a minha influência que eu tinha… O CB “Total War” é só pra quando eu que declaro :confused:

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Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXIII
A Dura Batalha de Andack

 Enquanto a notícia da declaração de guerra do Antigo Império ainda repercutia através dos planetas da Tecnocracia Terrana, nossas frotas, mesmo com a Strike Force Hydra incompleta, se posicionavam para o salto pela Hiperestrada para o sistema inimigo Andack.

 Os sistemas de armas foram colocados em prontidão máxima e os milhões de tripulantes de nossas frotas de ataque se preparavam para o combate iminente. Os cálculos necessários para o salto foram concluídos, e a ordem foi dada. Uma a uma, as naves adentravam no hiperespaço, até que a última nave deixou o sistema.

 Quando saíram da Hiperestrada, os sensores das naves já emitiram o alerta de uma frota inimiga nas cercanias do sistema. Antes, porém, de analisarem totalmente o inimigo, ele entrou no hiperespaço, deixando apenas uma poderosa base espacial em nosso caminho.

 A base demonstrou ser mais poderosa que qualquer uma que pudéssemos construir. As poderosas hiper-armas de nossos Titãs e Encouraçados dispararam logo que a batalha começou, mas sem causar todo o dano esperado. O avanço foi total, em formação de evasão e com todo nosso armamento disparando assim que seus sistemas estavam resfriados o suficiente. A batalha durou quase 15 dias, até que a base foi desabilitada, e incrivelmente nossas perdas foram de apenas uma Corveta.

 Porém, poucos dias após a base capitular, quando nossos sistemas ainda eram reparados da batalha recente, a frota inimiga surgiu, muito mais numerosa que anteriormente.

 Pouco mais de 300 naves da Tecnocracia se prepararam para enfrentar as cinco dezenas de naves do Vestígio Mandasura. Em números, parecia uma vitória fácil. Não foi bem assim.

 Novamente as poderosas armas de longo alcance de nossas maiores naves dispararam, enquanto o restante das frotas entrava em formação para atacar o inimigo, que respondia com seu próprio armamento de longo alcance.

 Conforme os dois lados se aproximavam, ficava claro que nossa superioridade numérica era compensada pela superioridade tecnológica do Antigo Império.

 Embora a Tecnocracia estivesse anos à frente, tecnologicamente, que qualquer outra civilização da galáxia, o mesmo não se aplicava aos Antigos Impérios. As naves do Vestígio Mandasura estavam equipadas com poderosos escudos de energia que refletiam boa parte de nossos disparos, enquanto nossas naves eram alvejadas por armamentos ainda superiores aos nossos. Ficava cada vez mais claro que seria uma dura batalha.

 Apesar de nossas frotas terem iniciado a batalha em formação, logo essa foi quebrada enquanto manobras evasivas eram realizadas. O caos tomava conta do espaço próximo ao planeta identificado como Andack VII conforme mais e mais naves se aproximavam.

 Mas nossa superioridade numérica começou a pender a balança da batalha a nosso favor. Conforme as naves inimigas menores (e estas eram superiores aos nossos Destróieres, quase comparando-se com Cruzadores) eram destruídas ou fugiam da batalha com seus sistemas de Salto de Emergência, nossas Corvetas conseguiam se aproximar o suficiente para, com a formação furacão, desorientar os sistemas de mira inimigos.

 Por fim, depois de quase um mês de um combate intenso, o mais difícil que a Tecnocracia já enfrentou, as últimas naves Mandasura fugiram. A vitória era da Tecnocracia, mas a um alto custo.

 Dezessete Corvetas, doze Destróieres, dez Cruzadores e mesmo um Encouraçado. Essas foram as baixas da Tecnocracia Terrana nesta batalha. Fora cento e vinte naves seriamente danificadas, setenta e quatro com danos moderados e quarenta e três com parte dos sistemas inoperantes. As vidas perdidas ultrapassavam cento e oitenta mil, e outros cento e sessenta mil acabaram feridos.

 Enquanto os Sistemas de Reparo Nanite consertavam o exterior das naves, no interior as alas médicas estavam superlotadas, e os casos menos graves acabavam sendo postergados ou tratados em enfermarias improvisadas. Embora a maioria dos feridos fosse sobreviver, mais de vinte mil tripulantes ficariam fora de serviço por meses, e ao menos oito mil estariam incapacitados definitivamente, e entrariam para a reserva de forma forçada.

 Nossas frotas ficariam estacionadas no sistema pelos próximos três meses até serem completamente consertadas. Enquanto isso, milhares de naves de transporte foram encarregadas de trazer novos tripulantes e levar os feridos para Olimar Primus. Os corpos dos falecidos na batalha, que puderam ser recuperados, foram cremados na estrela do sistema, sob todas as honras militares possíveis.

 Na Terra e nos demais planetas da Tecnocracia, a vitória foi comemorada, mas nossas perdas demonstraram a sempre presente necessidade de investimentos na área militar, para estarmos preparados para ocasiões como essa.

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Até que enfim uma batalha decente. E parabéns por trazer o peso dos óbitos.

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Que cena! Uma vitória épica, mas daquelas bem trágicas… Avante Tecnocracia!

Gostei bastante das descrições das perdas. Aliais, essa questão numérica é algo que sempre fico pensando. Acho que já falei sobre isso antes, mas existem duas abordagens numéricas nos fóruns e afins sobre o RPG no Stellaris: uma que concebe as tripulações de modo semelhante a Star Trek (naves de dezenas de metros, tripulações pequenas), e outra em relação a Star Wars (naves de quilômetros/dezenas de kms, grandes tripulações).

Sempre partilhei da segunda, porque por melhor que seja a “miniaturização mecânica”, o simples dimensionamento de “energia” (um hipotético motor capaz de romper o espaço-tempo, exaustores, controladores, reatores, armas, suporte, etc) seria tão significativo que provavelmente não caberia num espaço de metros. Fora isso, a ideia de “inspecionar” um planeta igual em Star Trek (Kirk, Spock, McCoy e dois tripulantes figurantes randômicos) com o uso de um “tricorder” era uma solução de roteiro legal só lá na década de 60.

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Batalha épica! E uma bela dedicação ao soldado desconhecido. As SSs também estão bonitonas!

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Obrigado!

De acordo. Já vi várias discussões sobre isso no Reddit e no próprio fórum da PI, obviamente sem um consenso. Mas me parece óbvio que mesmo corvetas tenham (ao menos) centenas de metros de comprimento, e as names maiores (encouraçados/titãs) algo em torno de 10km, por baixo. Ao se considerar que, hoje, um porta-aviões tem entre 4 e 6 mil tripulantes, extrapolando e considerando (como tu falou) o futuro da miniaturização e sistemas computadorizados e automatizados, ainda assim não vejo como menos de mil tripulantes em uma simples corveta, ao menos duplicando pra classe superior. Provavelmente seria mais, pq em SW é dito que um Destróier Imperial teria 37 mil (!) tripulantes, mas… né? Nessa “média” que eu meio q calculei, cada uma das minhas frotas teria algo em torno de 200 mil tripulantes… :man_shrugging:

Né? Uma nave científica seria, ao menos, equivalente a uma corveta, ao menos 1000 tripulantes (a Enterprise original de Star Trek é dito ter capacidade de até 1000 tripulantes, contando tripulação, famílias e visitantes), então uma equipe de inspeção deveria ter, sei lá, 100 membros divididos em grupos inspecionando áreas diferentes… me parece mais “factível”…

Obrigado! :upside_down_face:

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXIV
Batalhas e Invasões

 Quando nossas frotas avançaram novamente, encontraram o restante da frota Mandasura no sistema Ashimax, com o apoio de outra poderosa base estelar.

 Mesmo com nossas frotas já desgastadas, e com o combate se estendendo por quase um mês, a vitória foi incontestável. Poucas naves inimigas conseguiram escapar de serem destruídas, deixando o caminho livre para a tomada da base. A perda de cinco Destróieres e três Corvetas, apesar de pesarosas, não foi motivo para a Tecnocracia deter seu avanço sobre o inimigo.

 Enquanto nossas naves avançavam pelo espaço, o Departamento de Engenharia apresentava importantes avanços, com novas técnicas de construção de Titãs que tornaram seus cascos ainda mais resistentes e novos Modelos Padronizados de Destróieres que possibilitam uma construção mais rápida e barata dessas naves de médio porte.

 Com boa parte da frota inimiga destruída, nossas frotas foram divididas em dois grupos. Enquanto em Kathea uma gigantesca cidadela estelar nos aguardava, em Ladellikon encontramos os remanescentes das naves Mandasura. Ambas as batalhas foram vencidas sem a menor dificuldade.

 O desembarque nos planetas inimigos também começava. O General Zax comandou a tomada de Andack II, sempre enfrentando uma obstinada defesa, devido aos grandes números de defensores e a resistência absurda dos Mandasura, mestres em combate terrestre.

 Enquanto isso, na Terra, a Diretora-Geral procurava apaziguar as facções políticas descontentes, prometendo tentar o caminho da Diplomacia para com as demais civilizações. Outro acontecimento foi a conclusão da base do novo Portal no sistema Sol, e a continuação das obras para sua finalização.

 O sistema Yriam seria palco da última grande batalha espacial dessa guerra defensiva. A base espacial tentou resistir, mas foi desabilitada em pouco mais de uma semana, sendo tomada por nossas forças. A Tecnocracia Terrana mais uma vez demonstrava sua superioridade militar contra nossos inimigos, mas a guerra em si ainda estaria longe de terminar.

 Isso devido ao fato de que todos os planetas Mandasura contavam com numerosos exércitos de defesa, tornando sua invasão um processo demorado e com muitas baixas. Por mais experiente que o General Zax fosse, batalhar contra inimigos sempre numerosos e muito mais mortais que terranos – ou mesmo que quaisquer outras espécies alistadas, inclusive robôs – sempre demandava longas campanhas que duravam meses, além do pesado fardo da morte de milhares de soldados…

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E vão morrendo. Agora queria ver esses Impérios Caídos tentando se reerguerem…

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