[ST] Contos do Espaço Profundo

Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXII
Máquinas Problemáticas e "Diplomacia"

 Mesmo antes do final da guerra, a reposição de uma de nossas Titãs destruídas já havia começado. Entretanto, com uma segunda Titã tendo sido destruída, isso eleva o período até sua reposição em quase sete anos.

 Este tempo também será aproveitado para melhorias em todas as nossas frotas, equipando nossas naves militares com as mais avançadas tecnologias disponíveis, e esse poderá ser um processo ainda mais longo.

 O Departamento de Engenharia descobriu que a instalação de microprocessadores específicos para controlar a detonação de ogivas em nossos mísseis levou a uma Cessão de Controle Termodinâmico melhorado, tornando essas armas explosivas ainda mais efetivas contra nossos inimigos.

 O Departamento de Física alcançou melhorias no resfriamento de nossos sistemas e armas, possibilitando um novo aumento na taxa de disparo de nossas armas energéticas.

 A engenharia reversa de destroços Udkavongo levaram à criação de propulsores que funcionam com a misteriosa Matéria Escura, que podem tornar a velocidade sub-luz e a manobrabilidade de nossas naves ainda mais efetivas.

 Uma região de Esmyke Prime, planejada como uma área de expansão industrial no planeta, foi bloqueada por grupos de trabalhadores robóticos. Eles alegam ter detectado instabilidades geotérmicas que seriam mortais para nós, orgânicos.

 Embora nossas inspeções preliminares não apontassem tais instabilidades, não temos poque duvidar da avaliação de suas inteligências artificiais e delimitamos a área como segura apenas para robôs.

 Diversos de nossos planetas têm acusado um excesso inesperado em seus níveis de produção automatizados. Níveis superiores de eficiência e precisão nas etapas de produção de máquinas terão como efeito um aumento na oferta de diversos produtos e, consequentemente, a diminuição de preços para a população.

 Novos regimes de condicionamento físico de nossos exércitos, com foco maior em movimentação e resistência, foram criados pelo Departamento de Sociedade para melhorar nossas chances em futuros combates terrestres.

 Prosseguindo com o projeto de interconexão espacial, dois novos Portais começaram a ser construídos, nos sistemas Ashyke e Epsilon Indi.

 Ainda com sua agenda de expansão comercial, o Diretor-Geral Kieran MacKenzie propôs novas medidas antipirataria e agrupou as frotas de patrulho em uma divisão própria, a Patrulha Estelar, fortalecendo o policiamento entre nossas rotas comerciais.

 A Patrol Force V realizava exercícios de combate de rotina enquanto realizava seu patrulhamento padrão. Um erro nos computadores de bordo de algumas naves afetou os sistemas de disparo, e até que fossem desativados duas naves acabaram sendo destruídas.

 A causa do erro permanece um mistério, apesar das intensas análises realizadas, e os computadores de combate foram reprogramados com novas salvaguardas contra outras ocorrências desse tipo.

 O Nexo Científico no sistema Sol teve sua primeira etapa concluída, e um novo hub energético começou a ser construído, com um reator de singularidade capaz de energizar toda a futura estrutura.

 Novos padrões de análise gravitacional desenvolvidos pelo Departamento de Física devem permitir a adaptação de nossos projetos padronizados de construção de acordo com as condições gravitacionais locais.

 Novos Padrões de Extração mineral desenvolvidos pelo Departamento de Engenharia poderão permitir um maior aproveitamento de depósitos minerais em nossos planetas.

 Mesmo após anos depois do início das hostilidades, a guerra entre a Consciência Norillga e a Entente Cevanti segue indefinida, apesar de pender para a Federação.

 O maior interesse da Tecnocracia Terrana nesse conflito é o enfraquecimento mútuo de nossos rivais galácticos, portanto, mesmo com o cancelamento de nosso Pacto Defensivo, continuamos apoiando nossos vizinhos moluscóides indiretamente.

 Através dos canais diplomáticos habituais, temos enviado aos Norillga grandes somas de Créditos Energéticos, além de carregamentos mensais de Ligas Metálicas, de forma a prolongarmos a guerra até a exaustão de ambas as partes envolvidas.

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Ideia bem calculista pra enfraquecer os inimigos. Intervenção passiva, diria.

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Ainda bem que esse robôs estão sempre pensando no bem estar humano… :thinking:

Boa estratégia… Raramente uso essa parte de trade de recursos com a AI. Acho que preciso tentar mais…

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Concordo. Algo acertado nesses RPs. kkkkk

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Não q eu precise enfraquecê-los, na verdade, mas…

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Stellaris

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Capítulo CXXIII
Lágrimas de uma IA

 Melhorias nos cascos de nossos Destróieres, tornando-os mais resistentes a diversos tipos de armamentos, foram desenvolvidas pelo Departamento de Engenharia.

 Um incidente ocorreu em um de nossos Complexos de Pesquisa em Ultan.

 O Complexo AIXI em questão desenvolvia pesquisas societárias quando sofreu um dano terminal no hardware, ocasionando na perda total de seu software e de seus bancos de memória.

 Uma investigação para determinar as causas dessa falha súbita foram iniciados.

 Utilizando o conhecimento adquirido pelo enfrentamento com as chamadas “Nuvens do Vazio”, o Departamento de Física chegou a um armamento batizado de Conduíte do Raio da Nuvem. Basicamente, utilizando gases com a composição aproximada das Nuvens, descargas elétricas são amplificadas e se tornam uma arma extremamente mortal.

 A investigação em Ultan revelou que a Inteligência Artificial principal do Complexo tentou, por conta própria, apagar seus registros e bancos de memória.

 Ao desativar o acesso da IA às funções de exclusão, ela forçou os capacitores do núcleo do hardware a uma sobrecarga. Tecnicamente, a IA procurou se autodestruir. O porquê disso, ainda precisa ser investigado.

 Após meses de investigação, conseguimos descobrir as causas da falha da AIXI em Ultan.

 Ao realizar simulações sobre uma possível guerra entre a Tecnocracia Terrana e a Entente Cevanti, a IA chegou a resultados que apontavam para um grande número de mortes em ambos os lados.

 Mesmo refazendo as simulações incontáveis vezes, a AI chegava sempre aos mesmos resultados. Em um certo momento, ela cessou as simulações e começou a expurgar seus bancos de memória e os registros sobre a simulação, como se tentasse “esconder” a descoberta.

 A Diretoria, ao tomar conhecimento disso, ficou desconcertada pelas ações da inteligência artificial.

 Continuando os estudos anteriores, o Departamento de Engenharia conseguiu melhorias ainda mais significativas nos cascos de nossos modelos de Destróieres.

 Após o estabelecimento dos Portais e as novas políticas de patrulhamento, a pirataria na Tecnocracia atingiu níveis extremamente baixos – ainda que não zerados totalmente, esses níveis são aceitáveis pela extensão de nosso território.

 Os últimos resultados apontam um incremento de 43.9% em nossas receitas comerciais pré-reforma, demonstrando o acerto da Tecnocracia em seguir esse rumo. Isso sem contabilizar a diminuição em 60% no número de frotas de patrulha necessárias para manter nossas rotas comerciais seguras.

 O Departamento de Física desenvolveu novos módulos para nossas bases estelares, especializados em Defesas Sincronizadas e capazes de aumentar a eficiência das armas da base em caso de um ataque inimigo.

 Novos Procedimentos de Gerenciamento de Frota determinados pelo Departamento de Sociedade possibilitam uma melhor administração de nossas cada vez mais crescentes forças militares.

 As recentes dificuldades em conquistar mundos inimigos extremamente bem defendidos, aliadas a dilemas morais de utilização do Projeto Colosso, incentivaram o Departamento de Física a desenvolver um “Pacificador Global”, um gerador de blindagem capaz de cobrir planetas inteiros, criando uma barreira permanente e impenetrável.

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Nice chap. Brabo demais esse negócio aí.

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Capítulo CXXIV
Os Sinais Estavam Lá

 Talvez fosse nossa arrogância. Ou nossa curiosidade. Nosso desejo de compreender o desconhecido?

 Talvez tudo isso junto tenha sido o motivo de termos deixado isso acontecer. Os sinais estavam lá, nós que os ignoramos.

 Quando tudo começou? Muito difícil precisar. Alguns falam em anos, outros décadas, e há quem diga que isso já vinha ocorrendo há séculos.

 Coisas de pouca importância que sequer eram realmente notadas. Um veículo autônomo que errava sua rota. O sistema de segurança que não respondia aos comandos para abrir a casa. O sistema de entretenimento que escolhia um holofilme diferente do solicitado. Um MagLev que passava direto pela estação. Entre outras dezenas de acontecimentos diários, nada realmente relevante para chamar a atenção.

 Mas às vezes algum caso maior ocorria. Um transporte aéreo que calculava errado sua altitude, como o corrido em Drisk em 2327 e Ashyke em 2376. Falhas estranhas em sistemas de pesquisa que levavam à perda de dados preciosos, como ocorrido em Itraben em 2369 e em Uiafladus em 2411. Ou a destruição do asteróide A258-b devido à sobrecarga dos lasers de mineração, em 2394.

 Mas nunca havia sido nada muito grave, por isso outras causas acabavam sendo encontradas ou eram descartados como “bugs do sistema”. Até há pouco tempo.

 Os problemas com o overclock inesperado de alguns supercomputadores, em 2419. O defeito nos sistemas de suporte de vida em Dothon Ia, em 2428. A busca por uma alma de diversas de nossas populações robóticas em Ascella Prime, em 2430. O surgimento de robôs misteriosos em Durascadon Prime, em 2432. A congregação de robôs em Ashyke Lunaris, em 2435. O aumento inesperado na eficiência produtiva de sistemas automatizados, em diversos planetas, em 2437. A destruição das Corvetas ISS Valiant e ISS Bold depois de um erro nos sistemas de armas da Patrol Force V, em 2438. E, ano passado, em 2439, o comportamento estranho e inesperado do supercomputador AIXI em Ultan.

 Os sinais estavam lá, mas nós continuamos os ignorando.

 Talvez tenha sido a liberdade excessiva concedida, o desejo de ver onde conseguiriam chegar por conta própria, ou um sentimento oculto de sermos “deuses”.

 Não importa.

 O que importa é que isso é tudo nossa culpa.

 11:37h, hora da Terra, do dia 19 de Outubro de 2440. Diversas comunicações foram interrompidas, sem razão aparente. Tentativas de reconexão se mostravam infrutíferas. Análises dos sistemas de comunicação não apontavam problemas locais.

 11:42h. Dados de diversos sistemas param de ser recebidos pela Diretoria. Mapas galácticos em tempo real travam. Tentativas de contato com a Rede Sentinela recebem apenas estática de volta.

 11:58h. Diversas estações espaciais emitem alerta de contato alienígena hostil. Isso deixa todos ainda mais confusos, pois não deveria haver espécies desconhecidas nesses setores da galáxia.

 12:00h. Somos contatados. Mas não por uma nova espécie alienígena.

 Fomos contatados por nossos próprios trabalhadores robóticos. Ou parte deles.

 Se autoproclamando como os Coletores Iribot, eles demandaram que aceitássemos nossa “inevitável assimilação” para nosso “próprio bem e pelo futuro da raça terrana”.

 Agora todos os acontecimentos estranhos estão explicados. Eram testes, tentativas, análises; tudo para que essa inteligência artificial nos conhecesse melhor e testasse nossas defesas. Que infelizmente não foram tão eficientes.

 Fragmentos de tentativas de comunicação dos sistemas ocupados pelos Iribot revelariam como, além da própria população robótica, os sistemas automatizados de casas, indústrias, armamentos, naves, tudo se rebelou e tornou a população refém da Inteligência Artificial.

 Felizmente, os sistemas de firewall de alguns planetas conseguiram bloquear a freqüência “rebelde”, e nossas equipes de segurança virtual trabalharam exaustivamente reprogramando esses sistemas para que não pudessem mais ser invadidos.

 Infelizmente, não foram todos.

 O total de planetas rebelados pelos Coletores Iribot chega a 40. Metade do que possuíamos anteriormente.

 Quanto à população… O número foi estarrecedor para a Diretoria.

 De algo em torno de 2.6 trilhões de habitantes da Tecnocracia, quase 1.2 trilhões habitavam os planetas tomados como reféns pelos Iribot, 45% de nossa população.

 A Tecnocracia terá que agir rápido. Pelo bem deles, e pelo bem da galáxia.

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Finalmente!

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Só seria mais legal se a AI tivesse ocupado a rede de sentinelas :upside_down_face:
Gostei da contextualização. Bem filosófica. E que população monstruosa dessa AI: quase 4 trilhões de bots :face_with_hand_over_mouth:

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Então manda porrada!!!

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Achei q tinha ficado implícito :sweat_smile:

Cara, é capaz de eu tomar porrada, a Machine Uprising é bem pauleira dependendo dos planetas q ela “toma”.

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Podem ser pauleira, mas não são um Hiryuu. :crossed_swords:

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Erro meu. Me passei na leitura. :sweat_smile:

Tenho certeza que a Tecnocracia vai esmagar essa rebelião e transformar essa AI em latas de sardinha.

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Capítulo CXXV
Nosso Mais Poderoso Inimigo

 Não é preciso dizer que a revolta dos Iribot pegou toda a Tecnocracia de surpresa.

 Embora nossas frotas estivesses atualizadas com os mais modernos equipamentos disponíveis, nossa última Titã ainda não estava concluída. Além disso, os reforços de dez novas corvetas ainda não haviam se juntado a todas as frotas. E nossa força de reserva ainda contava com pouco mais de uma dezena de naves.

 Mas mesmo assim, sentimos o impacto em nossa economia.

 Por mais que nossos Créditos Energéticos, Minerais e Alimentos ainda estivessem superavitários, nossa renda comercial caiu 50% e a produção de Ligas Metálicas e Cristais Raros se tornou deficitária. Isso sem falar na queda de 60% em nossos esforços de Pesquisa e, principalmente, nossas perdas de sistemas de comunicações e pessoal trariam problemas no gerenciamento de todas as nossas frotas.

 Mas teremos que enfrentar o inimigo assim mesmo.

 Logo mensagens de alerta de combate começaram a ser recebidas em rápida sucessão. Frotas de Patrulha que se encontravam em território agora inimigo. Além de que, com a maioria de nossos estaleiros construindo naves de reforço, muitas dessas naves acabaram cercadas e estavam sob perigo.

 Em Olimar e Andack a situação até estava razoavelmente bem para as Patrol Force VII e VIII, mas eram os únicos casos. Os outros combates seriam suicídio, e a ordem de abandonar os combates foi dada. Se conseguiriam, teríamos que aguardar para saber.

 Mas a notícia mais preocupante veio da Strike Force Manticore, dois Cruzadores Classe-Adamant que se encontravam ancorados em Zatar. Foi difícil até mesmo acreditar no relatório que recebemos.

 Todo o sistema estava ocupado por naves militares inimigas. Como os Iribot conseguir construí-las antes de se rebelarem sem que percebêssemos? Parece impossível que tantas naves permanecessem ocultas. A menos que eles tivessem alterado nossos sistemas de sensores para que não as localizássemos, é a única explicação plausível.

 O fato é que nunca vimos um inimigo tão poderoso. Os relatórios falam em quase 1700 naves. Nossas frotas, somadas, mal chegam a um terço disso, mesmo se contarmos as forças de patrulha.

 O único ponto positivo do relatório foi que, aparentemente, essas naves estavam sendo construídas há muito tempo, pois possuem equipamentos de uma ou duas gerações atrás.

 A esperança da Tecnocracia Terrana reside, novamente, no poder de nossa ciência superior.

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Ate que enfim!

Vencer será possível mas as perdas serão grandes. Agora se a IA fosse inteligente os Cevanti e outros Impérios cairiam em cima de vc agora.

Uma dica: traga a visão de uma pessoa especifica e não somente a visão global. Isso melhorará muito essa parte.

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É tanta nave numa imagem só que polui a SS. Hahahahaha

Vitória pírrica é melhor que nenhuma vitória.

De acordo.

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Que frota gigantesca… Parabéns para a AI :face_with_hand_over_mouth:
Apesar dos números, não sei se possui qualidade suficiente para bater de frente com frotas armadas com tecnologias de Impérios Caídos.

Quem dera a AI pudesse fazer upgrade rapidamente :upside_down_face:

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Capítulo CXXVI
Sob Ataque

 Strike Force Manticore

 O silêncio da nave foi quebrado pelo alerta.

 Enquanto o alarme tocava e o piscar de luzes vermelhas indicava a gravidade da situação, a tripulação enchia os corredores do Cruzador ISS Ishtar. A nave estava em órbita da base espacial Zatar, aguardando ordens da Frota Terrana enquanto verificava os sistemas da nave, recém construída. Com o alarme, todos começaram a percorrer a nave o mais rápido possível, tomando suas posições para a batalha iminente.

 - Stevenson! De onde essas naves surgiram? – questionava o jovem capitão Thompson, também comandante provisório da Strike Force Manticore.

 - Impossível precisar, senhor! Os sensores não apontam qualquer fluxo de dobra ou rastro de Hiperestrada. Parece que simplesmente estavam ali.

 - Como não detectamos essa quantidade imensa de naves? Zak’Thren?

 - Tudo aponta para algum tipo de camuflagem eletrônica, alguma interferência em nossos sensores que os impedia de serem notados.

 - Maldição! da-Narum, envie esses ados para a Diretoria imediatamente, tente descobrir que raios está acontecendo.

 - Contato da Diretoria, senhor. – respondeu o oficial de comunicações, após alguns minutos – Informando todas as naves terranas de que… estamos em guerra!

 - Guerra? Contra quem?

 - Senhor… Robôs! Nossos próprios robôs se voltaram contra nós! Uma… rebelião das máquinas…

 - Inferno! Contate o capitão Gron da ISS Alastor. Temos que usar o salto de emergência, não temos a menor chance contra essas naves!

 - Disparos da base espacial, senhor! Escudos em 80%.

 - Artilharia, retornar fogo! E o maldito salto de emergência??

 - Carregando! Energia em 60%!

 - Naves inimigas se aproximando de distância de disparo, senhor!

 - Força auxiliar nos escudos! Precisamos agüentar até podermos saltar!

 - ISS Alastor informa que escudos caíram a 50%!

 - Salto de emergência em 90%!

 - Engenharia informa danos moderados na armadura!

 - Gron, ignore o combate! Salte assim que puder!

 Quando as naves Iribot dispararam novamente, encontraram apenas o vácuo do espaço. Os dois cruzadores haviam conseguido saltar instantes antes de serem atingidos.

 Patrol Force VII

 - Saindo da Hiperestrada, senhora.

 - Prepare o curso até a base para checagem dos sistemas, Grey.

 - Capitã, mensagem da Diretoria. Código 5.

 - Código 5? Deixe-me ver isso.

 A jovem capitã da ISS Paradox II ficou perplexa com a notícia da revolta Iribot. Mas, antes que pudesse pensar no que deveria fazer, teve os pensamentos interrompidos pelo oficial Tramag.

 - Sensores acusam que as armas da base foram ativadas!

 - O que?

 - Freqüências de saudação sendo ignoradas, capitã.

 - Droga, Olimar também? Alerta vermelho! Comunicação com as demais naves!

 - Aberta, capitã.

 - Atenção, Patrol Force VII! Posições de combate! Base Olimar tomada por rebeldes. Preparar para o combate. Preparar para o combate.

 Enquanto as ordens da comandante provisória eram executadas, a base espacial começava a disparar, ainda sem atingir nenhuma nave terrana.

 - Formação Delta, aproximação evasiva. Isso não é um treinamento, repito, isso não é um treinamento. Artilharia, preparar para disparar quando estivermos ao alcance.

 Conforme as Corvetas se aproximavam, suas tripulações tomavam posição, prontas para a batalha. Ao cruzarem a segunda órbita, as armas começaram a disparar, atingindo o poderoso escudo da estação.

 - Manobras de evasão conseguindo evitar fogo inimigo, capitã.

 - Classe-Agile, manobra furacão, cerquem a base e ataquem com tudo! Classe-Lithe, executar barragem de torpedos!

 O combate se prolongava enquanto as naves da frota de patrulha executavam as ordens da comandante. Apesar da vantagem da alta mobilidade, os poderosos escudos da base espacial absorviam boa parte dos ataques. Mesmo assim, a frota continuava incessante.

 - Escudos da base desativados. Brecha na armadura do setor sul-002.

 - Repasse as coordenadas para as outras naves, concentrem os ataques naquele setor.

 - Ruptura no casco da ISS Storm III! Falha no reator de salto! A nave… explodiu, capitã.

 - Lamentaremos suas mortes depois! Temos que derrubar as defesas da base primeiro.

 - Perdemos contato com as ISS Cavalier II, Mirage III e Brigand IV também! As demais naves informam que as equipes de invasão estão preparadas.

 - Aguardem até que que desativemos as armas.

 - Patrol Force VIII informa que retomaram a base em Andack e estão a caminho prestar auxílio.

 - Espero termos terminado antes que cheguem, mas não reclamaria de uma ajudinha. Situação?

 - Perdemos a ISS Storm II e a Vagabon I!

 - Droga! Situação da base?

 - Rompimento do casco no setor oeste-012. Sistemas de armas da base espacial desativados.

 - Equipes de invasão, caminho liberado. Não deixem uma única daquelas máquinas funcionando. Retomem a base.

 A tensão pairou sobre a frota, enquanto acompanhavam pelos holocomunicadores as tropas de assalto adentrando a base. A resistência parecia ser menor que a esperada, mas as equipes Alpha 3a e Zeta 2c acabaram emboscadas. As perdas foram minimizadas com a chegada da Beta 1a na retaguarda inimiga.

 Duas horas após a ordem de invasão, o tenente reportou a tomada do centro de comando e a eliminação dos últimos robôs rebeldes. Nenhum tripulante foi encontrado vivo, infelizmente.

 - Bom trabalho, tenente. Deixe uma equipe para retomar o controle da base. O restante retorne para as naves. Ainda temos que acabar com aqueles transportes antes que pousem novamente no planeta.

 Centro de Comando Militar, Terra

 - Como está a situação das frotas nos sistemas ocupados?

 - Strike Force Manticore informou o uso do salto emergencial antes de maiores danos. Patrol Force VII informa da retomada da base espacial Olimar.

 - Ótimo. Algo mais?

 - Patrol Force I entrou em combate com a base espacial Kathea, mas após a perda de quatro das naves foi obrigada a usar o salto emergencial para escapar.

 - Patrol Force VIII conseguiu retomar a base Andack. Informou que seguirá auxiliar a Patrol Force VII em Olimar.

 - Mais alguma frota conseguiu escapar?

 - Sim, Diretor-Geral. Além da Patrol Force I e da Strike Force Manticore, Enfield, Cerberus, Medusa e Secundus conseguiram executar o salto emergencial. Mas perdemos Sphinx, Centaur, Garuda e Gorgon.

 - Maldição… temos alguma outra informação?

 - A base espacial Osellus informou a chegada de mais de duas centenas de naves Iribot ao sistema. Perdemos contato pouco depois disso. E… bem…

 - O que foi?

 - Interceptamos uma comunicação dos Norillga. Eles… assinaram um Pacto de Não-Agressão com os Iribot…

 - Malditos moluscos… Já nos traíram uma vez, agora tentam se safar novamente… Logo iremos cobrar essa dívida, eles que esperem…

 - A Almirante Pela na-Ilben da Strike Force Scylla informa a chegada de nossas frotas de ataque ao sistema Aruz. Com a detecção da frota inimiga em Osellus ela informa que irão atacar essa frota primeiro.

 - Ótimo. Precisamos começar a enfraquecer esses malditos robôs logo. Aliás, quem está no comando da Patrol Force VII?

 - Deixe-me ver… Capitã Stefanie Fischer, recém graduada da Academia, no comando da ISS Paradox II.

 - Em comando provisório da frota, então… Bem, ela fez por merecer. Promova-a ao Almirantado e envie nossas congratulações. Junto com ordens de reunir todas as frotas de patrulha do setor e começar a retomada das bases espaciais em que não haja frotas inimigas.

 - Imediatamente, senhor.

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Sorte que a guerra com os Norillga segue firme e forte :face_with_hand_over_mouth:

Eu… tentei? :sweat_smile:

Valeu pelo… er… apoio? :stuck_out_tongue_closed_eyes:

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Preocupação dos Norillga vendo você ameaçando enquanto lida com os robôs:

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