[ST] Contos do Espaço Profundo

Que cena! Uma vitória épica, mas daquelas bem trágicas… Avante Tecnocracia!

Gostei bastante das descrições das perdas. Aliais, essa questão numérica é algo que sempre fico pensando. Acho que já falei sobre isso antes, mas existem duas abordagens numéricas nos fóruns e afins sobre o RPG no Stellaris: uma que concebe as tripulações de modo semelhante a Star Trek (naves de dezenas de metros, tripulações pequenas), e outra em relação a Star Wars (naves de quilômetros/dezenas de kms, grandes tripulações).

Sempre partilhei da segunda, porque por melhor que seja a “miniaturização mecânica”, o simples dimensionamento de “energia” (um hipotético motor capaz de romper o espaço-tempo, exaustores, controladores, reatores, armas, suporte, etc) seria tão significativo que provavelmente não caberia num espaço de metros. Fora isso, a ideia de “inspecionar” um planeta igual em Star Trek (Kirk, Spock, McCoy e dois tripulantes figurantes randômicos) com o uso de um “tricorder” era uma solução de roteiro legal só lá na década de 60.

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Batalha épica! E uma bela dedicação ao soldado desconhecido. As SSs também estão bonitonas!

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Obrigado!

De acordo. Já vi várias discussões sobre isso no Reddit e no próprio fórum da PI, obviamente sem um consenso. Mas me parece óbvio que mesmo corvetas tenham (ao menos) centenas de metros de comprimento, e as names maiores (encouraçados/titãs) algo em torno de 10km, por baixo. Ao se considerar que, hoje, um porta-aviões tem entre 4 e 6 mil tripulantes, extrapolando e considerando (como tu falou) o futuro da miniaturização e sistemas computadorizados e automatizados, ainda assim não vejo como menos de mil tripulantes em uma simples corveta, ao menos duplicando pra classe superior. Provavelmente seria mais, pq em SW é dito que um Destróier Imperial teria 37 mil (!) tripulantes, mas… né? Nessa “média” que eu meio q calculei, cada uma das minhas frotas teria algo em torno de 200 mil tripulantes… :man_shrugging:

Né? Uma nave científica seria, ao menos, equivalente a uma corveta, ao menos 1000 tripulantes (a Enterprise original de Star Trek é dito ter capacidade de até 1000 tripulantes, contando tripulação, famílias e visitantes), então uma equipe de inspeção deveria ter, sei lá, 100 membros divididos em grupos inspecionando áreas diferentes… me parece mais “factível”…

Obrigado! :upside_down_face:

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXIV
Batalhas e Invasões

 Quando nossas frotas avançaram novamente, encontraram o restante da frota Mandasura no sistema Ashimax, com o apoio de outra poderosa base estelar.

 Mesmo com nossas frotas já desgastadas, e com o combate se estendendo por quase um mês, a vitória foi incontestável. Poucas naves inimigas conseguiram escapar de serem destruídas, deixando o caminho livre para a tomada da base. A perda de cinco Destróieres e três Corvetas, apesar de pesarosas, não foi motivo para a Tecnocracia deter seu avanço sobre o inimigo.

 Enquanto nossas naves avançavam pelo espaço, o Departamento de Engenharia apresentava importantes avanços, com novas técnicas de construção de Titãs que tornaram seus cascos ainda mais resistentes e novos Modelos Padronizados de Destróieres que possibilitam uma construção mais rápida e barata dessas naves de médio porte.

 Com boa parte da frota inimiga destruída, nossas frotas foram divididas em dois grupos. Enquanto em Kathea uma gigantesca cidadela estelar nos aguardava, em Ladellikon encontramos os remanescentes das naves Mandasura. Ambas as batalhas foram vencidas sem a menor dificuldade.

 O desembarque nos planetas inimigos também começava. O General Zax comandou a tomada de Andack II, sempre enfrentando uma obstinada defesa, devido aos grandes números de defensores e a resistência absurda dos Mandasura, mestres em combate terrestre.

 Enquanto isso, na Terra, a Diretora-Geral procurava apaziguar as facções políticas descontentes, prometendo tentar o caminho da Diplomacia para com as demais civilizações. Outro acontecimento foi a conclusão da base do novo Portal no sistema Sol, e a continuação das obras para sua finalização.

 O sistema Yriam seria palco da última grande batalha espacial dessa guerra defensiva. A base espacial tentou resistir, mas foi desabilitada em pouco mais de uma semana, sendo tomada por nossas forças. A Tecnocracia Terrana mais uma vez demonstrava sua superioridade militar contra nossos inimigos, mas a guerra em si ainda estaria longe de terminar.

 Isso devido ao fato de que todos os planetas Mandasura contavam com numerosos exércitos de defesa, tornando sua invasão um processo demorado e com muitas baixas. Por mais experiente que o General Zax fosse, batalhar contra inimigos sempre numerosos e muito mais mortais que terranos – ou mesmo que quaisquer outras espécies alistadas, inclusive robôs – sempre demandava longas campanhas que duravam meses, além do pesado fardo da morte de milhares de soldados…

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E vão morrendo. Agora queria ver esses Impérios Caídos tentando se reerguerem…

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXV
Piratas e Desodorizantes

 O Trio Vengralian nos oferece um “miraculoso” Desodorizante Atmosférico Trium, segundo eles uma mistura de micróbios e reagentes capaz de purificar qualquer atmosfera, pela bagatela de um bilhão e duzentos milhões de toneladas de Ligas Metálicas. Embora o valor pedido seja alto, decidimos apostar nessa “fórmula mágica”, e sua aplicação foi realizada em nossa Ecumenópolis de Turim Tertius. Esperemos que dê resultado!

 Uma frota pirata ataca o sistema Ellor. A Patrol Force III e a Patrol Force XIX são destacadas para enfrentar esse bando de saqueadores.

 Com mais de um bilhão e meio de soldados Mandasura na defensiva, a invasão de Yiriam III é adiada enquanto nossas frotas iniciam um bombardeio sistemático do planeta com o objetivo de enfraquecer o inimigo.

 Melhorias na Harmonia de Escudos energéticos são realizadas pelo Departamento de Física, trazendo maior estabilidade e resistência a ataques inimigos.

 A análise dos destroços da batalha com os Mandasura em Kathea possibilitou a engenharia reversa de Baterias Cinéticas, um armamento de longo alcance que dispara balas metálicas a velocidades extremas.

 Nossas duas frotas de patrulha chegam ao sistema Ellor, logo retomando controle de nossa base espacial e iniciando o ataque à frota pirata.

 Apesar do poderio do Galeão pirata – certamente alguma nave remanescente de nossa guerra contra os Frubralav – a velocidade e evasão de nossas Corvetas equilibram a batalha. Ainda receberíamos ajuda de uma frota da União Independente Pyorun para destruirmos o inimigo sem sofrermos maiores danos.

 Um novo ataque pirata, mesmo com toda a reformulação de nossas rotas comerciais, preocupou toda a Diretoria. A conclusão do Portal do sistema Sol tornou-se ainda mais importante, não mais apenas do ponto de vista militar, mas também comercialmente.

 O Departamento de Sociedade alcançou um notável avanço em procedimentos de Revitalização Celular através de tratamentos genéticos que podem aumentar a expectativa de vida de nossa população.

 Após mais de quatro meses de bombardeios intensos que devastaram grande parte das cidades Mandasura, o General Zax inicia a invasão de Yiriam III.

 Um aerossol exótico descoberto em planetas que sofreram impactos massivos de meteoros, o Zro também parece ser uma espécie de “anabolizante psiônico”. A descoberta, pelo Departamento de Sociedade, de uma forma de destilar esse misterioso composto, pode vir a ser útil no futuro.

 Depois de sete meses e um bilhão de soldados mortos e feridos, o General Zax consegue subjugar os últimos redutos de resistência Mandasura em Yiriam III.

 Apesar da conquista do planeta, a grande quantidade de baixas tem provocado reações de diferentes facções menos belicistas, de forma que a Diretoria teve que se comprometer a fazer o possível para que haja menos mortes de cidadãos da Tecnocracia.

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Eu esperava que eles “acordassem”, mas… :man_shrugging:

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Olha ai o Fallen Empire com 5 exércitos xenomorfos (eu acho)… O que cansa nessas invasões é essa linha de frente. Fica meio um lance de “300 de Esparta”… Não importa o tamanho do seu exército, ele vai ser sempre afunilado. Mas enfim… Considerando o quão barato é montar um exército, faz sentido que sejam descartáveis.

Foi uma boa campanha :+1:

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@Biller, o pior nem são os xenomorfos, são os próprios Mandasura, 12 pontos de força! Os meus “melhores” são os lahtrepianos que tem só 5.80 de força :roll_eyes: Mas acho q é explicável pq FEs têm todas as techs normais pesquisadas e (se me lembro bem) 10 níveis das repeatables…

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Todos esperávamos, amigo. Era essa a nossa expectativa.

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Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXVI
Portais e Eleições

 A análise de vários destroços de nossas batalhas contra os Mandasura se provou deveras valiosa. Nossos cientistas descobriram que esse Antigo Império utiliza a misteriosa Matéria Escura como energia, em um processo tido antes como apenas teórico.

 Poderosos Reatores e potentes Defletores que se utilizam dessa ainda obscura fonte de energia puderam ser replicados, um processo que certamente levaríamos dezenas se não centenas de anos para alcançarmos por conta própria.

 A restauração da antiga Assembléia Interestelar foi concluída, sendo denominada pela Tecnocracia como zona neutra para encontros e reuniões entre todas as civilizações da galáxia.

 O termo da Diretora-Geral Paula Harper se encerrou em Fevereiro de 2426, com mais três adversários se candidatando ao pleito.

 Após uma disputa acirrada entre os membros da Diretoria Científica, foi eleito o ex-Governador de Choirtiz II, Kieran MacKenzie, como novo Diretor-Geral.

 Suas posições frente a importância do comércio interestelar e suas críticas às ações de enfrentamento aos constantes ataques de piratas espaciais foram decisivos para sua escolha.

 Avanços nos sistemas de recarregamento de munições de nossas armas cinéticas foram elaborados pelos Departamento de Engenharia, possibilitando uma boa melhoria na taxa de disparos dessas armas.

 Em Julho de 2426 o General Zax iniciou a invasão ao planeta Ladellikon II. Mesmo após meses de intenso bombardeio, os exércitos de defesa do planeta ainda são numerosos e irão requerer uma grande dose de combates diretos em meio as cidades semidestruídas.

 Toda a frota terrana foi deslocada para prosseguir os bombardeios nos planetas ainda sob comando dos Mandasura.

 Nossos cientistas descobriram que nossos sistemas de inteligência artificial estão por trás do súbito overclock de nossos supercomputadores. Enquanto alguns se pronunciam acerca de futuras instabilidades com essa carga extra, a maioria de nossos cientistas ficou entusiasmada com esse novo padrão de aprendizagem dos sistemas de inteligência artificial.

 Após algumas tentativas, fomos capazes de replicar o processo de autoaprendizagem de nossos sistemas de inteligência artificial em outros supercomputadores. Especula-se que sua ampla utilização em todos os nossos computadores poderia levar a descobertas inimagináveis no campo científico em tempos razoavelmente curtos.

 Quase cinco meses após o início dos combates, Ladellikon I é conquistado. Quase oitocentos milhões de soldados acabaram mortos ou feridos durante a longa invasão e, embora novos recrutas estejam a caminho da frente de batalha, a Diretoria decidiu manter a política de bombardeios orbitais até o enfraquecimento das forças defensivas Mandasura.

 Em Janeiro de 2427 o Portal Sol foi concluído, abrindo um novo leque de possibilidades com a movimentação praticamente instantânea entre setores diversos da galáxia.

 Com o perfeito funcionamento do Portal Sol, e tendo em vista sua agenda de proteção comercial, o Diretor-Geral Kieran MacKenzie decidiu ampliar ainda mais a rede de Portais, também utilizando-se dos Portões-L para diminuir as distâncias entre nossas rotas comerciais.

 Seis novos Portais começaram a ser construídos em setores específicos da galáxia, de forma a criar uma rede ampla, segura e mais defensável entre todos os planetas da Tecnocracia Terrana.

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Bons avanços. Gostei de ver o anfiteatro espacial restaurado. Esse negócio das eleições me fez lembrar de algo que queria dizer a muito tempo mas esqueci: deveria poder haver uma monarquia espacial, com linhagem hereditária e tudo. Como o sistema de M2TW, pelo menos.

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Bom, @Lord_Victor… Não exatamente mas quase isso? :sweat_smile:

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Stellaris

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Capítulo CXVII
Quatro Milhões de Mortes

 Os dois anos seguintes à conquista de Ladellikon foram um misto de descobertas, avanços científicos e mortes… Muitas mortes.

 O Departamento de Engenharia apresentou novos modelos de Interceptadores de Sinapse, que melhoraram a resposta de nossos pilotos de caças em situações de combate, além de novos Modelos Padronizados de Corvetas que tornaram a construção dessas naves mais rápida e eficiente.

 O Departamento de Física trouxe novos avanços no uso de Supercondutividade Aplicada para a transmissão de energia com perdas ainda menores; um novo modelo de Sensor Taquiônico utilizando a captação dessas raras partículas para detectar naves a distâncias extremas; além de um sistema gerador de Escudos Planetários capaz de envolver planetas inteiros e, assim, protegê-los contra bombardeios orbitais.

 Já o Departamento de Sociedade desenvolveu melhorias genéticas em diversos tipos de alimentos, resultando em Colheitas Transgênicas altamente nutritivas.

 Enquanto a ISS Wayfarer e a ISS Zephyr inspecionavam os sistemas Mandasura, fizeram duas descobertas inesperadas: Suter II e Saiph II estão protegidos por poderosos escudos energéticos que impedem qualquer análise dos planetas em questão. O porquê de os Mandasura haverem envolto esses planetas dessa forma é um mistério – ao menos nossos cientistas especulam que foram os Mandasura que fizeram isso… Começamos a trabalhar em uma forma de desativar esses escudos e, assim, descobrir que segredo esses planetas guardam…

 Um “defeito” nos sistemas de nossa estação de mineração em Dothon Ia foi apontado como causa da morte de todos os tripulantes, quando os sistemas de suporte de vida sofreram diversas falhas em seqüência. Estranhamente, a estação continuou os processos de mineração automaticamente, e com um grande aumento na produtividade. Acabou-se decidindo manter os processos automatizados, sem tripulação, até que a causa das falhas nos sistemas seja descoberta.

 Um pico de energia ocorrido no sistema de Umikandra Ogatt atingiu nossos sensores. Apesar de não causar nenhum dano, o pico, ainda de causa desconhecida, localizou um novo depósito de Gases Raros em Firtle’s Web.

 Em Agosto de 2428 foi iniciada a invasão do planeta Boundary, após nossos exércitos receberem reforços de vários locais da galáxia. Mesmo com os constantes bombardeios, uma enorme força estimada em pelo menos dois bilhões de Mandasura está posicionada no planeta, enquanto a Tecnocracia mobilizou mais de quatro milhões de soldados para a ação.

 A conquista de Boundary foi demorada, pesarosa e mortal. Três de nossos mais experientes generais, Dika na-Sutar, Petals of Aquamarine e Rosh na-Sutar, acabaram mortos durante os intensos combates.

 De nossas forças iniciais de mais de quatro milhões e meio de soldados, apenas dois milhões e setecentos mil sobreviveram ao final da campanha. As baixas totalizaram um milhão de soldados e quinhentos mil robôs de assalto, além de duzentos mil soldados incapacitados por meses e trezentos mil sem condições de voltarem à ativa.

 Contabilizando esse total com as baixas Mandasura, estima-se que as mortes diretas da invasão ultrapassaram quatro milhões de indivíduos, fora o número de civis mortos durante os bombardeios e as batalhas.

 O grande número de mortos causou revolta em alguns setores da sociedade terrana, com várias facções requerendo o final da guerra e outras uma destruição completa dos Mandasura por haverem iniciado o conflito.

 Mesmo após quase dois anos de intensos bombardeios, The Core, o último planeta Mandasura, ainda possuía, nas melhores estimativas, dois milhões de soldados para sua defesa. Com a grande pressão enfrentada, o Diretor-Geral Kieran MacKenzie ordenou o uso do Projeto Colosso no último reduto inimigo.

 Antes ainda, porém, que o ISS Armageddon deixasse o sistema Olimar, uma mensagem dos Mandasura foi recebida. Eles admitiam a derrota, e aceitavam os termos da Tecnocracia: seus sistemas e planetas passariam ao controle terrano e as tropas ainda remanescentes seriam desmobilizadas imediatamente. A vitória havia chegado, após altos preços serem pagos com o sangue de diversas espécies.

 Porém, os intensos bombardeios haviam destruído completamente três dos planetas Mandasura, de forma que fome, desemprego e criminalidade eram comuns. Para combater isso, além da lei marcial ser aplicada e bens de consumo emergenciais serem distribuídos às populações, nossos exércitos ficariam nos planetas ajudando no combate à criminalidade.

 O antigo Vestígio Mandasura também seria convertido em um de nossos Setores, e para sua administração foi escolhido o juiz Stalk of Black, atuante magistrado no combate à criminalidade.

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Adendo: Eu vinha usando milhões como número de soldados pras invasões, mas considerando que dessa vez eu usei mais de “quatro mil e seiscentos milhões” de soldados, achei q ter mais de quatro “bilhões” e meio de soldados invadindo um planeta era meio q “exagero”… Então adotei milhões mesmo… Mlehor, né? :sweat_smile:

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Bem, ter um exército 4 vezes maior que o da China faz parte à essa altura do campeonato. Hahahahaha

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Essa é a megaestrutura mais subaproveitada do jogo, na minha opinião… O conceito de peso diplomático ainda não está plenamente desenvolvido no Federations, e só vale para um RP mesmo. :confused:

Pra quem lá atrás tinha autorizado uma AI assumir a burocracia de toda a Tecnocracia, uma estação de mineração é fichinha… :upside_down_face:

Seria legal um colosso atuando como grand finale, mas foi uma boa campanha :+1:

E nada da crise do eng-game…

Após ler os dois últimos capítulos, tenho uma leve impressão que nas versões mais antigas, os Impérios Caídos despertavam com mais frequência. Só por ter uma frota acima de 40 ou 50k no early game eles já despertavam.

Bom, pra quem tem 4,5 trilhões de habitantes, acho tranquilo uma invasão na escala de bilhões. Eu adotei 100 mil soldados por exército e tem horas que acho pouco e, ao mesmo tempo, acho muito.

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Se levar em conta q com as traditions eu já colonizo um mundo com (teoricamente) 2 bilhões :upside_down_face:

Imagina no Ancient Relics, então :rofl: Tudo q faz é dar +50 de relações :confused:

Indeed…

E aumentando a algo em torno de 2 a 4 pops por mês :sweat_smile:

Anyway, vem coisa “boa” no próximo q tava jogando agora…

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXVIII
O Despertar dos Problemas

 O final da guerra foi apenas o início de um amplo trabalho de reestruturação na Tecnocracia.

 Enquanto grandes reformas administrativas eram realizadas no território conquistado, para inserir os Mandasura à sociedade terrana, praticamente todos os estaleiros espaciais da Tecnocracia trabalhavam sem parar, construindo novas naves militares para repor as destruídas durante o conflito.

 Embora o foco da Diretoria agora fosse re-estabilizar nossos territórios e nos prepararmos para o futuro, logo o destino se colocaria em nosso caminho.

 Após poucos meses do final da trégua com a Entente Cevanti, a Consciência Norillga novamente declara guerra contra a Federação.

 Porém, antes de sermos novamente envolvidos em um conflito desnecessário para a Tecnocracia, o Diretor-Geral decide por romper o Pacto Defensivo que possuíamos com os moluscóides. Que lutem eles próprios sua guerra!

 Mas a Tecnocracia também buscou novos aliados. Às Participações Unidas Nuurian, após se libertarem da influência da União Dinástica, foi oferecida nossa proteção.

 A oferta foi prontamente aceita pela pequena civilização, juntando-se aos Sistemas Democráticos Rak’Thalak’Nak e à União Independente Pyorun sob as asas da Tecnocracia Terrana.

 Um fato no mínimo estranho ocorrido foi o comunicado da Continuidade Zenak acerca de “vulneráveis biológicas entre a população terrana”. Mais intrigante foi o fato desse Antigo Império se oferecer para nos imunizar contra essa “vulnerabilidade”.

 Após a Diretoria analisar com cuidado a “oferta”, decidimos rejeitar polidamente, afirmando que qualquer “vulnerabilidade biológica” que viéssemos a sofrer nossos cientistas conseguiriam resolver sem maiores problemas.

 Esperamos é não ter um problema com essas máquinas antigas frente a nossa recusa…

 Uma ocorrência em Ascella Prime intrigou a população. A unidade A5091-b, um robô tipo Trabalhador industrial, subitamente cessou suas atividades, aproximou-se dos supervisores e questionou se ela possuía alma.

 Imaginando tratar-se de algum bug no software da inteligência artificial da unidade, os supervisores ordenaram que o trabalho fosse reiniciado. Porém, no outro dia, a unidade A5091-b apresentou o mesmo comportamento, novamente questionando seus supervisores se ela possuía uma alma.

 Mesmo após várias tentativas de resolver o problema, a situação se agravou, quando outras unidades da mesma série também começaram a se questionar sobre a existência de uma alma.

 Depois do assunto ser trazido para consideração da Diretoria Científica, ficou decidido explicar às unidades que o conceito de alma é uma abstração religiosa para o que acreditamos ser nossa consciência, de forma que, por terem consciência, os robôs poderiam, sim, ser considerados equivalentes próximos de nós, orgânicos.

 Obviamente essa decisão suscitou acalorados debates acadêmicos sobre esse assunto por meses a fio…

 Procurando estabelecer de forma ainda mais contundente suas promessas de campanha, o Diretor-Geral Kieran MacKenzie decidiu afrouxar a intervenção governamental no mercado, esperando assim aumentar as relações comerciais entre nossos planetas.

 Quando a ISS Wayferer conseguiu desativar o escudo energético sobre Suter II, isso se provou uma ação equivocada. O sistema inteiro foi varrido pelo que se acredita ter sido uma “comunicação telepática” muito forte, da qual uma única palavra em um antigo dialeto Mandasura pode ser identificada, “Liberdade”.

 Quase imediatamente após a “onda telepática”, quatro gigantescas “criaturas”, que só puderam ser descritas como “Nuvens do Vazio”, deixaram o planeta e atacaram a nave científica.

 Apesar da ISS Wayfarer ter conseguido escapar com seu sistema de Salto de Emergência, as “Nuvens” avançaram contra nossa estação espacial. Um longo combate ocorreu, mas, felizmente, no fim a estação conseguiu destruir esse inimigo inesperado.

 Mas, fica a questão. O que eram essas “Nuvens do Vazio”? E por que foram aprisionadas pelos Mandasura?

 Porém, esse seria o menor de nossos problemas nesse curto espaço de tempo.

 O Antigo Império dos Guardiões Udkavongo, antes amistosos com todos e, especialmente, conosco, seus “Escolhidos”, começou a se comportar de forma estranha. Naves de reconhecimento foram vistas em diversos locais da galáxia, em missões misteriosas em planetas antigos e arruinados.

 Descobrimos o porquê desse comportamento. Sua missão era conseguir informações sobre a situação da galáxia. Informações que possibilitariam seu retorno.

 Nossa Rede de Sentinelas detectou um aumento expressivo no número de naves militares Udkavongo. Em nossa tentativa de comunicação, eles não se apresentaram mais como Guardiões, e sim como Zelotes Udkavongo, com um ar de arrogância podendo ser sentido ao se comunicarem conosco.

 Apesar de, teoricamente, nossas relações com eles continuarem cordiais, suas atitudes demonstram outra coisa.

 Foi ordenado que todas as frotas de ataque da Tecnocracia, incluindo a ainda incompleta Strike Force Titan, sob comando do Almirante Edmund Smith Jr., bem como todas as demais naves militares de reserva, rumem imediatamente para o sistema Teae, e fiquem preparadas para o que possa vir a ocorrer…

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Até que enfim um Império Caído despertou. Bom, agora que você vai enfrentar esses Zelotes, é possível supor que eles vão acabar sendo a crise do fim de jogo…

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