[ST] Contos do Espaço Profundo

Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXVI
Sob Ataque

 Strike Force Manticore

 O silêncio da nave foi quebrado pelo alerta.

 Enquanto o alarme tocava e o piscar de luzes vermelhas indicava a gravidade da situação, a tripulação enchia os corredores do Cruzador ISS Ishtar. A nave estava em órbita da base espacial Zatar, aguardando ordens da Frota Terrana enquanto verificava os sistemas da nave, recém construída. Com o alarme, todos começaram a percorrer a nave o mais rápido possível, tomando suas posições para a batalha iminente.

 - Stevenson! De onde essas naves surgiram? – questionava o jovem capitão Thompson, também comandante provisório da Strike Force Manticore.

 - Impossível precisar, senhor! Os sensores não apontam qualquer fluxo de dobra ou rastro de Hiperestrada. Parece que simplesmente estavam ali.

 - Como não detectamos essa quantidade imensa de naves? Zak’Thren?

 - Tudo aponta para algum tipo de camuflagem eletrônica, alguma interferência em nossos sensores que os impedia de serem notados.

 - Maldição! da-Narum, envie esses ados para a Diretoria imediatamente, tente descobrir que raios está acontecendo.

 - Contato da Diretoria, senhor. – respondeu o oficial de comunicações, após alguns minutos – Informando todas as naves terranas de que… estamos em guerra!

 - Guerra? Contra quem?

 - Senhor… Robôs! Nossos próprios robôs se voltaram contra nós! Uma… rebelião das máquinas…

 - Inferno! Contate o capitão Gron da ISS Alastor. Temos que usar o salto de emergência, não temos a menor chance contra essas naves!

 - Disparos da base espacial, senhor! Escudos em 80%.

 - Artilharia, retornar fogo! E o maldito salto de emergência??

 - Carregando! Energia em 60%!

 - Naves inimigas se aproximando de distância de disparo, senhor!

 - Força auxiliar nos escudos! Precisamos agüentar até podermos saltar!

 - ISS Alastor informa que escudos caíram a 50%!

 - Salto de emergência em 90%!

 - Engenharia informa danos moderados na armadura!

 - Gron, ignore o combate! Salte assim que puder!

 Quando as naves Iribot dispararam novamente, encontraram apenas o vácuo do espaço. Os dois cruzadores haviam conseguido saltar instantes antes de serem atingidos.

 Patrol Force VII

 - Saindo da Hiperestrada, senhora.

 - Prepare o curso até a base para checagem dos sistemas, Grey.

 - Capitã, mensagem da Diretoria. Código 5.

 - Código 5? Deixe-me ver isso.

 A jovem capitã da ISS Paradox II ficou perplexa com a notícia da revolta Iribot. Mas, antes que pudesse pensar no que deveria fazer, teve os pensamentos interrompidos pelo oficial Tramag.

 - Sensores acusam que as armas da base foram ativadas!

 - O que?

 - Freqüências de saudação sendo ignoradas, capitã.

 - Droga, Olimar também? Alerta vermelho! Comunicação com as demais naves!

 - Aberta, capitã.

 - Atenção, Patrol Force VII! Posições de combate! Base Olimar tomada por rebeldes. Preparar para o combate. Preparar para o combate.

 Enquanto as ordens da comandante provisória eram executadas, a base espacial começava a disparar, ainda sem atingir nenhuma nave terrana.

 - Formação Delta, aproximação evasiva. Isso não é um treinamento, repito, isso não é um treinamento. Artilharia, preparar para disparar quando estivermos ao alcance.

 Conforme as Corvetas se aproximavam, suas tripulações tomavam posição, prontas para a batalha. Ao cruzarem a segunda órbita, as armas começaram a disparar, atingindo o poderoso escudo da estação.

 - Manobras de evasão conseguindo evitar fogo inimigo, capitã.

 - Classe-Agile, manobra furacão, cerquem a base e ataquem com tudo! Classe-Lithe, executar barragem de torpedos!

 O combate se prolongava enquanto as naves da frota de patrulha executavam as ordens da comandante. Apesar da vantagem da alta mobilidade, os poderosos escudos da base espacial absorviam boa parte dos ataques. Mesmo assim, a frota continuava incessante.

 - Escudos da base desativados. Brecha na armadura do setor sul-002.

 - Repasse as coordenadas para as outras naves, concentrem os ataques naquele setor.

 - Ruptura no casco da ISS Storm III! Falha no reator de salto! A nave… explodiu, capitã.

 - Lamentaremos suas mortes depois! Temos que derrubar as defesas da base primeiro.

 - Perdemos contato com as ISS Cavalier II, Mirage III e Brigand IV também! As demais naves informam que as equipes de invasão estão preparadas.

 - Aguardem até que que desativemos as armas.

 - Patrol Force VIII informa que retomaram a base em Andack e estão a caminho prestar auxílio.

 - Espero termos terminado antes que cheguem, mas não reclamaria de uma ajudinha. Situação?

 - Perdemos a ISS Storm II e a Vagabon I!

 - Droga! Situação da base?

 - Rompimento do casco no setor oeste-012. Sistemas de armas da base espacial desativados.

 - Equipes de invasão, caminho liberado. Não deixem uma única daquelas máquinas funcionando. Retomem a base.

 A tensão pairou sobre a frota, enquanto acompanhavam pelos holocomunicadores as tropas de assalto adentrando a base. A resistência parecia ser menor que a esperada, mas as equipes Alpha 3a e Zeta 2c acabaram emboscadas. As perdas foram minimizadas com a chegada da Beta 1a na retaguarda inimiga.

 Duas horas após a ordem de invasão, o tenente reportou a tomada do centro de comando e a eliminação dos últimos robôs rebeldes. Nenhum tripulante foi encontrado vivo, infelizmente.

 - Bom trabalho, tenente. Deixe uma equipe para retomar o controle da base. O restante retorne para as naves. Ainda temos que acabar com aqueles transportes antes que pousem novamente no planeta.

 Centro de Comando Militar, Terra

 - Como está a situação das frotas nos sistemas ocupados?

 - Strike Force Manticore informou o uso do salto emergencial antes de maiores danos. Patrol Force VII informa da retomada da base espacial Olimar.

 - Ótimo. Algo mais?

 - Patrol Force I entrou em combate com a base espacial Kathea, mas após a perda de quatro das naves foi obrigada a usar o salto emergencial para escapar.

 - Patrol Force VIII conseguiu retomar a base Andack. Informou que seguirá auxiliar a Patrol Force VII em Olimar.

 - Mais alguma frota conseguiu escapar?

 - Sim, Diretor-Geral. Além da Patrol Force I e da Strike Force Manticore, Enfield, Cerberus, Medusa e Secundus conseguiram executar o salto emergencial. Mas perdemos Sphinx, Centaur, Garuda e Gorgon.

 - Maldição… temos alguma outra informação?

 - A base espacial Osellus informou a chegada de mais de duas centenas de naves Iribot ao sistema. Perdemos contato pouco depois disso. E… bem…

 - O que foi?

 - Interceptamos uma comunicação dos Norillga. Eles… assinaram um Pacto de Não-Agressão com os Iribot…

 - Malditos moluscos… Já nos traíram uma vez, agora tentam se safar novamente… Logo iremos cobrar essa dívida, eles que esperem…

 - A Almirante Pela na-Ilben da Strike Force Scylla informa a chegada de nossas frotas de ataque ao sistema Aruz. Com a detecção da frota inimiga em Osellus ela informa que irão atacar essa frota primeiro.

 - Ótimo. Precisamos começar a enfraquecer esses malditos robôs logo. Aliás, quem está no comando da Patrol Force VII?

 - Deixe-me ver… Capitã Stefanie Fischer, recém graduada da Academia, no comando da ISS Paradox II.

 - Em comando provisório da frota, então… Bem, ela fez por merecer. Promova-a ao Almirantado e envie nossas congratulações. Junto com ordens de reunir todas as frotas de patrulha do setor e começar a retomada das bases espaciais em que não haja frotas inimigas.

 - Imediatamente, senhor.

5 Curtidas

Sorte que a guerra com os Norillga segue firme e forte :face_with_hand_over_mouth:

Eu… tentei? :sweat_smile:

Valeu pelo… er… apoio? :stuck_out_tongue_closed_eyes:

3 Curtidas

Preocupação dos Norillga vendo você ameaçando enquanto lida com os robôs:

3 Curtidas

Isso que dá não ter transformado os Norilga nisso aqui antes…

polvo-grelhado-1-360x360

Mas até que essa AI se provou mais inteligente que o esperado :thinking:

A Tecnocracia vai prevalecer contra a ameaça robótica, com certeza. :+1:

3 Curtidas

Conseguiu até. Eu faria diferente mas cada um é cada um.

3 Curtidas

Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXVII
Contra-Ataque

 Aos dezoito dias do mês de Outubro de 2440, nossas frotas de ataque deixaram a Hiperestrada Aruz-Osellus. No dia seguinte nossas armas de longo alcance começaram a disparar na frota inimiga.

 Na realidade, não podemos nem chamar realmente esse confronte de “batalha”. Quando nossas Corvetas e Destróieres chegaram à distância de combate, mais de uma dúzia de naves inimigas já havia sido destruída. Na primeira salva de nossas naves menores, outras duas dúzias foram abatidas. O restante da frota inimiga, simplesmente fugiu.

 A notícia da vitória animou a Diretoria e elevou a moral nos planetas da Tecnocracia. A superioridade numérica dos Iribot poderia ser surpassada por nossa superioridade tecnológica.

 Mas o inimigo havia feito uma manobra inesperada. Desviando dos sistemas próximos através do território do Regime Tumbator, as duas enormes frotas inimigas seguiam em direção do setor onde a Patrol Force estava atuando. Os motores de Salto foram acionados para Olimar, mesmo que isso significasse menor energia para os escudos e armamentos enquanto do seu resfriamento.

 Nossos exércitos, agora contando com mais de um milhão e meio de Clones, também iniciava sua movimentação em direção de Olimar Prime, onde enfrentariam as defesas de Grid de Drones dos Iribot.

 Olimar foi reconquistada facilmente, porém outro problema veio à tona: bilhões de Iribot ocupavam o planeta. Mantê-los sob controle enquanto a ordem era reestabelecida seria difícil, mas deveria ser feito. Depois que a guerra terminasse, a Diretoria decidiria o que fazer com eles.

 Quando a frota Iribot chegou a Jumast, nossas forças já a aguardavam. Assim que deixaram a Hiperestrada, avançaram.

 Obviamente enfrentar uma frota dessa magnitude foi muito mais complicado que o “teste” que fora a última batalha. Porém, mesmo assim, nosso avanço foi total. Os computadores de mira quase ficaram sobrecarregados com o grande número de inimigos, e mesmo desviar de disparos era complicado.

 Mas nossa tripulação não hesitou. Mantiveram seus postos e lutaram com honra e desejo de retomar o que havíamos perdido. A longa batalha durou mais de um mês, até que as últimas naves inimigas conseguissem escapar.

 Ainda que menos de um quinto das naves inimigas houvessem sido destruídas, a perda de apenas oito naves terranas demonstrava que a vitória não era apenas uma esperança, mas uma possibilidade.

 Enquanto isso, a Patrol Force, agora sob comando da Almirante Stefanie Fischer, chegava a Ashimax, e retomaria o sistema em pouco mais de uma semana.

 Mas nem pudemos comemorar, pois poucos dias após a batalha em Jumast, antes mesmo que refizéssemos nossa formação, a segunda frota inimiga chegou ao sistema, composta por quase mil naves diversas.

 A batalha foi brutal. Ainda desorganizadas, nossas frotas tiveram que avançar sem tempo para se preocupar em desviar ou preparar formações avançadas. Por mais que nossos disparos fossem fatais, a grande quantidade de inimigos e a falta de tempo para reparos da batalha anterior cobrou seu preço.

 Desta vez, foram mais de dois meses de combate extenuante e estressante. Menos de um sexto das naves inimigas puderam ser abatidas, e perdemos treze de nossas naves antes do recuo inimigo.

 A dúvida resta, agora, entre aproveitar o recuo inimigo e avançar diretamente para seus sistemas, ou aguardar os necessários reparos.

 Enquanto isso, a Reserve Force chegava a Segathia, mas a frota Iribot havia conseguido escapar antes que entrasse em combate. A base espacial, felizmente, seria retomada facilmente, durante a próxima semana.

 Enquanto a Diretoria analisava os relatórios dos combates, nossos exércitos desembarcavam em Andack II.

 Enfrentando um pouco mais de resistência do que em Olimar Prime, mesmo assim o planeta seria retomado. Porém, novamente teríamos bilhões de Iribot que precisariam ser mantidos sob vigilância constante…

4 Curtidas

É algo irônico que os robôs percam para a superioridade tecnológica.

3 Curtidas

Muito irônico mesmo. E me deixou em dúvida se é realmente uma crise de late game ou só uma revés mais complicado.

3 Curtidas

Não se forem a Contingência…

Cadeia de Eventos, até possível de reverter se quisesse. Mas, pra q? Onde fica a emoção daí? A crise robótica mesmo é a Contingência. O grande problema da Rebelião das Máquinas é a “perda” de sistemas e a reestruturação depois, mas o ponto mesmo é quando ela ocorre. Sim, já “perdi” jogos pra eles, quando surgiram mais cedo q dessa vez. Mas, hey, a Tecnocracia Terrana é absoluta. :upside_down_face:

https://stellaris.paradoxwikis.com/Crisis#The_Contingency

3 Curtidas

Realmente a Tecnocracia Terrana está BEM poderosa

3 Curtidas

Fogo nos robôs! :fire:

E, aparentemente, não vai dar spawn de end-game crisis mesmo… Conforme esperado, a revolta da IA vai sendo debelada facilmente. É uma prova que no Stellaris nem sempre o fleet power monstruoso reflete em desempenho, principalmente com uma diferença de tiers tecnológicos consideráveis…

Agora uma coisa… Igual as demais AIs maquinárias, os pops Iribots vão sendo desmontados conforme passa o tempo ou eles são mantidos como parte da população em planetas retomados? Nos planetas ocupados pelos Iribots com pops orgânicos, esses foram assimilados?

3 Curtidas

Então, @Biller , por padrão eles são considerados “Indesejáveis” e sendo expurgados/desmontados, mas isso leva um certo tempo (teria q ver qual a taxa de expurgo, não me lembro de ter visto na wiki). Sabe q nem prestei atenção se tive pops assimiladas? Mas, a princípio, parece q nesses dois reconquistados ainda não… Talvez só se a guerra terminasse? :thinking: Mas traria um bom RP ter alguns pops transformados em ciborgues…

3 Curtidas

Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXVIII
Superpopulação

 Com a reconquista de Andack II e a confirmação da grande quantidade de Iribot nos planetas rebelados, a Diretoria ordenou a colonização da pequena lua ártica de Pherkad IIa, para minimizar os efeitos da superpopulação nesses planetas.

 Enquanto a Reserve Force chega para retomar o sistema Othriga, o General Zax inicia a reconquista de Ashimax I.

 As naves inimigas foram detectadas em Kathea, e nossas frotas de ataque imediatamente utilizam o propulsor de salto para enfrentá-las.

 Por um longo mês o combate se desenrola no sistema, e nossas frotas ainda contam com o auxílio da Patrol Force para enfrentar o inimigo. Apesar da perda de onze de nossas naves, a vitória é considera efetiva, pois destruímos mais de setenta das naves Iribot.

 Depois da batalha, as frotas de ataque se voltam para outras áreas ocupadas pelos Iribot, enquanto a Patrol Force continua sua missão de retomada de sistemas nesse setor.

 O alto desemprego e falta de moradia e recursos causados pela superpopulação começam a cobrar seu preço, com altos níveis de criminalidade um submundo criminoso acaba sendo formado em Andack II.

 Por mais que a Diretoria saiba que terá que atuar com força para coibir a criminalidade, é decidido que os esforços, por enquanto, serão de retomar os planetas rebelados.

 A Reserve Force e a Patrol Force encontram pequenas frotas inimigas, ao adentrarem os sistemas de Nembus e Ladellikon, respectivamente. Os combates são facilmente vencidos, felizmente, com apenas uma corveta sendo perdida para quase uma centena e meia de naves Iribot destruídas.

 A Patrol Force, entretanto, teve dificuldades em retomar a base espacial no sistema. Fortemente protegida, causou a destruição de quatorze de nossas corvetas até ser reconquistada.

 Mesmo com as dificuldades causadas pela perda de importantes centros de pesquisa, o Departamento de Engenharia finaliza novas formas de compressão da matéria para a construção das armaduras e nossas naves, tornando-as ainda mais resistentes.

 Nossas forças terrestres também atuam praticamente sem descanso, tendo conseguido reconquistar The Core e sua lua Boundary em pouco mais de três meses.

 Outra pequena força inimiga é eliminada pela Reserve Force durante a retomada do sistema Zatar.

 Inesperadamente, uma pequena frota Iribot ataca o sistema Urakhannon’s Maw, mas ainda sem ser motivo de preocupação para a Tecnocracia.

 Com a detecção de uma frota Iribot em Ophang, demasiado poderosa para a Patrol Force, as Strike Force Scylla, Pegasus e Titan são destacadas para enfrentá-la.

 Enquanto se preparavam para o salto, também detectaram que a maior pare das (conhecidas) frotas Iribot havia deixado o território terrano, e atacava o sistema Ler Zumon, da União Dinástica Nuurian.

 Como a Entente Cevanti irá reagir a esse ataque a seu membro? Ainda em guerra contra a Consciência Norillga – em parte graças a nossos generosos subsídios, que não foram interrompidos nem com a brutal queda em nossa produção – o que a Federação fará?

5 Curtidas

Como está a recuperação dos planetas? Tem imagem geral dos territórios?

3 Curtidas

Esses robos quando não estão tramando uma insurreição galáctica armada acabam sendo aliciados para o crime… :thinking:

3 Curtidas

Também quero ver.

Parece até com recifense.

3 Curtidas

Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXIX
Ciborgues

 Descobrimos que os Iribot haviam começado um processo de assimilação nos planetas rebelados. Cerca de um bilhão de terranos haviam recebido implantes cibernéticos, certamente em um processo que facilitaria o controle das Máquinas sobre a população.

 Felizmente, com a retomada desses planetas, o controle sobre esses ciborgues foi quebrado, e sua lealdade à Tecnocracia continua inabalável.

 Mas, com o crescente número populacional que iremos enfrentar, três novos projetos de colonização foram lançados, em Iieystara III, Epsilon Indi IIIa e Algorab II.

 Enquanto a Reserve Force vencia um combate em Kergaros, o restante de nossas frotas se dividia para retomar os sistemas ainda ocupados nesse setor da galáxia.

 Nova, ao captar os sinais de socorro de Urakhannon’s Maw, chegou ao sistema. Nossa poderosa Ameba Espacial destruiu as naves que ameaçavam nossa estação espacial, reforçando os laços que sentimos por nossa mascote.

 Enquanto parte de nossas frotas perseguiam os Iribot, esperando que tomassem Ler Zumon dos Nuurian, fomos surpreendidos por passarem pelo sistema sem combate, seguindo adiante. O que estão tramando, afinal?

 Nossos exércitos seguem em seu trabalho de reconquista, tendo libertado mais dois planetas do controle Iribot, Yiriam III e Ladellikon I.

 Nossos sensores de longo alcance finalmente descobriram as intenções dos Iribot: eles estão seguindo para o Portão-L em Miklor’s Vortex.

 Porém, conseguimos preparar uma festa de recepção para eles. Assim que deixaram o Portão-L em Terminal Egress, foram atacados sem piedade pelas Strike Force Hippogriff, Nanite Interdictor e Reserve Force. Os danos foram severos para a já diminuta frota Iribot.

 O Setor Eychilia finalmente está livre de naves inimigas, mas nossos exércitos ainda terão muito trabalho ao retomar os planetas sob domínio inimigo.

 Mas não esmoreceremos! Esmagaremos cada um que se opuser em nosso caminho, os Iribot não prevalecerão sobre a Tecnocracia Terrana.

5 Curtidas

Devagar e sempre? :sweat_smile:
Foquei só nesse setor, já que era onde estavam as naves inimigas.

E vai ser uma dor de cabeça acabar com isso… tipo, é uns 50 a 80 pops Iribot em CADA planeta… nem sei onde vou enfiar essa robozada toda… ferro-velho, talvez? :face_with_hand_over_mouth:

:no_mouth: :thinking:

3 Curtidas

Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo CXXX
Os Khessam

 Com a força principal dos Iribot abatida, nossas oito frotas de ataque são divididas em quatro armadas, para agilizar a retomada dos sistemas rebelados.

 Dada sua importância estratégia, o sistema Scorpio, onde se localiza nossa Rede de Sentinelas, foi priorizado pela armada composta pelas Strike Force Hydra e Cyclops.

 Entretanto, uma frota Iribot ataca o sistema Ascension’s End, obrigando que essas frotas sigam para o contra-ataque. Uma batalha simples, mas que garantiu a permanência do sistema em nossas mãos.

 Com outras frotas inimigas em sistemas próximos, a missão dessa armada foi alterada para interceptá-las.

 Outro combate dessas frotas de ataque foi no sistema Meryl, também vencido sem maiores dificuldades.

 O início da colonização de Epsilon Indi Prime trouxe uma surpresa: uma civilização pré-sapiente de uma espécie aviana, não detectados pelas varreduras de órbita.

 Sendo chamados de Khessam, sua descoberta trouxe certo debate à Diretoria, sobre o futuro da colonização da lua.

 Depois de dias de deliberação, decidiu-se por um projeto de melhoria genética nos Khessam, com o objetivo de acelerar seu desenvolvimento de senciência.

 Enquanto o projeto com os Khessam era iniciado, análises rotineiras nos Iribot dos planetas reconquistados trouxeram novos dados importantes.

 Sua ligação com a Inteligência Artificial causadora da revolta mostrou-se complexa demais para que nossos cientistas pudessem reprogramá-los. A comunicação com a IA foi interrompida com sucesso através dos bloqueadores de transmissão, entretanto isso teve conseqüências.

 A interrupção acabou por danificar os cérebros positrônicos dos robôs, de forma que muitos começaram a se desativar por conta própria após tempos variáveis, dias, semanas, meses.

 Apesar dessa desativação ser de certo modo benéfica para a Tecnocracia, ao diminuir a quantidade de Iribot e a necessidade de um controle maior, será uma pena se não pudermos utilizar essa “mão-de-obra” em outras funções em nossos planetas.

 O projeto de melhoria genética nos Khessam foi concluído com êxito, e eles logo tomaram a frente nos esforços de colonização de Epsilon Indi Prime. Sua aceitação à Tecnocracia foi considerada melhor que o esperado pelos cientistas responsáveis.

 Um novo Portal foi concluído no sistema Ashyke. As viagens entre esse setor da galáxia e os demais territórios da Tecnocracia tornaram-se muito mais rápidos e seguros agora.

 Durante os estudos com os cientistas da Tecnocracia acerca de nossos conhecimentos da galáxia, grupos de Khessam têm trazido questões relevantes de seus semelhantes.

 Nossos cientistas se esforçaram para sanar as dúvidas utilizando nossas experiências do passado, ao mesmo tempo que permitiram que eles tirassem suas próprias conclusões do que lhes era passado.

 Os relatórios apontam que um grande número de Khessam, após absorverem o que os ensinamos, apresentaram uma atração acima do normal pelos conhecimentos e costumes de diferentes espécies da galáxia, além de adotarem uma admiração quase espiritual pelo cosmos…

 Com novas tropas recém treinadas sendo integradas ao exército da Tecnocracia, nossas forças terrestres foram divididas em dois exércitos, comandados pelos Generais Zax e Jhulaad. Com isso, a retomada dos planetas rebelados deverá ser muito mais rápida.

 Isso provou ser verdadeiro quando, no espaço de cinco meses, quatro planetas foram reconquistados, com perdas mínimas de soldados: Athyr Prime, Othriga Prime, Muphrid Prime e Neshmet Prime.

 O ano de 2444 começou com avanços do Departamento de Sociedade em nossos processos administrativos, tornando mais eficientes as trocas de comunicação e distribuição de recursos entre nossos diversos planetas.

5 Curtidas

Se os robóticos fossem feitos de ligas metálicas (em vez de minerais) e pudessem ser desmontados compulsoriamente, daria para montar um bocado de naves… :thinking:

Tem sido uma boa campanha, só é pena que não coincidiu com a crise da Contingência… Daria a narrativa perfeita :upside_down_face:

3 Curtidas