[ST] Contos do Espaço Profundo

Finalmente!

skynet

Só seria mais legal se a AI tivesse ocupado a rede de sentinelas :upside_down_face:
Gostei da contextualização. Bem filosófica. E que população monstruosa dessa AI: quase 4 trilhões de bots :face_with_hand_over_mouth:

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Então manda porrada!!!

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Achei q tinha ficado implícito :sweat_smile:

Cara, é capaz de eu tomar porrada, a Machine Uprising é bem pauleira dependendo dos planetas q ela “toma”.

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Podem ser pauleira, mas não são um Hiryuu. :crossed_swords:

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Erro meu. Me passei na leitura. :sweat_smile:

Tenho certeza que a Tecnocracia vai esmagar essa rebelião e transformar essa AI em latas de sardinha.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXV
Nosso Mais Poderoso Inimigo

 Não é preciso dizer que a revolta dos Iribot pegou toda a Tecnocracia de surpresa.

 Embora nossas frotas estivesses atualizadas com os mais modernos equipamentos disponíveis, nossa última Titã ainda não estava concluída. Além disso, os reforços de dez novas corvetas ainda não haviam se juntado a todas as frotas. E nossa força de reserva ainda contava com pouco mais de uma dezena de naves.

 Mas mesmo assim, sentimos o impacto em nossa economia.

 Por mais que nossos Créditos Energéticos, Minerais e Alimentos ainda estivessem superavitários, nossa renda comercial caiu 50% e a produção de Ligas Metálicas e Cristais Raros se tornou deficitária. Isso sem falar na queda de 60% em nossos esforços de Pesquisa e, principalmente, nossas perdas de sistemas de comunicações e pessoal trariam problemas no gerenciamento de todas as nossas frotas.

 Mas teremos que enfrentar o inimigo assim mesmo.

 Logo mensagens de alerta de combate começaram a ser recebidas em rápida sucessão. Frotas de Patrulha que se encontravam em território agora inimigo. Além de que, com a maioria de nossos estaleiros construindo naves de reforço, muitas dessas naves acabaram cercadas e estavam sob perigo.

 Em Olimar e Andack a situação até estava razoavelmente bem para as Patrol Force VII e VIII, mas eram os únicos casos. Os outros combates seriam suicídio, e a ordem de abandonar os combates foi dada. Se conseguiriam, teríamos que aguardar para saber.

 Mas a notícia mais preocupante veio da Strike Force Manticore, dois Cruzadores Classe-Adamant que se encontravam ancorados em Zatar. Foi difícil até mesmo acreditar no relatório que recebemos.

 Todo o sistema estava ocupado por naves militares inimigas. Como os Iribot conseguir construí-las antes de se rebelarem sem que percebêssemos? Parece impossível que tantas naves permanecessem ocultas. A menos que eles tivessem alterado nossos sistemas de sensores para que não as localizássemos, é a única explicação plausível.

 O fato é que nunca vimos um inimigo tão poderoso. Os relatórios falam em quase 1700 naves. Nossas frotas, somadas, mal chegam a um terço disso, mesmo se contarmos as forças de patrulha.

 O único ponto positivo do relatório foi que, aparentemente, essas naves estavam sendo construídas há muito tempo, pois possuem equipamentos de uma ou duas gerações atrás.

 A esperança da Tecnocracia Terrana reside, novamente, no poder de nossa ciência superior.

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Ate que enfim!

Vencer será possível mas as perdas serão grandes. Agora se a IA fosse inteligente os Cevanti e outros Impérios cairiam em cima de vc agora.

Uma dica: traga a visão de uma pessoa especifica e não somente a visão global. Isso melhorará muito essa parte.

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É tanta nave numa imagem só que polui a SS. Hahahahaha

Vitória pírrica é melhor que nenhuma vitória.

De acordo.

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Que frota gigantesca… Parabéns para a AI :face_with_hand_over_mouth:
Apesar dos números, não sei se possui qualidade suficiente para bater de frente com frotas armadas com tecnologias de Impérios Caídos.

Quem dera a AI pudesse fazer upgrade rapidamente :upside_down_face:

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXVI
Sob Ataque

 Strike Force Manticore

 O silêncio da nave foi quebrado pelo alerta.

 Enquanto o alarme tocava e o piscar de luzes vermelhas indicava a gravidade da situação, a tripulação enchia os corredores do Cruzador ISS Ishtar. A nave estava em órbita da base espacial Zatar, aguardando ordens da Frota Terrana enquanto verificava os sistemas da nave, recém construída. Com o alarme, todos começaram a percorrer a nave o mais rápido possível, tomando suas posições para a batalha iminente.

 - Stevenson! De onde essas naves surgiram? – questionava o jovem capitão Thompson, também comandante provisório da Strike Force Manticore.

 - Impossível precisar, senhor! Os sensores não apontam qualquer fluxo de dobra ou rastro de Hiperestrada. Parece que simplesmente estavam ali.

 - Como não detectamos essa quantidade imensa de naves? Zak’Thren?

 - Tudo aponta para algum tipo de camuflagem eletrônica, alguma interferência em nossos sensores que os impedia de serem notados.

 - Maldição! da-Narum, envie esses ados para a Diretoria imediatamente, tente descobrir que raios está acontecendo.

 - Contato da Diretoria, senhor. – respondeu o oficial de comunicações, após alguns minutos – Informando todas as naves terranas de que… estamos em guerra!

 - Guerra? Contra quem?

 - Senhor… Robôs! Nossos próprios robôs se voltaram contra nós! Uma… rebelião das máquinas…

 - Inferno! Contate o capitão Gron da ISS Alastor. Temos que usar o salto de emergência, não temos a menor chance contra essas naves!

 - Disparos da base espacial, senhor! Escudos em 80%.

 - Artilharia, retornar fogo! E o maldito salto de emergência??

 - Carregando! Energia em 60%!

 - Naves inimigas se aproximando de distância de disparo, senhor!

 - Força auxiliar nos escudos! Precisamos agüentar até podermos saltar!

 - ISS Alastor informa que escudos caíram a 50%!

 - Salto de emergência em 90%!

 - Engenharia informa danos moderados na armadura!

 - Gron, ignore o combate! Salte assim que puder!

 Quando as naves Iribot dispararam novamente, encontraram apenas o vácuo do espaço. Os dois cruzadores haviam conseguido saltar instantes antes de serem atingidos.

 Patrol Force VII

 - Saindo da Hiperestrada, senhora.

 - Prepare o curso até a base para checagem dos sistemas, Grey.

 - Capitã, mensagem da Diretoria. Código 5.

 - Código 5? Deixe-me ver isso.

 A jovem capitã da ISS Paradox II ficou perplexa com a notícia da revolta Iribot. Mas, antes que pudesse pensar no que deveria fazer, teve os pensamentos interrompidos pelo oficial Tramag.

 - Sensores acusam que as armas da base foram ativadas!

 - O que?

 - Freqüências de saudação sendo ignoradas, capitã.

 - Droga, Olimar também? Alerta vermelho! Comunicação com as demais naves!

 - Aberta, capitã.

 - Atenção, Patrol Force VII! Posições de combate! Base Olimar tomada por rebeldes. Preparar para o combate. Preparar para o combate.

 Enquanto as ordens da comandante provisória eram executadas, a base espacial começava a disparar, ainda sem atingir nenhuma nave terrana.

 - Formação Delta, aproximação evasiva. Isso não é um treinamento, repito, isso não é um treinamento. Artilharia, preparar para disparar quando estivermos ao alcance.

 Conforme as Corvetas se aproximavam, suas tripulações tomavam posição, prontas para a batalha. Ao cruzarem a segunda órbita, as armas começaram a disparar, atingindo o poderoso escudo da estação.

 - Manobras de evasão conseguindo evitar fogo inimigo, capitã.

 - Classe-Agile, manobra furacão, cerquem a base e ataquem com tudo! Classe-Lithe, executar barragem de torpedos!

 O combate se prolongava enquanto as naves da frota de patrulha executavam as ordens da comandante. Apesar da vantagem da alta mobilidade, os poderosos escudos da base espacial absorviam boa parte dos ataques. Mesmo assim, a frota continuava incessante.

 - Escudos da base desativados. Brecha na armadura do setor sul-002.

 - Repasse as coordenadas para as outras naves, concentrem os ataques naquele setor.

 - Ruptura no casco da ISS Storm III! Falha no reator de salto! A nave… explodiu, capitã.

 - Lamentaremos suas mortes depois! Temos que derrubar as defesas da base primeiro.

 - Perdemos contato com as ISS Cavalier II, Mirage III e Brigand IV também! As demais naves informam que as equipes de invasão estão preparadas.

 - Aguardem até que que desativemos as armas.

 - Patrol Force VIII informa que retomaram a base em Andack e estão a caminho prestar auxílio.

 - Espero termos terminado antes que cheguem, mas não reclamaria de uma ajudinha. Situação?

 - Perdemos a ISS Storm II e a Vagabon I!

 - Droga! Situação da base?

 - Rompimento do casco no setor oeste-012. Sistemas de armas da base espacial desativados.

 - Equipes de invasão, caminho liberado. Não deixem uma única daquelas máquinas funcionando. Retomem a base.

 A tensão pairou sobre a frota, enquanto acompanhavam pelos holocomunicadores as tropas de assalto adentrando a base. A resistência parecia ser menor que a esperada, mas as equipes Alpha 3a e Zeta 2c acabaram emboscadas. As perdas foram minimizadas com a chegada da Beta 1a na retaguarda inimiga.

 Duas horas após a ordem de invasão, o tenente reportou a tomada do centro de comando e a eliminação dos últimos robôs rebeldes. Nenhum tripulante foi encontrado vivo, infelizmente.

 - Bom trabalho, tenente. Deixe uma equipe para retomar o controle da base. O restante retorne para as naves. Ainda temos que acabar com aqueles transportes antes que pousem novamente no planeta.

 Centro de Comando Militar, Terra

 - Como está a situação das frotas nos sistemas ocupados?

 - Strike Force Manticore informou o uso do salto emergencial antes de maiores danos. Patrol Force VII informa da retomada da base espacial Olimar.

 - Ótimo. Algo mais?

 - Patrol Force I entrou em combate com a base espacial Kathea, mas após a perda de quatro das naves foi obrigada a usar o salto emergencial para escapar.

 - Patrol Force VIII conseguiu retomar a base Andack. Informou que seguirá auxiliar a Patrol Force VII em Olimar.

 - Mais alguma frota conseguiu escapar?

 - Sim, Diretor-Geral. Além da Patrol Force I e da Strike Force Manticore, Enfield, Cerberus, Medusa e Secundus conseguiram executar o salto emergencial. Mas perdemos Sphinx, Centaur, Garuda e Gorgon.

 - Maldição… temos alguma outra informação?

 - A base espacial Osellus informou a chegada de mais de duas centenas de naves Iribot ao sistema. Perdemos contato pouco depois disso. E… bem…

 - O que foi?

 - Interceptamos uma comunicação dos Norillga. Eles… assinaram um Pacto de Não-Agressão com os Iribot…

 - Malditos moluscos… Já nos traíram uma vez, agora tentam se safar novamente… Logo iremos cobrar essa dívida, eles que esperem…

 - A Almirante Pela na-Ilben da Strike Force Scylla informa a chegada de nossas frotas de ataque ao sistema Aruz. Com a detecção da frota inimiga em Osellus ela informa que irão atacar essa frota primeiro.

 - Ótimo. Precisamos começar a enfraquecer esses malditos robôs logo. Aliás, quem está no comando da Patrol Force VII?

 - Deixe-me ver… Capitã Stefanie Fischer, recém graduada da Academia, no comando da ISS Paradox II.

 - Em comando provisório da frota, então… Bem, ela fez por merecer. Promova-a ao Almirantado e envie nossas congratulações. Junto com ordens de reunir todas as frotas de patrulha do setor e começar a retomada das bases espaciais em que não haja frotas inimigas.

 - Imediatamente, senhor.

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Sorte que a guerra com os Norillga segue firme e forte :face_with_hand_over_mouth:

Eu… tentei? :sweat_smile:

Valeu pelo… er… apoio? :stuck_out_tongue_closed_eyes:

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Preocupação dos Norillga vendo você ameaçando enquanto lida com os robôs:

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Isso que dá não ter transformado os Norilga nisso aqui antes…

polvo-grelhado-1-360x360

Mas até que essa AI se provou mais inteligente que o esperado :thinking:

A Tecnocracia vai prevalecer contra a ameaça robótica, com certeza. :+1:

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Conseguiu até. Eu faria diferente mas cada um é cada um.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXVII
Contra-Ataque

 Aos dezoito dias do mês de Outubro de 2440, nossas frotas de ataque deixaram a Hiperestrada Aruz-Osellus. No dia seguinte nossas armas de longo alcance começaram a disparar na frota inimiga.

 Na realidade, não podemos nem chamar realmente esse confronte de “batalha”. Quando nossas Corvetas e Destróieres chegaram à distância de combate, mais de uma dúzia de naves inimigas já havia sido destruída. Na primeira salva de nossas naves menores, outras duas dúzias foram abatidas. O restante da frota inimiga, simplesmente fugiu.

 A notícia da vitória animou a Diretoria e elevou a moral nos planetas da Tecnocracia. A superioridade numérica dos Iribot poderia ser surpassada por nossa superioridade tecnológica.

 Mas o inimigo havia feito uma manobra inesperada. Desviando dos sistemas próximos através do território do Regime Tumbator, as duas enormes frotas inimigas seguiam em direção do setor onde a Patrol Force estava atuando. Os motores de Salto foram acionados para Olimar, mesmo que isso significasse menor energia para os escudos e armamentos enquanto do seu resfriamento.

 Nossos exércitos, agora contando com mais de um milhão e meio de Clones, também iniciava sua movimentação em direção de Olimar Prime, onde enfrentariam as defesas de Grid de Drones dos Iribot.

 Olimar foi reconquistada facilmente, porém outro problema veio à tona: bilhões de Iribot ocupavam o planeta. Mantê-los sob controle enquanto a ordem era reestabelecida seria difícil, mas deveria ser feito. Depois que a guerra terminasse, a Diretoria decidiria o que fazer com eles.

 Quando a frota Iribot chegou a Jumast, nossas forças já a aguardavam. Assim que deixaram a Hiperestrada, avançaram.

 Obviamente enfrentar uma frota dessa magnitude foi muito mais complicado que o “teste” que fora a última batalha. Porém, mesmo assim, nosso avanço foi total. Os computadores de mira quase ficaram sobrecarregados com o grande número de inimigos, e mesmo desviar de disparos era complicado.

 Mas nossa tripulação não hesitou. Mantiveram seus postos e lutaram com honra e desejo de retomar o que havíamos perdido. A longa batalha durou mais de um mês, até que as últimas naves inimigas conseguissem escapar.

 Ainda que menos de um quinto das naves inimigas houvessem sido destruídas, a perda de apenas oito naves terranas demonstrava que a vitória não era apenas uma esperança, mas uma possibilidade.

 Enquanto isso, a Patrol Force, agora sob comando da Almirante Stefanie Fischer, chegava a Ashimax, e retomaria o sistema em pouco mais de uma semana.

 Mas nem pudemos comemorar, pois poucos dias após a batalha em Jumast, antes mesmo que refizéssemos nossa formação, a segunda frota inimiga chegou ao sistema, composta por quase mil naves diversas.

 A batalha foi brutal. Ainda desorganizadas, nossas frotas tiveram que avançar sem tempo para se preocupar em desviar ou preparar formações avançadas. Por mais que nossos disparos fossem fatais, a grande quantidade de inimigos e a falta de tempo para reparos da batalha anterior cobrou seu preço.

 Desta vez, foram mais de dois meses de combate extenuante e estressante. Menos de um sexto das naves inimigas puderam ser abatidas, e perdemos treze de nossas naves antes do recuo inimigo.

 A dúvida resta, agora, entre aproveitar o recuo inimigo e avançar diretamente para seus sistemas, ou aguardar os necessários reparos.

 Enquanto isso, a Reserve Force chegava a Segathia, mas a frota Iribot havia conseguido escapar antes que entrasse em combate. A base espacial, felizmente, seria retomada facilmente, durante a próxima semana.

 Enquanto a Diretoria analisava os relatórios dos combates, nossos exércitos desembarcavam em Andack II.

 Enfrentando um pouco mais de resistência do que em Olimar Prime, mesmo assim o planeta seria retomado. Porém, novamente teríamos bilhões de Iribot que precisariam ser mantidos sob vigilância constante…

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É algo irônico que os robôs percam para a superioridade tecnológica.

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Muito irônico mesmo. E me deixou em dúvida se é realmente uma crise de late game ou só uma revés mais complicado.

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Não se forem a Contingência…

Cadeia de Eventos, até possível de reverter se quisesse. Mas, pra q? Onde fica a emoção daí? A crise robótica mesmo é a Contingência. O grande problema da Rebelião das Máquinas é a “perda” de sistemas e a reestruturação depois, mas o ponto mesmo é quando ela ocorre. Sim, já “perdi” jogos pra eles, quando surgiram mais cedo q dessa vez. Mas, hey, a Tecnocracia Terrana é absoluta. :upside_down_face:

https://stellaris.paradoxwikis.com/Crisis#The_Contingency

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Realmente a Tecnocracia Terrana está BEM poderosa

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Fogo nos robôs! :fire:

E, aparentemente, não vai dar spawn de end-game crisis mesmo… Conforme esperado, a revolta da IA vai sendo debelada facilmente. É uma prova que no Stellaris nem sempre o fleet power monstruoso reflete em desempenho, principalmente com uma diferença de tiers tecnológicos consideráveis…

Agora uma coisa… Igual as demais AIs maquinárias, os pops Iribots vão sendo desmontados conforme passa o tempo ou eles são mantidos como parte da população em planetas retomados? Nos planetas ocupados pelos Iribots com pops orgânicos, esses foram assimilados?

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