[ST] Contos do Espaço Profundo

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Contos do Espaço Profundo

Capítulo XXVII
Tragédia em Va’Zhi Maelstrom

 Portal Última Hora, 1o de Julho de 2238

 A ISS Khonsu encontrou, no sistema Etan Stela, um sistema de código ternário que, ao serem analisados, revelaram ser imagens neurais de seus antigos habitantes. A equipe decidiu baixar estes padrões neurais para maiores estudos no futuro.

 Periódico Independente de Ciências, 05 de Junho de 2238

 O Departamento de Engenharia comunicou um novo projeto para nossas Bases Estelares, batizado por eles de Complexo Estelar.

 Como uma ampliação das atuais Bases, sua função será tanto de defesa quanto de docagem para as constantes viagens espaciais entre nossos sistemas estelares.

 O Departamento também informou o início dos trabalhos sobre os Materiais Supersólidos, aproveitando os dados há pouco descobertos nos laboratórios Xvan no asteróide 425-AT.

 Rede Terrana de Notícias, 29 de Julho de 2238

 Dando continuidade ao Projeto de Expansão de Fronteiras, a Tecnocracia iniciou a construção de quatro novas Bases Estelares.

 Itraben, Alioth, Fir Mathrioz e Anachonus, os sistemas em questão, são todos sistemas fronteiriços e importantes tanto em recursos naturais quanto ponte para o acesso a outros sistemas potencialmente exploráveis.

 Periódico Independente de Ciências, 07 de Setembro de 2238

 O Departamento de Física informou que o projeto de construção de Usinas de Materiais Voláteis foi concluído. Descobertas na década passada, essas partículas podem revolucionar a indústria terrana, com usos variados como componentes de armamentos, combustíveis ou na produção de energia.

 Dando continuidade à pesquisa nesse campo, a Cientista-Chefe Qiao Hu anunciou que prosseguirão estudando estas partículas e uma forma de melhor estabilizá-las para uso mais seguro.

 Rede Terrana de Notícias, 23 de Setembro de 2238

 Mais de um ano após o anúncio oficial, os primeiros colonos Lavis chegam ao planeta Higashik-Ata Prime.

 Fortalecendo a posição terrana dentro de nossas próprias fronteiras, enquanto inicia umas expansão lenta mas constante, a nova colônia deverá, nos próximos anos, ser um importante foco industrial da Tecnocracia Terrana.

 Portal Última Hora, 22 de Outubro de 2238

 Embora não tenha conseguido consertar o sistema de interferência em Urakhannon’s Maw, a ISS Drifting Leaf copiou os dados reunidos pelos Sunin para o uplink científico da Tecnocracia.

 Espera-se que, aproveitando-se desses dados, consigamos, no futuro, desvendar o mistério por trás do Portão-L nesse sistema.

 Portal Última Hora, 07 de Dezembro de 2238

 A esperada colisão entre Crimdor VI e sua lua foi filmada com sucesso pela ISS Wanderer.

 Sendo um evento extremamente raro, essa foi uma oportunidade única de aprender mais sobre catástrofes de nível planetário e, talvez, podermos nos proteger de um evento semelhante no futuro.

 Portal Última Hora, 23 de Dezembro de 2238

 Em uma ação semelhante à realizado pelo Regime Tumbator há algum tempo, a Comunalidade Unida Rak’Thalak’Nak comunicou, sem maiores detalhes, o fechamento de suas fronteiras às naves da Tecnocracia.

 Enquanto nenhuma nave terrana tenha adentrado a área reivindicada pela Comunalidade, é de se estranhar este posicionamento, e o governo já se posicionou de forma a elucidar o ocorrido.

 Portal Última Hora, 29 de Fevereiro de 2239

 Nos últimos meses diversos relatos da tripulação da ISS Khonsu dão conta de que a Capitã Alison McCormick tem desenvolvido uma teimosia extrema acerca de seu trabalho.

 Alguns relatam que ela tem ignorado opiniões da tripulação e seguido obstinadamente suas próprias concepções. Embora esse método tenha se mostrado positivo nas últimas investigações da nave científica, tem causado certa animosidade na tripulação.

 Rede Terrana de Notícias, 24 de Abril de 2239

 Os informes da ISS Astute sobre o planeta Sabik III surpreenderam a comunidade científica terrana.

 Uma gigantesca rede de impulsos elétrico cobre todo o planeta, exibindo características de adaptabilidade que indicam que possui uma espécie de inteligência rudimentar.

 Por mais incrível que isso possa parecer, significa que a vida pode existir independente de forma celular, algo que pode revolucionar nosso conhecimento sobre o universo.

 Portal Última Hora, 07 de Maio de 2239

 A Tecnocracia continua a expansão do território terrano pela galáxia, iniciando a construção de mais uma Base Estelar, desta vez no sistema Brink.

 Conjuntamente, para manter a constante expansão, novas Fornalhas de Ligas começaram a ser construídas em Dimm Prime.

 Rede Terrana de Notícias, 15 de Julho de 2239

 A ISS Khonsu encontrou uma criatura gigantesca no sistema Va’Zhi Maelstrom. Não há muitos detalhes dessa criatura, mas os informes dizem tratar-se de “uma entidade gigantesca, que parece existir somente parcialmente em nosso universo”.

 Infelizmente, assim que os sensores e longo alcance da ISS Khonsu detectaram a criatura, perdeu-se contato com a nave científica. Nem mesmo tentativas de contato subliminal, que poderiam indicar uma fuga em dobra de emergência, como ocorrido em Ussaldon, obtiveram sucesso.

 Isso deve indicar que a nave foi destruída de imediato, logo após enviar o informe, da mesma forma que a base espacial em Ussaldon.

 Surpreendida pela existência de outra criatura com tamanho poder, batizada de “Horror Dimensional” pela descrição, a Tecnocracia declarou o sistema como proibido a toda e qualquer nave terrana até que maiores informações possam ser conseguidas.

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As únicas tretas são com monstros…

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Capítulo XXVIII
Rivalidade e Eleições

Extraído dos diários do Diretor-Geral Pietro Giordano

 Sinto-me cansado.

 A incapacidade de lidar com o Dragão Espacial em Ussaldon já era uma carga muito pesada. Mas, agora, esse ocorrido em Va’Zhi Maelstrom…

 Nossos cientistas terminaram de analisar a fundo as últimas transmissões da ISS Khonsu. Subestimamos a “criatura”.

 O Dragão Espacial parece um bebê perto desse “Horror Dimensional”. Os dados apontam que seu tamanho é comparável ao de nossa lua, Noricum. E isso aparenta ser apenas metade da criatura, já que ela parece estar “presa” dentro do portal dimensional sem, ainda, ter conseguido atravessá-lo completamente. Que o futuro permita sermos capazes de enfrentar mais essa ameaça…

 Como dizia um velho ditado da Terra, “desgraça pouca é bobagem”. Em um comunicado sem sentido algum, a Comunalidade nos acusou de estarmos tramando contra eles, e que nossa boa vontade não passa de uma “farsa”. Declarou abertamente rivalidade para com a Tecnocracia Terrana, e que não somos bem vindos.

 Como ignorar uma afronta dessas? Não se pode ser amigo de quem não deseja nossa amizade. Contatei o Chanceler Vitarax, e o informei que, se esse é o desejo da Comunalidade, a Tecnocracia também declarava rivalidade, rompendo quaisquer possíveis laços com eles.

 Que seja.

 Felizmente, nem tudo são notícias ruins. O Regime Tumbator, ao saber da nossa animosidade com a Comunalidade, ofereceu um pacto de não-agressão. Se não forem um futuro aliado, é um problema a menos para cuidarmos.

 Sinto-me cansado. Por 40 anos estive à frente da Tecnocracia, e espero ter feito o meu melhor.

 Diversos membros da Diretoria me procuraram, pedindo que concorresse novamente. Não. Nesse momento de nossa história, precisamos de alguém mais jovem, que relembre nosso passado militar e enfrente os perigos que nos espreitam.

 Em meu discurso final, agradeci a grande confiança que toda a população teve em mim, mesmo nos nossos momentos mais sombrios. Pedi que pensassem no nosso futuro, no que seria melhor para a Tecnocracia nos anos vindouros.

 Embora sinta que Chandram, que tem feito campanha prometendo vingar as mortes em Ussaldon e Va’Zhi Maelstrom e exigir que a Comunalidade se desculpe pelas ofensas à Tecnocracia, seja meu favorito, me abstive. Deixarei que nossos colegas elejam quem acreditam ser mais necessário agora.

 Amanhã, votarei com os demais e, depois de amanhã, um novo Diretor-Geral nos guiará. Para o bem ou para o mal.

 Rede Terrana de Notícias, 1° de Fevereiro de 2240

 Hoje inicia uma nova era na história da Tecnocracia Terrana. Após 40 anos com o cientista Pietro Giordano como Diretor-Geral, a Diretoria Científica decidiu por um novo nome, após Giordano decidir não mais concorrer.

 Neeraj Chandram, ex-Capitão da LSS Drifting Leaf com anos de experiência na exploração espacial, foi eleito o nosso novo Diretor-Geral.

 Aos 56 anos, Chandram é conhecido por seus contatos no círculo financeiro e, antes de assumir a LSS Drifting Leaf, estudou projetos de ampliação das bases espaciais terranas.

 Suas promessas de enfrentamento com a Comunalidade Unida e com as criaturas espaciais encontrou eco em grande parte da população, principalmente entre os militaristas da Marcha dos Bravos, e a Diretoria não pode negar esse anseio.

 Aguardemos agora se o novo Diretor-Geral manterá as antigas políticas da Tecnocracia ou se mudanças radicais serão realizadas no governo.

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Guerra, saudades do que a gente ainda não viveu…

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Eu confesso, dei reload 2x pra sair esse, não ia gastar 200 de influência pra isso… E, já q vcs querem treta, essa rivalização caiu do céu :face_with_hand_over_mouth:

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Capítulo XXIX
Novo Comando, Novas Políticas

Extraído do hololivro Uma Breve História do Século XXIII, de Giuseppe Marconi

 A eleição de Neeraj Chandram foi esperada como uma mudança na postura da Tecnocracia Terrana em sua epopeia espacial. E isso de fato ocorreu.

 Começou quando, após retirar-se de uma possível reeleição, Pietro Giordano acabou convencido a desistir da aposentadoria, e assumiu o comando da LSS Drifting Leaf, antiga nave científica do novo Diretor-Geral. Pesaram para tal o vasto conhecimento, ainda que indireto, que Giordano possuía acerca das Anomalias estelares, após anos revisando as descobertas de seus pares.

 Outras mudanças esperadas, mas que ainda assim surpreenderam parte da população, foram mudanças nas Políticas Terranas, com destaque para a ampliação da oferta de comida à população e a militarização da economia, focando, assim, em uma maior crescimento populacional e maior produção de Ligas Metálicas, imprescindíveis para a expansão das fronteiras e das frotas terranas.

 Como parte de estabelecer rapidamente fronteiras com as demais espécies alienígenas contactadas, o novo Diretor-Geral encomendou, de imediato, duas novas Naves de Construção aos estaleiros espaciais Sol e Bregglar, para trabalharem exclusivamente na construção de Bases Estelares nessa região.

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 E, como complemento de suas primeiras ordens como Diretor-Geral, Neeraj Chandram iniciou programas de encorajamento de crescimento da população em todos os planetas sob o estandarte terrano (nessa altura, Terra, Wendel Prime, Erdosca Prime, Durabbius Prime, Bregglar III, Dimm Prime e Esmyke Prime), com incentivos para que as famílias tivessem mais filhos.

 Entretanto, toda a Tecnocracia foi surpreendida quando, ainda nos primeiros dias do novo governo, a Comunalidade Unida construiu uma Base Estelar em Zowod, sistema onde havia sido descoberto um sítio arqueológico, clamando o sistema para si. Isso desagradou ainda mais o governo e a população, pois obrigaria as naves terranas a utilizarem mais saltos de Hiperestrada para alcançarem aquela região da galáxia, considerada essencial para conter o rápido avanço da Comunalidade.

 Assim, apara evitar que a Comunalidade avançasse ainda mais nessa região, as novas naves de construção ISS Beast e ISS Creidhne logo partiram clamar os sistemas Ellor e Etan Stela.

 Enquanto isso, a ISS Pathfinder prosseguia com as explorações, conseguindo capturar um espécime do perigoso predador tassargoid, solicitação do Museu de Xenobiologia, ao custo da vida de três tripulantes.

 Poucos dias depois, mais uma descoberta impressionou os terranos: uma grande nave à deriva no sistema Merope. Ao investigar a nave, a tripulação da ISS Wanderer descobriu que não estava abandonada, mas que seus tripulantes estavam sob uma espécie de animação suspensa causada por um parasita cerebral. Ao eliminar os parasitas e trazer os tripulantes de volta à realidade, outra grande surpresa.

 A nave pertencia a uma grande República Teocrática, cujas fronteiras não distavam muito do local do incidente. Entretanto, essa nova espécie alienígena, chamada de Governo Lahtrepiano, não demonstrou a menor boa vontade para com a Tecnocracia, aparentemente aceitando nosso contato apenas em retribuição ao salvamento da tripulação da nave abandonada. Nenhuma espécie de negociação foi possível, trazendo mais tensão ao incipiente governo terrano.

 Além desses acontecimentos, o único destaque nesses primeiros meses foi a construção de um novo Distrito Agrícola em Dimm Prime, para compensar o maior consumo alimentício das novas políticas e editos do Diretor-Geral Neeraj Chandram.

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Tá prometendo grandes tretas. Quero vê-las logo que possível.

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Essa treta está vindo de ré numa tartaruga galática.

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Capítulo XXX
Preparativos

Extraído do hololivro Uma Breve História do Século XXIII, de Giuseppe Marconi

 O encontro de uma gigantesca cratera em Lyrum I levantou a hipótese que ela foi causada pelo impacto de uma nave estelar que deixou uma Hiperestrada sem desacelerar. Se foi um acidente ou algo planejado, é impossível saber.

 Foi em Julho de 2240 que uma descoberta abalou a Tecnocracia: a IIS Drifting Leaf encontrou, no sistema Wymos, um planeta classe Gaia. Ou seja, um planeta como a Terra, mas com o clima perfeitamente balanceado e abundância vegetal e mineral. Um verdadeiro paraíso.

 O grande problema é que esse sistema se localiza na fronteira com a Comunalidade Unida, passível de ser ocupado a qualquer momento.

 A reação terrana foi imediata, exigindo que o governo não permitisse isso.

 Como resposta, a Tecnocracia iniciou o sistema de Rede de Courier, criando uma frota de pequenas naves para realizar entregas especiais entre os planetas, tornando mais seguro o transporte de membros do governo ou de mensagens importantes.

 Conjuntamente, em um anúncio especial, o Diretor-Geral Neeraj Chandram anunciou uma importante mudança na política terrana com relação ao espaço. Clamando que “assim como a Terra foi unificada, também o espaço deve ser, sob um Domínio Interestelar que traga paz e harmonia ao caos reinante”. Uma clara referência ao nosso passado Militarista e uma alusão ao futuro da Tecnocracia Terrana.

 Quando o Departamento de Sociedade anunciou que concluiu os parâmetros para Terraformar outros planetas e torná-los mais adaptáveis à colonização terrana, muitos comemoraram. Mesmo sabendo que isso seria um processo longo e custoso, a expectativa de tornar planetas inabitáveis em locais como a Terra reacendeu o espírito explorador de todos.

 E, quando anunciou que trabalhariam em novas formas de permitir maior integração entre nossas frotas militares, em resposta às recentes políticas adotadas, houve alguns protestos, logo abafados pelas lembranças dos sombrios acontecimentos recentes.

 O ano chegava próximo do fim quando iniciaram as construções de mais um Distrito Agrícola e de um novo Distrito Urbano, em Esmyke Prime e Durabbius Prime, respectivamente. Mas não terminaria antes que a LSS Seeking Leaf descobrisse um mural alienígena em Lyrum X que, após uma tradução parcial, revelou conhecimentos tecnológicos de uma antiga civilização há muito extinta.

 Pouco tempo depois, a ISS Wayfarer descobriu o resultado de dois asteróides no sistema Imulgaron, que causou uma grande concentração de metais, facilmente mineráveis.

 Esperado, embora ainda assim surpreendente. Foi assim que foi descrito o início da construção do primeiro Destróier Classe-Sabre da Tecnocracia, um enorme avanço para nosso poderio militar e uma clara sinalização da nova postura da Tecnocracia.

 Um grande acampamento militar foi descoberto em Cursa I, indicando, segundo a Capitã Sally Charlesworth, uma civilização com conhecimentos de táticas militares bem semelhante aos dos terranos.

 Ainda no sistema Imulgaron, a ISS Wayfarer também encontrou um asteróide que, na realidade, não era um asteróide, mas sim restos compactados de lixo espacial de alguma civilização antiga. Embora atualmente não passe de lixo, ainda podem ser refinados em novas Ligas Metálicas para uso da Tecnocracia.

 Era o mês de Março quando a Frota Terrana se moveu. Unificada em uma única força espacial sob comando da Almirante Matshediso Iwu, a Strike Force Scylla deixou o sistema Sol rumo à nova fronteira terrana, o sistema Ellor.

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E nem é aquela tartaruga de Discworld.

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Capítulo XXXI
Guerra

Extraído do hololivro Uma Breve História do Século XXIII, de Giuseppe Marconi

 A descoberta dos Photecianos, uma civilização no equivalente à nossa Idade Média, no planeta Deomia I colocou mais pressão no governo de Neeraj Chandram, pois a qualquer momento a Comunalidade Unidade poderia expandir para esse sistema. Proteger essa civilização se tornou prioridade para a Tecnocracia

 Um buraco de minhoca estável foi encontrado no sistema Fedeema, embora ainda seja desconhecido seu destino.

 Enormes extratores de energia geotérmica foram descobertos em Cursa Ia. Embora praticamente inoperantes, estudar sua construção pode vir a ser muito útil no futuro.

 O anúncio do Departamento de Física da estabilização das Partículas Voláteis foi recebido com entusiasmo, pois finalmente permitiria a exploração desses raros elementos. Entusiasmo também causou o anúncio de que novas formas de aplicar efetivamente a teoria da Física Quântica, tão estudada há mais de dois séculos, mas quase sem uso prático.

 O segundo contato dos Dathnak não deixou de causar surpresa pelo assunto discutido. Depois de contar com a ajuda da Tecnocracia para se estabelecerem em Baldarak, esses seres incorpóreos agora solicitam auxílio na colonização de Wendell II. Não vendo problemas na ação, decide-se por ajudá-los, quando for conveniente para a Tecnocracia.

 Uma descoberta surpreendente veio da lua Merope IVa, onde as ruínas de uma antiga sociedade robótica foram encontradas. Embora sem uso direto, o conhecimento que poderia ser adquirido estudando as ruínas pode auxiliar as pesquisas terranas.

 Quando o estudo sobre materiais supersólidos foi concluído pelo Departamento de Engenharia, muitos se perguntaram qual seria o foco a seguir, que logo revelou-se ser uma nova forma de armadura para as naves espaciais, formada por materiais ceramo-metais.

 Com a chegada da Strike Force Scylla em Ellor e a adição do Destróier ISS Impeccable como nave de comando da frota, a Tecnocracia Terrana considerou ser hora de cobrar a dívida de honra que a Comunalidade Unida possui por suas ações anteriores.

 Procurando ao mesmo tempo estabelecer uma fronteira permanente e enfraquecer a Comunalidade, a Diretoria decidiu que três sistemas estelares, Zowod, Thaaram e Bistramar, seriam os objetivos principais dessa guerra.

 Assim, no dia 05 de Março de 2242, a Tecnocracia Terrana declarou guerra à Comunalidade Unida Rak’Thalak’Nak.

 No dia seguinte à declaração, a Strike Force Scylla partiu de Ellor para Zowod e, ao mesmo tempo, a ISS Creidhne deixou Stan Stela para construir uma Base Estelar em Wymos.

 Avançando sobre a Base Estelar da Comunalidade em Zowod, a Almirante Matshediso Iwu utilizou-se da rápida velocidade das corvetas terranas para cercar e dificultar o contra-ataque, resultando em uma vitória rápida e com danos aceitáveis a poucas naves terranas.

 Aguardando apenas a reorganização da frota, a Almirante logo ordenou o avanço rumo ao sistema Thaaram, esperando avançar o máximo antes da chegada das naves inimigas.

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31 capítulos depois: finalmente! Hahahahaha
Pra cima deles!

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Até que enfim!!!
Finalmente treta! :clap:t2::clap:t2::clap:t2:

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As tretas só começaram…

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Capítulo XXXII
Diário de Guerra

Baseado no Diário de Bordo da Almirante Matshediso Iwu, acerca da Guerra Terrano-Rak’Thalak’Nak

 Deixando Zowod, a Strike Force Scylla seguiu para Thaaram, entrando em combate com a base estelar do sistema no início de Setembro. A eficácia evasiva das Corvetas mostrou-se superior, embora alguns danos fossem sofridos.

 Em Dezembro a frota terrana chegou a Bistramar, conseguindo tomar a estação local sem imprevistos, exceto danos consideráveis à armadura do Destróier ISS Impeccable. Nesse ponto a rota foi alterada, procurando avançar em direção aos planetas habitados pela Comunalidade.

 Najaga é o próximo alvo da frota terrana. Novamente a base estelar é desabilitada, porém várias naves começam a apresentar danos moderados à armadura embora, no geral, os escudos consigam absorver a maior parte dos ataques e os cascos ainda estejam intactos. A Almirante chega a cogitar o retorno ao estaleiro espacial para reparos, mas no fim considera que isso possibilitaria o contra-ataque Rak’Thalak’Nak devido ao tempo que seria dispendido.

 O sistema Salluria é tomado, ainda sem sinal da frota inimiga. Três naves com pequenas rupturas no casco, parte da tripulação é realocada às outras naves para minimizar possíveis baixas.

 A própria Almirante é ferida em uma explosão na ponte da ISS Impeccable, mas a batalha pelo sistema Pavagh é vencida sem maiores contratempos. Apesar disso, após receber os primeiros socorros a Almirante decide continuar o avanço e descobrir a posição da frota inimiga.

 A Strike Force Scylla sofre a primeira baixa em Uthan, quando o casco de uma Corveta foi rompido e isso causou uma sobrecarga nos motores. Apesar disso, a aproximação ao núcleo dos planetas inimigos traz novo ânimo à frota.

 Em Belvares Maelstrom, finalmente a frota terrana encontra a frota inimiga. Mesmo com superioridade numérica, o apoio da base estelar torna o combate mais acirrado. Ao analisar as corvetas inimigas, a Almirante percebe uso massivo de armas de defesa de ponto, tornando os mísseis da Classe-Lithe ineficazes, enquanto os canhões de bobinas devem prover uma vantagem importante.

 Apesar dos vários danos sofridos, a alta efetividade do armamento da frota contra os escudos inimigos aliada à taxa de evasão das Corvetas causou a destruição de 4 naves inimigas e a fuga emergencial do restante, deixando a base estelar à nossa mercê.

 Adentrando cada vez mais em território inimigo, a Strike Force Scylla encontra uma corveta inimiga protegendo a base estelar de Saidainope. Apesar da perda de mais uma nave, devido ao contínuo desgaste sem reparos, a nave inimiga foi destruída e a base estelar tomada.

 Mesmo perdendo mais uma nave no combate com a estação espacial do sistema Zirq, o avanço da Tecnocracia continua constante.

 Com a tomada de Zirq, último sistema antes da frota terrana chegar ao núcleo habitado da Comunalidade Unida, um ultimato é enviado antes do ataque. Sentindo que, mesmo com várias naves avariadas, não conseguiria conter a Strike Force Scylla, o inimigo aceita a paz, cedendo os sistemas de Zowod, Thaaram e Bistramar à Tecnocracia Terrana e, assim, encerrando a guerra após pouco mais de três anos de conflitos.

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O jogo está bem mais bonito que da última vez que joguei. As DLCs acrescentaram bastante pelo visto. E achei que duraria mais essa guerra aí, tsc…

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Imagens muito bonitas mesmo. Me pareceu fácil essa guerra.

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@Lord_Victor @Richardlh
Acho q a resolução ajuda um pouco, pq no monitor antigo era bem menos “exuberante” as texturas… :man_shrugging:
Até q foi de boa mesmo, lembrando q eu tava acima da capacidade naval. E… Bem… Acho q meus vizinhos não gostaram mto da minha belicosidade… Já não iam mto com a minha cara antes :sweat_smile:

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Não que vizinhos importem muito… Xenofobia espacial é o que há. :crossed_swords:

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Capítulo XXXIII
Durante a Guerra

 Enquanto a Guerra Terrano-Rak’Thalak’Nak se desenrolava, o restante da Tecnocracia não deixou de receber atenção, com muitas descobertas surpreendentes e avanços em vários âmbitos da sociedade.

Descobertas

 A LSS Drifting Leaf descobriu depósitos significativos de água congelada em Turim I, tornando o planeta um candidato futuro para Terraformação.

 A ISS Astute descobriu que a superfície de Wistral II está em constante movimento tectônico, e a capitã Sally Charlesworth colocou em prática um arriscado projeto para estabilizar o planeta. Felizmente, a aposta mostrou-se um sucesso, abrindo a possibilidade de o planeta ser colonizado no futuro.

 A ISS Wanderer concluiu o transporte dos “colonos” Dathnak para Wendell II, agora chamado de Nova Baldarak.

 Em Ekoecromia V, a ISS Wayfarer descobriu um entreposto de pesquisa terrano – ou assim se acredita, apesar de não haver nenhum registro sequer sobre o planeta, quanto menos uma missão de pesquisa para ele.

 Nessa estação de pesquisa, uma solitária terrana (que passou a ser chamada de Exilada, porque ela disse que o era, sem fornecer maiores detalhes) foi encontrada. Novamente, nenhum registro dessa cientista foi encontrado em qualquer banco de dados da Tecnocracia. O que não deixa de ser muito suspeito. Caso seja verdade, por que todos os registros sobre o planeta, a estação ou sua responsável foram apagados? Por que ela foi exilada? Se não for verdade, como ela pode ter tanto conhecimento sobre a Terra?

 Seguindo a máxima de manter os inimigos sempre próximos, o Diretor-Geral decidiu dar uma “nova” oportunidade a essa cientista, esperando descobrir mais sobre sua verdadeira origem no futuro.

 Ainda no sistema Ekoecromia, uma nave alienígena foi encontrada à deriva em meio ao campo de asteróides. Depois de rebocada, a exploração de seu interior revelou apenas um tripulante, assassinado há muitos anos. Com tecnologia de propulsão muito superior à terrana, a nave acabou sendo convertida em uma nova Nave Científica, e seu comando dado à Exilada recentemente encontrada, curiosamente no mesmo sistema.

 Com grande conhecimento em Arqueologia, a Exilada recebeu a missão de explorar os sítios arqueológicos descobertos pela Tecnocracia Terrana.

 Um objeto em grande velocidade foi descoberto próximo ao asteróide 234-59-C, também no sistema Ekoecromia. Após forçar pequenos asteróides a se chocarem com o objeto, ele pode ser investigado, revelando-se ser uma espécie de caixa alienígena lacrada, que foi enviada à Terra para estudos posteriores.

 Na Terra, a caixa alienígena foi aberta, revelando três frascos cheios do que revelou-se ser soluções de modificação genética.

 Antes que as soluções se deteriorassem, decidiu-se aplicar uma delas, de cor verde, em voluntários. As “cobaias” logo deram sinais de que se tornaram mais Bioadaptáveis, resistindo melhor a condições climáticas adversas. Sem constatar efeitos colaterais, a Diretoria decidiu aplicar a solução em todos os terranos.

Colonização e Construções

 Além de novas bases estelares, a Tecnocracia estabeleceu um posto de observação em Deomia I, e iniciou o processo de iluminismo tecnológico com o povo nativo desse planeta, da mesma forma que foi realizado com os Lavis.

 Conhecidos como Photecianos, a espécie desse planeta se encontra no equivalente à nossa Idade Média, sendo mamíferos que lembram um pouco os bovinos de nosso planeta natal.

 Será um longo processo, ainda mais demorado que com os Lavis, mas espera-se que logo os Photecianos possam atingir o estágio espacial e fazer parte da comunidade terrana.

 A nova colônia de Higashik-Ata Prime terminou de ser organizada, e logo o influxo de imigrantes e o crescimento populacional obrigou que novas construções fossem realizadas, não apenas no planeta, mas em todos os demais da Tecnocracia.

 Distritos Geradores foram erigidos em Wendel Prime, Durabbius Prime e Higashik-Ata Prime, enquanto Distritos Agrícolas foram construídos em Erdosca Prime e Distritos Urbanos na Terra, além de Indústrias Civis em Esmyke Prime.

 Com a ampliação da Base Estelar de Wymos para um Porto Estelar, logo novos módulos começaram a ser adicionados, um Estaleiro, um Hub Comercial (devido à proximidade de planetas colonizáveis) e um Silo de Recursos.

Anomalias

 Muitas Anomalias foram encontradas nos sistemas explorados nos últimos anos, demonstrando que as maravilhas do universo nunca cansam de surpreender.

 A gravação da chuva púrpura de Lyrum IV pela LSS Seeking Leaf chegou, de alguma forma, à Terra, e sua hipnotizante visão inspirou muitos artistas terranos.

 A LSS Drifting Leaf gravou as reações da atmosfera de Turim IV quando atingida pelos raios gama de sua estrela. O resultado são espantosas explosões coloridas que, após vistas pela comunidade científica, causaram uma onda de inspiração sobre as maravilhas do universo.

 A exploração do sistema Turim tornou-o um dos principais alvos da Tecnocracia para os próximos anos, devido à existência surpreendente de três planetas capazes de suportar vida. Embora já não sejam novidade, nunca se observou tantos planetas em um único sistema.

 A ISS Pathfinder descobriu que o núcleo inesperadamente denso do planeta gasoso Trimus IX possui relação com os Portões-L, sendo parte de um antigo complexo médico, cujos gases raros lentamente transformaram o planetoide em um gigante gasoso.

 Também em Trimus, no planeta Trimus VIII, enormes cristais metálicos formados por nanites desativados foram descobertos. Sua estrutura e modo de replicação correspondem ao verificado nos Portões-L, e seu estudo trouxe conhecimentos consideráveis à comunidade científica.

 Um enorme cemitério de gigantescas espaçonaves foi descoberto em Acubens IIIc. Embora seja totalmente impossível consertar alguma, suas carcaças podem ser desmontadas e suas ligas metálicas utilizadas pela Tecnocracia.

 Na Terra, os cientistas, ao analisar o relatório sobre o planeta, notaram um padrão que passou despercebido pela ISS Astuto, ligando esse cemitério de naves aos Portões-L.

 Um antigo posto de observação abandonado foi descoberto em Samnivik I. Apesar de todos os dados do posto terem sido apagados, a exploração do planeta descobriu que uma antiga raça de plantas psiônicas que, depois de receber uma visita dos “Porteiros”, acabou por sucumbir pelo medo de uma ameaça conhecida apenas como “Tempestade Cinzenta”.

 Uma cápsula alienígena repleta de jóias foi encontrada na órbita de Acubens V. Porque ou por quem, é algo que a tripulação da ISS Astute não conseguiu descobrir.

 Em Ascella B IIIa foi encontrado o corpo mumificado de uma espécie desconhecida, em órbita ao redor da lua. Suas vestimentas sugerem ter sido um piloto que ejetou em combate há muitos anos.

Pesquisa

 A conclusão da pesquisa sobre Materiais Ceramo-Metais levou à criação de uma armadura ainda mais resistente que as atuais, que poderá fornecer proteção extra às nossas naves. Após seu anúncio, o Departamento de Engenharia começou a trabalhar em Engenharia Modular, buscando formas de baratear o custo de construção de bases estelares.

 O Departamento de Sociedade conclui a criação a Doutrina de Apoio à Frota, como forma de fornecer um maior apoio às naves da Tecnocracia, aumentando assim nossa capacidade naval. Com vistas a facilitar a colonização de outros planetas, um protótipo de Filtro Atmosférico tornou-se o foco do Departamento para os próximos anos.

Diplomacia

 Sem maiores detalhes, talvez “incomodados” pela guerra Terrano-Rak’Thalak’Nak, a Autoridade Cevanti decidiu que somos seus rivais. Algo inexplicável, dadas as tentativas terranas de nos aproximarmos desse povo. Em retribuição, o Diretor-Geral também acabou por declará-los rivais da Tecnocracia, para deixar claro que não seremos ameaçados por ninguém.

 Também surpreendente foi a quebra, Pelo Regime Tumbator, de nosso Pacto de Não-Agressão, sem explicar os motivos para essa ação.

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