[ST] Contos do Espaço Profundo

@Biller, o pior nem são os xenomorfos, são os próprios Mandasura, 12 pontos de força! Os meus “melhores” são os lahtrepianos que tem só 5.80 de força :roll_eyes: Mas acho q é explicável pq FEs têm todas as techs normais pesquisadas e (se me lembro bem) 10 níveis das repeatables…

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Todos esperávamos, amigo. Era essa a nossa expectativa.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXVI
Portais e Eleições

 A análise de vários destroços de nossas batalhas contra os Mandasura se provou deveras valiosa. Nossos cientistas descobriram que esse Antigo Império utiliza a misteriosa Matéria Escura como energia, em um processo tido antes como apenas teórico.

 Poderosos Reatores e potentes Defletores que se utilizam dessa ainda obscura fonte de energia puderam ser replicados, um processo que certamente levaríamos dezenas se não centenas de anos para alcançarmos por conta própria.

 A restauração da antiga Assembléia Interestelar foi concluída, sendo denominada pela Tecnocracia como zona neutra para encontros e reuniões entre todas as civilizações da galáxia.

 O termo da Diretora-Geral Paula Harper se encerrou em Fevereiro de 2426, com mais três adversários se candidatando ao pleito.

 Após uma disputa acirrada entre os membros da Diretoria Científica, foi eleito o ex-Governador de Choirtiz II, Kieran MacKenzie, como novo Diretor-Geral.

 Suas posições frente a importância do comércio interestelar e suas críticas às ações de enfrentamento aos constantes ataques de piratas espaciais foram decisivos para sua escolha.

 Avanços nos sistemas de recarregamento de munições de nossas armas cinéticas foram elaborados pelos Departamento de Engenharia, possibilitando uma boa melhoria na taxa de disparos dessas armas.

 Em Julho de 2426 o General Zax iniciou a invasão ao planeta Ladellikon II. Mesmo após meses de intenso bombardeio, os exércitos de defesa do planeta ainda são numerosos e irão requerer uma grande dose de combates diretos em meio as cidades semidestruídas.

 Toda a frota terrana foi deslocada para prosseguir os bombardeios nos planetas ainda sob comando dos Mandasura.

 Nossos cientistas descobriram que nossos sistemas de inteligência artificial estão por trás do súbito overclock de nossos supercomputadores. Enquanto alguns se pronunciam acerca de futuras instabilidades com essa carga extra, a maioria de nossos cientistas ficou entusiasmada com esse novo padrão de aprendizagem dos sistemas de inteligência artificial.

 Após algumas tentativas, fomos capazes de replicar o processo de autoaprendizagem de nossos sistemas de inteligência artificial em outros supercomputadores. Especula-se que sua ampla utilização em todos os nossos computadores poderia levar a descobertas inimagináveis no campo científico em tempos razoavelmente curtos.

 Quase cinco meses após o início dos combates, Ladellikon I é conquistado. Quase oitocentos milhões de soldados acabaram mortos ou feridos durante a longa invasão e, embora novos recrutas estejam a caminho da frente de batalha, a Diretoria decidiu manter a política de bombardeios orbitais até o enfraquecimento das forças defensivas Mandasura.

 Em Janeiro de 2427 o Portal Sol foi concluído, abrindo um novo leque de possibilidades com a movimentação praticamente instantânea entre setores diversos da galáxia.

 Com o perfeito funcionamento do Portal Sol, e tendo em vista sua agenda de proteção comercial, o Diretor-Geral Kieran MacKenzie decidiu ampliar ainda mais a rede de Portais, também utilizando-se dos Portões-L para diminuir as distâncias entre nossas rotas comerciais.

 Seis novos Portais começaram a ser construídos em setores específicos da galáxia, de forma a criar uma rede ampla, segura e mais defensável entre todos os planetas da Tecnocracia Terrana.

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Bons avanços. Gostei de ver o anfiteatro espacial restaurado. Esse negócio das eleições me fez lembrar de algo que queria dizer a muito tempo mas esqueci: deveria poder haver uma monarquia espacial, com linhagem hereditária e tudo. Como o sistema de M2TW, pelo menos.

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Bom, @Lord_Victor… Não exatamente mas quase isso? :sweat_smile:

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXVII
Quatro Milhões de Mortes

 Os dois anos seguintes à conquista de Ladellikon foram um misto de descobertas, avanços científicos e mortes… Muitas mortes.

 O Departamento de Engenharia apresentou novos modelos de Interceptadores de Sinapse, que melhoraram a resposta de nossos pilotos de caças em situações de combate, além de novos Modelos Padronizados de Corvetas que tornaram a construção dessas naves mais rápida e eficiente.

 O Departamento de Física trouxe novos avanços no uso de Supercondutividade Aplicada para a transmissão de energia com perdas ainda menores; um novo modelo de Sensor Taquiônico utilizando a captação dessas raras partículas para detectar naves a distâncias extremas; além de um sistema gerador de Escudos Planetários capaz de envolver planetas inteiros e, assim, protegê-los contra bombardeios orbitais.

 Já o Departamento de Sociedade desenvolveu melhorias genéticas em diversos tipos de alimentos, resultando em Colheitas Transgênicas altamente nutritivas.

 Enquanto a ISS Wayfarer e a ISS Zephyr inspecionavam os sistemas Mandasura, fizeram duas descobertas inesperadas: Suter II e Saiph II estão protegidos por poderosos escudos energéticos que impedem qualquer análise dos planetas em questão. O porquê de os Mandasura haverem envolto esses planetas dessa forma é um mistério – ao menos nossos cientistas especulam que foram os Mandasura que fizeram isso… Começamos a trabalhar em uma forma de desativar esses escudos e, assim, descobrir que segredo esses planetas guardam…

 Um “defeito” nos sistemas de nossa estação de mineração em Dothon Ia foi apontado como causa da morte de todos os tripulantes, quando os sistemas de suporte de vida sofreram diversas falhas em seqüência. Estranhamente, a estação continuou os processos de mineração automaticamente, e com um grande aumento na produtividade. Acabou-se decidindo manter os processos automatizados, sem tripulação, até que a causa das falhas nos sistemas seja descoberta.

 Um pico de energia ocorrido no sistema de Umikandra Ogatt atingiu nossos sensores. Apesar de não causar nenhum dano, o pico, ainda de causa desconhecida, localizou um novo depósito de Gases Raros em Firtle’s Web.

 Em Agosto de 2428 foi iniciada a invasão do planeta Boundary, após nossos exércitos receberem reforços de vários locais da galáxia. Mesmo com os constantes bombardeios, uma enorme força estimada em pelo menos dois bilhões de Mandasura está posicionada no planeta, enquanto a Tecnocracia mobilizou mais de quatro milhões de soldados para a ação.

 A conquista de Boundary foi demorada, pesarosa e mortal. Três de nossos mais experientes generais, Dika na-Sutar, Petals of Aquamarine e Rosh na-Sutar, acabaram mortos durante os intensos combates.

 De nossas forças iniciais de mais de quatro milhões e meio de soldados, apenas dois milhões e setecentos mil sobreviveram ao final da campanha. As baixas totalizaram um milhão de soldados e quinhentos mil robôs de assalto, além de duzentos mil soldados incapacitados por meses e trezentos mil sem condições de voltarem à ativa.

 Contabilizando esse total com as baixas Mandasura, estima-se que as mortes diretas da invasão ultrapassaram quatro milhões de indivíduos, fora o número de civis mortos durante os bombardeios e as batalhas.

 O grande número de mortos causou revolta em alguns setores da sociedade terrana, com várias facções requerendo o final da guerra e outras uma destruição completa dos Mandasura por haverem iniciado o conflito.

 Mesmo após quase dois anos de intensos bombardeios, The Core, o último planeta Mandasura, ainda possuía, nas melhores estimativas, dois milhões de soldados para sua defesa. Com a grande pressão enfrentada, o Diretor-Geral Kieran MacKenzie ordenou o uso do Projeto Colosso no último reduto inimigo.

 Antes ainda, porém, que o ISS Armageddon deixasse o sistema Olimar, uma mensagem dos Mandasura foi recebida. Eles admitiam a derrota, e aceitavam os termos da Tecnocracia: seus sistemas e planetas passariam ao controle terrano e as tropas ainda remanescentes seriam desmobilizadas imediatamente. A vitória havia chegado, após altos preços serem pagos com o sangue de diversas espécies.

 Porém, os intensos bombardeios haviam destruído completamente três dos planetas Mandasura, de forma que fome, desemprego e criminalidade eram comuns. Para combater isso, além da lei marcial ser aplicada e bens de consumo emergenciais serem distribuídos às populações, nossos exércitos ficariam nos planetas ajudando no combate à criminalidade.

 O antigo Vestígio Mandasura também seria convertido em um de nossos Setores, e para sua administração foi escolhido o juiz Stalk of Black, atuante magistrado no combate à criminalidade.

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Adendo: Eu vinha usando milhões como número de soldados pras invasões, mas considerando que dessa vez eu usei mais de “quatro mil e seiscentos milhões” de soldados, achei q ter mais de quatro “bilhões” e meio de soldados invadindo um planeta era meio q “exagero”… Então adotei milhões mesmo… Mlehor, né? :sweat_smile:

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Bem, ter um exército 4 vezes maior que o da China faz parte à essa altura do campeonato. Hahahahaha

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Essa é a megaestrutura mais subaproveitada do jogo, na minha opinião… O conceito de peso diplomático ainda não está plenamente desenvolvido no Federations, e só vale para um RP mesmo. :confused:

Pra quem lá atrás tinha autorizado uma AI assumir a burocracia de toda a Tecnocracia, uma estação de mineração é fichinha… :upside_down_face:

Seria legal um colosso atuando como grand finale, mas foi uma boa campanha :+1:

E nada da crise do eng-game…

Após ler os dois últimos capítulos, tenho uma leve impressão que nas versões mais antigas, os Impérios Caídos despertavam com mais frequência. Só por ter uma frota acima de 40 ou 50k no early game eles já despertavam.

Bom, pra quem tem 4,5 trilhões de habitantes, acho tranquilo uma invasão na escala de bilhões. Eu adotei 100 mil soldados por exército e tem horas que acho pouco e, ao mesmo tempo, acho muito.

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Se levar em conta q com as traditions eu já colonizo um mundo com (teoricamente) 2 bilhões :upside_down_face:

Imagina no Ancient Relics, então :rofl: Tudo q faz é dar +50 de relações :confused:

Indeed…

E aumentando a algo em torno de 2 a 4 pops por mês :sweat_smile:

Anyway, vem coisa “boa” no próximo q tava jogando agora…

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXVIII
O Despertar dos Problemas

 O final da guerra foi apenas o início de um amplo trabalho de reestruturação na Tecnocracia.

 Enquanto grandes reformas administrativas eram realizadas no território conquistado, para inserir os Mandasura à sociedade terrana, praticamente todos os estaleiros espaciais da Tecnocracia trabalhavam sem parar, construindo novas naves militares para repor as destruídas durante o conflito.

 Embora o foco da Diretoria agora fosse re-estabilizar nossos territórios e nos prepararmos para o futuro, logo o destino se colocaria em nosso caminho.

 Após poucos meses do final da trégua com a Entente Cevanti, a Consciência Norillga novamente declara guerra contra a Federação.

 Porém, antes de sermos novamente envolvidos em um conflito desnecessário para a Tecnocracia, o Diretor-Geral decide por romper o Pacto Defensivo que possuíamos com os moluscóides. Que lutem eles próprios sua guerra!

 Mas a Tecnocracia também buscou novos aliados. Às Participações Unidas Nuurian, após se libertarem da influência da União Dinástica, foi oferecida nossa proteção.

 A oferta foi prontamente aceita pela pequena civilização, juntando-se aos Sistemas Democráticos Rak’Thalak’Nak e à União Independente Pyorun sob as asas da Tecnocracia Terrana.

 Um fato no mínimo estranho ocorrido foi o comunicado da Continuidade Zenak acerca de “vulneráveis biológicas entre a população terrana”. Mais intrigante foi o fato desse Antigo Império se oferecer para nos imunizar contra essa “vulnerabilidade”.

 Após a Diretoria analisar com cuidado a “oferta”, decidimos rejeitar polidamente, afirmando que qualquer “vulnerabilidade biológica” que viéssemos a sofrer nossos cientistas conseguiriam resolver sem maiores problemas.

 Esperamos é não ter um problema com essas máquinas antigas frente a nossa recusa…

 Uma ocorrência em Ascella Prime intrigou a população. A unidade A5091-b, um robô tipo Trabalhador industrial, subitamente cessou suas atividades, aproximou-se dos supervisores e questionou se ela possuía alma.

 Imaginando tratar-se de algum bug no software da inteligência artificial da unidade, os supervisores ordenaram que o trabalho fosse reiniciado. Porém, no outro dia, a unidade A5091-b apresentou o mesmo comportamento, novamente questionando seus supervisores se ela possuía uma alma.

 Mesmo após várias tentativas de resolver o problema, a situação se agravou, quando outras unidades da mesma série também começaram a se questionar sobre a existência de uma alma.

 Depois do assunto ser trazido para consideração da Diretoria Científica, ficou decidido explicar às unidades que o conceito de alma é uma abstração religiosa para o que acreditamos ser nossa consciência, de forma que, por terem consciência, os robôs poderiam, sim, ser considerados equivalentes próximos de nós, orgânicos.

 Obviamente essa decisão suscitou acalorados debates acadêmicos sobre esse assunto por meses a fio…

 Procurando estabelecer de forma ainda mais contundente suas promessas de campanha, o Diretor-Geral Kieran MacKenzie decidiu afrouxar a intervenção governamental no mercado, esperando assim aumentar as relações comerciais entre nossos planetas.

 Quando a ISS Wayferer conseguiu desativar o escudo energético sobre Suter II, isso se provou uma ação equivocada. O sistema inteiro foi varrido pelo que se acredita ter sido uma “comunicação telepática” muito forte, da qual uma única palavra em um antigo dialeto Mandasura pode ser identificada, “Liberdade”.

 Quase imediatamente após a “onda telepática”, quatro gigantescas “criaturas”, que só puderam ser descritas como “Nuvens do Vazio”, deixaram o planeta e atacaram a nave científica.

 Apesar da ISS Wayfarer ter conseguido escapar com seu sistema de Salto de Emergência, as “Nuvens” avançaram contra nossa estação espacial. Um longo combate ocorreu, mas, felizmente, no fim a estação conseguiu destruir esse inimigo inesperado.

 Mas, fica a questão. O que eram essas “Nuvens do Vazio”? E por que foram aprisionadas pelos Mandasura?

 Porém, esse seria o menor de nossos problemas nesse curto espaço de tempo.

 O Antigo Império dos Guardiões Udkavongo, antes amistosos com todos e, especialmente, conosco, seus “Escolhidos”, começou a se comportar de forma estranha. Naves de reconhecimento foram vistas em diversos locais da galáxia, em missões misteriosas em planetas antigos e arruinados.

 Descobrimos o porquê desse comportamento. Sua missão era conseguir informações sobre a situação da galáxia. Informações que possibilitariam seu retorno.

 Nossa Rede de Sentinelas detectou um aumento expressivo no número de naves militares Udkavongo. Em nossa tentativa de comunicação, eles não se apresentaram mais como Guardiões, e sim como Zelotes Udkavongo, com um ar de arrogância podendo ser sentido ao se comunicarem conosco.

 Apesar de, teoricamente, nossas relações com eles continuarem cordiais, suas atitudes demonstram outra coisa.

 Foi ordenado que todas as frotas de ataque da Tecnocracia, incluindo a ainda incompleta Strike Force Titan, sob comando do Almirante Edmund Smith Jr., bem como todas as demais naves militares de reserva, rumem imediatamente para o sistema Teae, e fiquem preparadas para o que possa vir a ocorrer…

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Até que enfim um Império Caído despertou. Bom, agora que você vai enfrentar esses Zelotes, é possível supor que eles vão acabar sendo a crise do fim de jogo…

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Vou é tomar uma coça pelo jeito, que eles têm, por enquanto, o dobro das frotas q os Mandasura tinham. E, como despertaram, podem construir mais… Enfim, veremos…

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Live free or die hard.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXIX
Impasse

 Através de ajustes nos receptores de dor de nossos soldados, o Departamento de Sociedade alcançou um programa de Amortecedores de Nervos que permitirá que suportem danos físicos intensos antes de ficarem incapacitados no campo de batalha.

 A equipe da ISS Zephyr conseguiu desativar o escudo energético que cobria Saiph II. A descoberta foi impressionante.

 Embora o planeta em si não passasse de uma rocha estéril sem nenhum atrativo, em órbita baixa se localizou uma frota de naves de batalha!

 Datadas possivelmente de milhares de anos atrás e cobertas de mofo, essas naves deveriam compor uma frota reserva dos Mandasura, acredita-se.

 Compostas por Cruzadores Pesados e naves de Escolta, equivalentes aos Encouraçados e Destróieres terranos, e equipados com um poderoso armamento, essas naves serão uma adição valiosa para a Tecnocracia. Logo após serem limpas, reativadas e tripuladas, foram enviadas para Teae junto às demais frotas de ataque.

 Após a longa viagem de mais de 10 meses, foram integradas à oitava frota de ataque da Tecnocracia, a Strike Force Hippogriff, sob comando da Almirante Teresa Giordano. Logo todas as nossas frotas se moveriam para as cercanias dos Zelotes Udkavongo, assumindo posição defensiva.

 Um fato curioso ocorreu em Durascadon Prime. Após uma inspeção fe rotina, a administração planetária “descobriu” centenas de milhares de robôs em serviços de mineração e produção.

 Exames nesses robôs foram inconclusivos, ao não conseguirem localizar seus números de série, embora seu modelo e interface de Inteligência Artificial sejam claramente terranos.

 Um mistério, mas bem vindo ao ampliar nossa força de trabalho no planeta.

 O Departamento de Física alcançou novas melhorias na Harmonia de nossos Escudos energéticos, ajustes aparentemente simples, mas que os tornam mais resistentes a impactos diversos.

 As poderosas Titãs Classe-Goliath são, sem dúvida, o ápice militar da Tecnocracia, mas o Departamento de Engenharia foi capaz de tornar seus quase impenetráveis cascos ainda mais resistentes.

 1º de Agosto de 2432, Centro de Administração Estelar, Terra, holoreunião entre os membros da Diretoria Científica:

 - É óbvio que não podemos ignorar a nova atitude dos Udkavongo. Lembrem-se do ocorrido com os Mandasura.

 - E não podemos esquecer o que nossa Rede de Sentinelas apontou. Frotas maiores que as dos Mandasura, e novas naves sendo produzidas.

 - Mesmo assim não podemos ter certeza de suas intenções.

 - Boas, certamente que não são, minha cara. OU não iriam investigar metade da galáxia e retomar suas atividades militares sem motivo.

 - E… se nós formos o motivo?

 - Nós? Está insinuando que nós somos culpados?

 - Estou afirmando que talvez, ao termos sido obrigados a enfrentar os Mandasura, eles tenham se sentido… intimidados.

 - Intimidados? Sempre mantivemos relações cordiais. Ora, eles próprios nos deram a alcunha de “Escolhidos”.

 - Talvez achem que tenham se enganado a nosso respeito, não?

 - Olhe aqui…

 - Senhores, senhores… Não devemos conjecturar os motivos dos Udkavongo, mas sim analisar suas ações e nosso próprio curso de ação.

 - O único curso de ação possível é não nos mostrarmos intimidados por suas ameaças. Outros poderão se juntar a eles se acreditarem que são superiores.

 - As frotas deles são mais numerosas que as dos Mandasura. E já tivemos milhares de baixas…

 - E teremos milhares mais, se não milhões, se esperarmos sermos atacados novamente.

 - A situação talvez não chegue a esse ponto…

 - Claro, talvez eles decidam atacar os Gorf, ou os Cevanti. E se fortalecer ainda mais antes de nos enfrentar. Devemos apenas sentar e esperar isso acontecer?

 - Senhores! – interviu o Diretor-Geral - Me parece claro que temos algumas posições contrárias, mas a maioria concorda que os Udkavongo devem ser suprimidos antes que se tornem uma ameaça ainda maior. Almirantes, preparem as frotas. Iremos à guerra.

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Os moluscos dando problema de novo.

Amo essas partes pois, além do debate academico sobre o que é uma alma, eu recebi a poucos dias a coletânea onde consta um conto meu sobre o despertar de uma ginoide.

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Que evento legal, bem útil :slightly_smiling_face:

Agora, esses Mandasura foram meio burros em não saber derrubar o escudo que eles mesmos criaram :upside_down_face:

Só mais um dia comum na Tecnocracia :rofl:

Avante Tecnocracia! Contenham a ameaça Udkavongo! :+1:

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Q bom! :upside_down_face:

Esqueceram a senha, acontece :joy:

4 evento da IA? Será q isso qr dizer alguma coisa? :face_with_hand_over_mouth:

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXX
Todo o Poderio da Tecnocracia

 Recebida a ordem de avançar contra os Zelotes Udkavongo, mais de quatrocentas naves terranas, com quase três milhões de tripulantes de todas as espécies da Tecnocracia, iniciam o salto pela Hiperestrada Shinick-Ranction.

 Logo ao deixarem a Hiperestrada, o confronto inicia, contra a base estelar inimiga e uma das frotas Udkavongo.

 Novamente, a superioridade numérica nos dá a vantagem contra a tecnologia superior de um Antigo Império. Quando nossas Corvetas conseguiram se aproximar, foi apenas para finalizar o estrago causado pelos ataques de longa distância.

 Ainda assim, quatro de nossos Destróieres foram destruídos no confronto.

 Poucos dias após a batalha, antes ainda que nossas frotas estivessem consertadas e começassem a deixar o sistema, uma segunda frota inimiga surgiu. Várias de nossas naves ainda danificadas não suportaram, um total de duas Corvetas, um Destróier e um Cruzador foram destruídos, mas forçamos o inimigo a recuar.

 Nesse meio tempo, começava a invasão de Ranction I, sob comando do experiente General Zax. O novo Protocolo de Invasão Planetária deixava claro que o desembarque de tropas somente seria permitido quando os sensores acusassem uma vantagem mínima de 3:1 a favor de nossas forças.

 O combate em Lessim foi mais duro que o esperado. Além da base estelar fortificada, uma frota inimiga nos aguardava no sistema.

 Entretanto, o pior foi, ao final da batalha, quando outra frota Udkavongo chegou de reforço. Sem tempo para que o Sistema de Reparos Nanite consertasse nossas naves, sofremos pesadas perdas na batalha por esse sistema.

 Vinte e sete Corvetas, dez Destróieres, cinco Cruzadores e mesmo uma de nossas poderosas Titãs acabaram sendo destruídas nessa batalha. O número de baixas já ultrapassava os cento e vinte mil, mas isso apenas incentivava a todos a terminarem o mais rápido possível com a guerra.

 O sistema ViMaas foi o próximo no caminho da Tecnocracia, onde encontramos algumas das naves que haviam fugido de Lessim sendo consertadas. Sem dar margem para erros, o ataque foi total, causando muita destruição e fuga de poucas naves inimigas.

 Após Ranction I, ViMaas I foi o próximo alvo de nossos exércitos. Mesmo com uma vantagem de 8:1, cada batalha era desgastante para nossos soldados, com muitas armadilhas espalhadas, emboscadas e a tecnologia superior do inimigo causando pesadas baixas.

 Outra frota inimiga foi encontrada em Elnath, mas conseguiu fugir antes que entrássemos em alcance de disparo. Começava uma longa perseguição às naves Udkavongo.

 Nossos exércitos chegaram ao sistema natal dos Udkavongo, Lessim. Entretanto, a quantidade de defensores nos planetas tornava impossível um ataque tradicional, com números quase semelhantes ao de nossas próprias tropas defendendo cada um dos planetas.

 Por essa razão, o ISS Behemoth avançou, primeiro em direção ao mundo chamado de Sky Temple.

 E a perseguição aos inimigos continuava. Tendo invadido o território Gorf, suas frotas tentavam flanquear nossas forças e atacar nossos sistemas na retaguarda. Não permitiremos.

 Enquanto nosso colosso se prepara para disparar seu raio de nêutrons em Sky Templo, o General Zax inicia o desembarque em Elnath II.

 Antes que conseguíssemos interceptá-las, as naves inimigas adentraram o sistema Teae. Em sua defesa, somente a nossa Força de Reserva, composta por apenas dezesseis Corvetas, seis Destróieres e quatro Encouraçados, sob o comando do jovem Almirante Wyatt Lewis. Precisarão suportar o ataque até a chegada de reforços.

 O combate é intenso e perigoso, cada manobra sendo decisiva contra o inimigo. Porém, quando os reforços chegaram, já não foram necessários. Apesar de perdermos cinco dos Destróieres e sete das Corvetas, a Reserve Force foi capaz de destruir totalmente as últimas naves Udkavongo.

 A vida é extirpada de Sky Temple, e nosso colosso ruma para o segundo planeta inimigo nesse sistema.

 O último dos outros planetas inimigos é invadido, em um combate com vantagem de cinco para um para a Tecnocracia, mas que acabou sendo mais difícil que o esperado. Mais de um milhão de baixas foram sofridas até que as forças de defesa do planeta se rendessem.

 Com o ISS Behemoth posicionado na órbita de Celestial Throne, o último reduto Udkavongo, o Diretor-Geral decide mostrar piedade e oferece a chance de rendição ao inimigo.

 Do alto de sua prepotência, os Udkavongo recusam.

 Que assim seja.

 A Varredura de Nêutrons começa. E uma vez iniciada, não há como parar o processo. Em alguns dias, nenhum ser vivo restará no planeta.

 E é o que ocorre. Cerca de dois anos e meio após o início da guerra, mais um Império Antigo se submete ao poderio militar da Tecnocracia Terrana.

 Não foi uma guerra fácil, pelo contrário. Quase setenta naves foram completamente destruídas, incluindo um Encouraçado e duas Titãs. Duzentos e cinquenta mil mortos, apenas nessas naves. Nas demais, quase todas seriamente avariadas, outros sessenta mil mortos e mais de trezentos e dez mil feridos. Contando com nossas forças terrestres, as baixas ultrapassam um milhão e meio, com mais trezentos mil robôs destruídos e oitocentos e quarenta mil feridos.

 Por mais que o pesar por nossas perdas seja imenso, restamos fortes em nosso poderio, que evitou que mais ainda perecessem. Mas, seja como for, uma coisa é certa: a Tecnocracia Terrana, por mais poderosa que seja, deve se fortalecer ainda mais para evitar que mais mortes ocorram entre os nossos.

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E se essa for a verdadeira crise??? Já que esse Império mal deu para o cheiro.

Até que enfim. Mesmo assim, foram muitas baixas.

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