[ST] Contos do Espaço Profundo

Live free or die hard.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXIX
Impasse

 Através de ajustes nos receptores de dor de nossos soldados, o Departamento de Sociedade alcançou um programa de Amortecedores de Nervos que permitirá que suportem danos físicos intensos antes de ficarem incapacitados no campo de batalha.

 A equipe da ISS Zephyr conseguiu desativar o escudo energético que cobria Saiph II. A descoberta foi impressionante.

 Embora o planeta em si não passasse de uma rocha estéril sem nenhum atrativo, em órbita baixa se localizou uma frota de naves de batalha!

 Datadas possivelmente de milhares de anos atrás e cobertas de mofo, essas naves deveriam compor uma frota reserva dos Mandasura, acredita-se.

 Compostas por Cruzadores Pesados e naves de Escolta, equivalentes aos Encouraçados e Destróieres terranos, e equipados com um poderoso armamento, essas naves serão uma adição valiosa para a Tecnocracia. Logo após serem limpas, reativadas e tripuladas, foram enviadas para Teae junto às demais frotas de ataque.

 Após a longa viagem de mais de 10 meses, foram integradas à oitava frota de ataque da Tecnocracia, a Strike Force Hippogriff, sob comando da Almirante Teresa Giordano. Logo todas as nossas frotas se moveriam para as cercanias dos Zelotes Udkavongo, assumindo posição defensiva.

 Um fato curioso ocorreu em Durascadon Prime. Após uma inspeção fe rotina, a administração planetária “descobriu” centenas de milhares de robôs em serviços de mineração e produção.

 Exames nesses robôs foram inconclusivos, ao não conseguirem localizar seus números de série, embora seu modelo e interface de Inteligência Artificial sejam claramente terranos.

 Um mistério, mas bem vindo ao ampliar nossa força de trabalho no planeta.

 O Departamento de Física alcançou novas melhorias na Harmonia de nossos Escudos energéticos, ajustes aparentemente simples, mas que os tornam mais resistentes a impactos diversos.

 As poderosas Titãs Classe-Goliath são, sem dúvida, o ápice militar da Tecnocracia, mas o Departamento de Engenharia foi capaz de tornar seus quase impenetráveis cascos ainda mais resistentes.

 1º de Agosto de 2432, Centro de Administração Estelar, Terra, holoreunião entre os membros da Diretoria Científica:

 - É óbvio que não podemos ignorar a nova atitude dos Udkavongo. Lembrem-se do ocorrido com os Mandasura.

 - E não podemos esquecer o que nossa Rede de Sentinelas apontou. Frotas maiores que as dos Mandasura, e novas naves sendo produzidas.

 - Mesmo assim não podemos ter certeza de suas intenções.

 - Boas, certamente que não são, minha cara. OU não iriam investigar metade da galáxia e retomar suas atividades militares sem motivo.

 - E… se nós formos o motivo?

 - Nós? Está insinuando que nós somos culpados?

 - Estou afirmando que talvez, ao termos sido obrigados a enfrentar os Mandasura, eles tenham se sentido… intimidados.

 - Intimidados? Sempre mantivemos relações cordiais. Ora, eles próprios nos deram a alcunha de “Escolhidos”.

 - Talvez achem que tenham se enganado a nosso respeito, não?

 - Olhe aqui…

 - Senhores, senhores… Não devemos conjecturar os motivos dos Udkavongo, mas sim analisar suas ações e nosso próprio curso de ação.

 - O único curso de ação possível é não nos mostrarmos intimidados por suas ameaças. Outros poderão se juntar a eles se acreditarem que são superiores.

 - As frotas deles são mais numerosas que as dos Mandasura. E já tivemos milhares de baixas…

 - E teremos milhares mais, se não milhões, se esperarmos sermos atacados novamente.

 - A situação talvez não chegue a esse ponto…

 - Claro, talvez eles decidam atacar os Gorf, ou os Cevanti. E se fortalecer ainda mais antes de nos enfrentar. Devemos apenas sentar e esperar isso acontecer?

 - Senhores! – interviu o Diretor-Geral - Me parece claro que temos algumas posições contrárias, mas a maioria concorda que os Udkavongo devem ser suprimidos antes que se tornem uma ameaça ainda maior. Almirantes, preparem as frotas. Iremos à guerra.

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Os moluscos dando problema de novo.

Amo essas partes pois, além do debate academico sobre o que é uma alma, eu recebi a poucos dias a coletânea onde consta um conto meu sobre o despertar de uma ginoide.

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Que evento legal, bem útil :slightly_smiling_face:

Agora, esses Mandasura foram meio burros em não saber derrubar o escudo que eles mesmos criaram :upside_down_face:

Só mais um dia comum na Tecnocracia :rofl:

Avante Tecnocracia! Contenham a ameaça Udkavongo! :+1:

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Q bom! :upside_down_face:

Esqueceram a senha, acontece :joy:

4 evento da IA? Será q isso qr dizer alguma coisa? :face_with_hand_over_mouth:

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXX
Todo o Poderio da Tecnocracia

 Recebida a ordem de avançar contra os Zelotes Udkavongo, mais de quatrocentas naves terranas, com quase três milhões de tripulantes de todas as espécies da Tecnocracia, iniciam o salto pela Hiperestrada Shinick-Ranction.

 Logo ao deixarem a Hiperestrada, o confronto inicia, contra a base estelar inimiga e uma das frotas Udkavongo.

 Novamente, a superioridade numérica nos dá a vantagem contra a tecnologia superior de um Antigo Império. Quando nossas Corvetas conseguiram se aproximar, foi apenas para finalizar o estrago causado pelos ataques de longa distância.

 Ainda assim, quatro de nossos Destróieres foram destruídos no confronto.

 Poucos dias após a batalha, antes ainda que nossas frotas estivessem consertadas e começassem a deixar o sistema, uma segunda frota inimiga surgiu. Várias de nossas naves ainda danificadas não suportaram, um total de duas Corvetas, um Destróier e um Cruzador foram destruídos, mas forçamos o inimigo a recuar.

 Nesse meio tempo, começava a invasão de Ranction I, sob comando do experiente General Zax. O novo Protocolo de Invasão Planetária deixava claro que o desembarque de tropas somente seria permitido quando os sensores acusassem uma vantagem mínima de 3:1 a favor de nossas forças.

 O combate em Lessim foi mais duro que o esperado. Além da base estelar fortificada, uma frota inimiga nos aguardava no sistema.

 Entretanto, o pior foi, ao final da batalha, quando outra frota Udkavongo chegou de reforço. Sem tempo para que o Sistema de Reparos Nanite consertasse nossas naves, sofremos pesadas perdas na batalha por esse sistema.

 Vinte e sete Corvetas, dez Destróieres, cinco Cruzadores e mesmo uma de nossas poderosas Titãs acabaram sendo destruídas nessa batalha. O número de baixas já ultrapassava os cento e vinte mil, mas isso apenas incentivava a todos a terminarem o mais rápido possível com a guerra.

 O sistema ViMaas foi o próximo no caminho da Tecnocracia, onde encontramos algumas das naves que haviam fugido de Lessim sendo consertadas. Sem dar margem para erros, o ataque foi total, causando muita destruição e fuga de poucas naves inimigas.

 Após Ranction I, ViMaas I foi o próximo alvo de nossos exércitos. Mesmo com uma vantagem de 8:1, cada batalha era desgastante para nossos soldados, com muitas armadilhas espalhadas, emboscadas e a tecnologia superior do inimigo causando pesadas baixas.

 Outra frota inimiga foi encontrada em Elnath, mas conseguiu fugir antes que entrássemos em alcance de disparo. Começava uma longa perseguição às naves Udkavongo.

 Nossos exércitos chegaram ao sistema natal dos Udkavongo, Lessim. Entretanto, a quantidade de defensores nos planetas tornava impossível um ataque tradicional, com números quase semelhantes ao de nossas próprias tropas defendendo cada um dos planetas.

 Por essa razão, o ISS Behemoth avançou, primeiro em direção ao mundo chamado de Sky Temple.

 E a perseguição aos inimigos continuava. Tendo invadido o território Gorf, suas frotas tentavam flanquear nossas forças e atacar nossos sistemas na retaguarda. Não permitiremos.

 Enquanto nosso colosso se prepara para disparar seu raio de nêutrons em Sky Templo, o General Zax inicia o desembarque em Elnath II.

 Antes que conseguíssemos interceptá-las, as naves inimigas adentraram o sistema Teae. Em sua defesa, somente a nossa Força de Reserva, composta por apenas dezesseis Corvetas, seis Destróieres e quatro Encouraçados, sob o comando do jovem Almirante Wyatt Lewis. Precisarão suportar o ataque até a chegada de reforços.

 O combate é intenso e perigoso, cada manobra sendo decisiva contra o inimigo. Porém, quando os reforços chegaram, já não foram necessários. Apesar de perdermos cinco dos Destróieres e sete das Corvetas, a Reserve Force foi capaz de destruir totalmente as últimas naves Udkavongo.

 A vida é extirpada de Sky Temple, e nosso colosso ruma para o segundo planeta inimigo nesse sistema.

 O último dos outros planetas inimigos é invadido, em um combate com vantagem de cinco para um para a Tecnocracia, mas que acabou sendo mais difícil que o esperado. Mais de um milhão de baixas foram sofridas até que as forças de defesa do planeta se rendessem.

 Com o ISS Behemoth posicionado na órbita de Celestial Throne, o último reduto Udkavongo, o Diretor-Geral decide mostrar piedade e oferece a chance de rendição ao inimigo.

 Do alto de sua prepotência, os Udkavongo recusam.

 Que assim seja.

 A Varredura de Nêutrons começa. E uma vez iniciada, não há como parar o processo. Em alguns dias, nenhum ser vivo restará no planeta.

 E é o que ocorre. Cerca de dois anos e meio após o início da guerra, mais um Império Antigo se submete ao poderio militar da Tecnocracia Terrana.

 Não foi uma guerra fácil, pelo contrário. Quase setenta naves foram completamente destruídas, incluindo um Encouraçado e duas Titãs. Duzentos e cinquenta mil mortos, apenas nessas naves. Nas demais, quase todas seriamente avariadas, outros sessenta mil mortos e mais de trezentos e dez mil feridos. Contando com nossas forças terrestres, as baixas ultrapassam um milhão e meio, com mais trezentos mil robôs destruídos e oitocentos e quarenta mil feridos.

 Por mais que o pesar por nossas perdas seja imenso, restamos fortes em nosso poderio, que evitou que mais ainda perecessem. Mas, seja como for, uma coisa é certa: a Tecnocracia Terrana, por mais poderosa que seja, deve se fortalecer ainda mais para evitar que mais mortes ocorram entre os nossos.

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E se essa for a verdadeira crise??? Já que esse Império mal deu para o cheiro.

Até que enfim. Mesmo assim, foram muitas baixas.

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@Richardlh eu tô é torcendo pra ser. Q daí vcs vão ver o q é ter problema num jogo, pq essa é a mais pauleira de todas. Mas, não espalha :shushing_face:

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As plantas se lascaram.

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É, até que foi bem rápido… Achei que os Udkavongo iam aguentar mais. Mas realmente não tem como segurar esse poder de fogo concentrado.

Agora é se preparar para a derradeira crise…

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXI
Reformando o Comércio

 Enquanto a guerra com os Udkavongo prosseguia, a análise dos destroços de nossas batalhas com eles nos permitiu a engenharia reversa de dois importantes componentes para nossas naves: um Propulsor de Impulso por fusão extremamente avançado e novos Algoritmos Preditivos para nossos sistemas de Defesa de Ponto.

 Com a conclusão da construção do Portal no sistema Cavzek, a primeira fase da interconexão entre diversos pontos de nosso território foi concluída, possibilitando a rápida viagem entre os mais diversos pontos da galáxia.

 O Departamento de Sociedade foi extremamente ativo durante esses anos, trazendo grandes descobertas que seriam extremamente vantajosas para a Tecnocracia.

 Uma delas foi um procedimento de Revitalização Celular através de tratamentos genéticos que devem ampliar a expectativa de vida de nossos cidadãos.

 Também um Banco de Genes com amostras de todas as espécies sob nossa guarda foi um grande avanço, pois possibilitaria o uso de Clones como infantaria para nossos exércitos, poupando vidas preciosas de nossos cidadãos.

 Nossas antigas experiências com altos índices de criminalidade levaram o Departamento a planejar a adoção de Colônias Penais, mundos inteiros destinados à reabilitação de criminosos de menor potencial e, com isso, a diminuição da criminalidade em nossos planetas.

 Por fim, mas não menos importante, foi desenvolvida uma Rede de Defesa Global, com melhorias em nossos sistemas de defesa contra invasores, possibilitando maior proteção à população civil e novas fortificações capazes de rechaçar os maiores exércitos inimigos.

 Algo muito estranho tem ocorrido com nossos trabalhadores robóticos nos últimos tempos. Em Ashyke Lunaris, a administração do planeta tem relatado um comportamento incomum e ainda não observado anteriormente.

 Milhares de robôs têm cessado seus trabalhos e se dirigido, de forma sincronizada, a pontos diversos da lua. Essas “congregações de robôs” têm gerado muitos boatos entre os cidadãos, embora nenhuma atividade incomum ou transmissão e dados seja detectada durante esses períodos.

 Mesmo investigações exaustivas não encontraram uma causa lógica – ou mesmo ilógica – para essas reuniões, que dura de alguns minutos até algumas horas, sem um cronograma definido ou algo do tipo, até que os robôs resumam suas atividades normais.

 Por mais que esses acontecimentos causem perturbação entre os habitantes, como não se detectou nenhum indício de que possa causar problemas maiores, decidiu-se permitir que continuem ocorrendo… por enquanto…

 Com o final da guerra, um novo e grandioso projeto teve início. Em nosso sistema natal começamos a contrução de um Nexo Científico, uma mega construção de centralização de nossas pesquisas científicas. Após sua conclusão, esperamos um grande salto em nossas capacidades de pesquisa.

 Finalmente, alguns meses após o final da guerra e o início do uso de Portais para combater a pirataria que assola parte de nossas rotas comerciais, embora alguns sistemas ainda não estejam livres desses saqueadores, observamos um incremento de quase 25% em nossas receitas comerciais.

 Esperamos que, assim que a reformulação das frotas de patrulha esteja concluída e todas as novas rotas protegidas, esse incremento chegue a um valor entre 35% e 40%.

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É, parece que a crise do fim do jogo será os robos mesmo

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Contos do Exterminador do Futuro.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXII
Máquinas Problemáticas e "Diplomacia"

 Mesmo antes do final da guerra, a reposição de uma de nossas Titãs destruídas já havia começado. Entretanto, com uma segunda Titã tendo sido destruída, isso eleva o período até sua reposição em quase sete anos.

 Este tempo também será aproveitado para melhorias em todas as nossas frotas, equipando nossas naves militares com as mais avançadas tecnologias disponíveis, e esse poderá ser um processo ainda mais longo.

 O Departamento de Engenharia descobriu que a instalação de microprocessadores específicos para controlar a detonação de ogivas em nossos mísseis levou a uma Cessão de Controle Termodinâmico melhorado, tornando essas armas explosivas ainda mais efetivas contra nossos inimigos.

 O Departamento de Física alcançou melhorias no resfriamento de nossos sistemas e armas, possibilitando um novo aumento na taxa de disparo de nossas armas energéticas.

 A engenharia reversa de destroços Udkavongo levaram à criação de propulsores que funcionam com a misteriosa Matéria Escura, que podem tornar a velocidade sub-luz e a manobrabilidade de nossas naves ainda mais efetivas.

 Uma região de Esmyke Prime, planejada como uma área de expansão industrial no planeta, foi bloqueada por grupos de trabalhadores robóticos. Eles alegam ter detectado instabilidades geotérmicas que seriam mortais para nós, orgânicos.

 Embora nossas inspeções preliminares não apontassem tais instabilidades, não temos poque duvidar da avaliação de suas inteligências artificiais e delimitamos a área como segura apenas para robôs.

 Diversos de nossos planetas têm acusado um excesso inesperado em seus níveis de produção automatizados. Níveis superiores de eficiência e precisão nas etapas de produção de máquinas terão como efeito um aumento na oferta de diversos produtos e, consequentemente, a diminuição de preços para a população.

 Novos regimes de condicionamento físico de nossos exércitos, com foco maior em movimentação e resistência, foram criados pelo Departamento de Sociedade para melhorar nossas chances em futuros combates terrestres.

 Prosseguindo com o projeto de interconexão espacial, dois novos Portais começaram a ser construídos, nos sistemas Ashyke e Epsilon Indi.

 Ainda com sua agenda de expansão comercial, o Diretor-Geral Kieran MacKenzie propôs novas medidas antipirataria e agrupou as frotas de patrulho em uma divisão própria, a Patrulha Estelar, fortalecendo o policiamento entre nossas rotas comerciais.

 A Patrol Force V realizava exercícios de combate de rotina enquanto realizava seu patrulhamento padrão. Um erro nos computadores de bordo de algumas naves afetou os sistemas de disparo, e até que fossem desativados duas naves acabaram sendo destruídas.

 A causa do erro permanece um mistério, apesar das intensas análises realizadas, e os computadores de combate foram reprogramados com novas salvaguardas contra outras ocorrências desse tipo.

 O Nexo Científico no sistema Sol teve sua primeira etapa concluída, e um novo hub energético começou a ser construído, com um reator de singularidade capaz de energizar toda a futura estrutura.

 Novos padrões de análise gravitacional desenvolvidos pelo Departamento de Física devem permitir a adaptação de nossos projetos padronizados de construção de acordo com as condições gravitacionais locais.

 Novos Padrões de Extração mineral desenvolvidos pelo Departamento de Engenharia poderão permitir um maior aproveitamento de depósitos minerais em nossos planetas.

 Mesmo após anos depois do início das hostilidades, a guerra entre a Consciência Norillga e a Entente Cevanti segue indefinida, apesar de pender para a Federação.

 O maior interesse da Tecnocracia Terrana nesse conflito é o enfraquecimento mútuo de nossos rivais galácticos, portanto, mesmo com o cancelamento de nosso Pacto Defensivo, continuamos apoiando nossos vizinhos moluscóides indiretamente.

 Através dos canais diplomáticos habituais, temos enviado aos Norillga grandes somas de Créditos Energéticos, além de carregamentos mensais de Ligas Metálicas, de forma a prolongarmos a guerra até a exaustão de ambas as partes envolvidas.

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Ideia bem calculista pra enfraquecer os inimigos. Intervenção passiva, diria.

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Ainda bem que esse robôs estão sempre pensando no bem estar humano… :thinking:

Boa estratégia… Raramente uso essa parte de trade de recursos com a AI. Acho que preciso tentar mais…

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Concordo. Algo acertado nesses RPs. kkkkk

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Não q eu precise enfraquecê-los, na verdade, mas…

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXIII
Lágrimas de uma IA

 Melhorias nos cascos de nossos Destróieres, tornando-os mais resistentes a diversos tipos de armamentos, foram desenvolvidas pelo Departamento de Engenharia.

 Um incidente ocorreu em um de nossos Complexos de Pesquisa em Ultan.

 O Complexo AIXI em questão desenvolvia pesquisas societárias quando sofreu um dano terminal no hardware, ocasionando na perda total de seu software e de seus bancos de memória.

 Uma investigação para determinar as causas dessa falha súbita foram iniciados.

 Utilizando o conhecimento adquirido pelo enfrentamento com as chamadas “Nuvens do Vazio”, o Departamento de Física chegou a um armamento batizado de Conduíte do Raio da Nuvem. Basicamente, utilizando gases com a composição aproximada das Nuvens, descargas elétricas são amplificadas e se tornam uma arma extremamente mortal.

 A investigação em Ultan revelou que a Inteligência Artificial principal do Complexo tentou, por conta própria, apagar seus registros e bancos de memória.

 Ao desativar o acesso da IA às funções de exclusão, ela forçou os capacitores do núcleo do hardware a uma sobrecarga. Tecnicamente, a IA procurou se autodestruir. O porquê disso, ainda precisa ser investigado.

 Após meses de investigação, conseguimos descobrir as causas da falha da AIXI em Ultan.

 Ao realizar simulações sobre uma possível guerra entre a Tecnocracia Terrana e a Entente Cevanti, a IA chegou a resultados que apontavam para um grande número de mortes em ambos os lados.

 Mesmo refazendo as simulações incontáveis vezes, a AI chegava sempre aos mesmos resultados. Em um certo momento, ela cessou as simulações e começou a expurgar seus bancos de memória e os registros sobre a simulação, como se tentasse “esconder” a descoberta.

 A Diretoria, ao tomar conhecimento disso, ficou desconcertada pelas ações da inteligência artificial.

 Continuando os estudos anteriores, o Departamento de Engenharia conseguiu melhorias ainda mais significativas nos cascos de nossos modelos de Destróieres.

 Após o estabelecimento dos Portais e as novas políticas de patrulhamento, a pirataria na Tecnocracia atingiu níveis extremamente baixos – ainda que não zerados totalmente, esses níveis são aceitáveis pela extensão de nosso território.

 Os últimos resultados apontam um incremento de 43.9% em nossas receitas comerciais pré-reforma, demonstrando o acerto da Tecnocracia em seguir esse rumo. Isso sem contabilizar a diminuição em 60% no número de frotas de patrulha necessárias para manter nossas rotas comerciais seguras.

 O Departamento de Física desenvolveu novos módulos para nossas bases estelares, especializados em Defesas Sincronizadas e capazes de aumentar a eficiência das armas da base em caso de um ataque inimigo.

 Novos Procedimentos de Gerenciamento de Frota determinados pelo Departamento de Sociedade possibilitam uma melhor administração de nossas cada vez mais crescentes forças militares.

 As recentes dificuldades em conquistar mundos inimigos extremamente bem defendidos, aliadas a dilemas morais de utilização do Projeto Colosso, incentivaram o Departamento de Física a desenvolver um “Pacificador Global”, um gerador de blindagem capaz de cobrir planetas inteiros, criando uma barreira permanente e impenetrável.

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Nice chap. Brabo demais esse negócio aí.

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