[ST] Contos do Espaço Profundo

Guerra, saudades do que a gente ainda não viveu…

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Eu confesso, dei reload 2x pra sair esse, não ia gastar 200 de influência pra isso… E, já q vcs querem treta, essa rivalização caiu do céu :face_with_hand_over_mouth:

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo XXIX
Novo Comando, Novas Políticas

Extraído do hololivro Uma Breve História do Século XXIII, de Giuseppe Marconi

 A eleição de Neeraj Chandram foi esperada como uma mudança na postura da Tecnocracia Terrana em sua epopeia espacial. E isso de fato ocorreu.

 Começou quando, após retirar-se de uma possível reeleição, Pietro Giordano acabou convencido a desistir da aposentadoria, e assumiu o comando da LSS Drifting Leaf, antiga nave científica do novo Diretor-Geral. Pesaram para tal o vasto conhecimento, ainda que indireto, que Giordano possuía acerca das Anomalias estelares, após anos revisando as descobertas de seus pares.

 Outras mudanças esperadas, mas que ainda assim surpreenderam parte da população, foram mudanças nas Políticas Terranas, com destaque para a ampliação da oferta de comida à população e a militarização da economia, focando, assim, em uma maior crescimento populacional e maior produção de Ligas Metálicas, imprescindíveis para a expansão das fronteiras e das frotas terranas.

 Como parte de estabelecer rapidamente fronteiras com as demais espécies alienígenas contactadas, o novo Diretor-Geral encomendou, de imediato, duas novas Naves de Construção aos estaleiros espaciais Sol e Bregglar, para trabalharem exclusivamente na construção de Bases Estelares nessa região.

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 E, como complemento de suas primeiras ordens como Diretor-Geral, Neeraj Chandram iniciou programas de encorajamento de crescimento da população em todos os planetas sob o estandarte terrano (nessa altura, Terra, Wendel Prime, Erdosca Prime, Durabbius Prime, Bregglar III, Dimm Prime e Esmyke Prime), com incentivos para que as famílias tivessem mais filhos.

 Entretanto, toda a Tecnocracia foi surpreendida quando, ainda nos primeiros dias do novo governo, a Comunalidade Unida construiu uma Base Estelar em Zowod, sistema onde havia sido descoberto um sítio arqueológico, clamando o sistema para si. Isso desagradou ainda mais o governo e a população, pois obrigaria as naves terranas a utilizarem mais saltos de Hiperestrada para alcançarem aquela região da galáxia, considerada essencial para conter o rápido avanço da Comunalidade.

 Assim, apara evitar que a Comunalidade avançasse ainda mais nessa região, as novas naves de construção ISS Beast e ISS Creidhne logo partiram clamar os sistemas Ellor e Etan Stela.

 Enquanto isso, a ISS Pathfinder prosseguia com as explorações, conseguindo capturar um espécime do perigoso predador tassargoid, solicitação do Museu de Xenobiologia, ao custo da vida de três tripulantes.

 Poucos dias depois, mais uma descoberta impressionou os terranos: uma grande nave à deriva no sistema Merope. Ao investigar a nave, a tripulação da ISS Wanderer descobriu que não estava abandonada, mas que seus tripulantes estavam sob uma espécie de animação suspensa causada por um parasita cerebral. Ao eliminar os parasitas e trazer os tripulantes de volta à realidade, outra grande surpresa.

 A nave pertencia a uma grande República Teocrática, cujas fronteiras não distavam muito do local do incidente. Entretanto, essa nova espécie alienígena, chamada de Governo Lahtrepiano, não demonstrou a menor boa vontade para com a Tecnocracia, aparentemente aceitando nosso contato apenas em retribuição ao salvamento da tripulação da nave abandonada. Nenhuma espécie de negociação foi possível, trazendo mais tensão ao incipiente governo terrano.

 Além desses acontecimentos, o único destaque nesses primeiros meses foi a construção de um novo Distrito Agrícola em Dimm Prime, para compensar o maior consumo alimentício das novas políticas e editos do Diretor-Geral Neeraj Chandram.

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Tá prometendo grandes tretas. Quero vê-las logo que possível.

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Essa treta está vindo de ré numa tartaruga galática.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo XXX
Preparativos

Extraído do hololivro Uma Breve História do Século XXIII, de Giuseppe Marconi

 O encontro de uma gigantesca cratera em Lyrum I levantou a hipótese que ela foi causada pelo impacto de uma nave estelar que deixou uma Hiperestrada sem desacelerar. Se foi um acidente ou algo planejado, é impossível saber.

 Foi em Julho de 2240 que uma descoberta abalou a Tecnocracia: a IIS Drifting Leaf encontrou, no sistema Wymos, um planeta classe Gaia. Ou seja, um planeta como a Terra, mas com o clima perfeitamente balanceado e abundância vegetal e mineral. Um verdadeiro paraíso.

 O grande problema é que esse sistema se localiza na fronteira com a Comunalidade Unida, passível de ser ocupado a qualquer momento.

 A reação terrana foi imediata, exigindo que o governo não permitisse isso.

 Como resposta, a Tecnocracia iniciou o sistema de Rede de Courier, criando uma frota de pequenas naves para realizar entregas especiais entre os planetas, tornando mais seguro o transporte de membros do governo ou de mensagens importantes.

 Conjuntamente, em um anúncio especial, o Diretor-Geral Neeraj Chandram anunciou uma importante mudança na política terrana com relação ao espaço. Clamando que “assim como a Terra foi unificada, também o espaço deve ser, sob um Domínio Interestelar que traga paz e harmonia ao caos reinante”. Uma clara referência ao nosso passado Militarista e uma alusão ao futuro da Tecnocracia Terrana.

 Quando o Departamento de Sociedade anunciou que concluiu os parâmetros para Terraformar outros planetas e torná-los mais adaptáveis à colonização terrana, muitos comemoraram. Mesmo sabendo que isso seria um processo longo e custoso, a expectativa de tornar planetas inabitáveis em locais como a Terra reacendeu o espírito explorador de todos.

 E, quando anunciou que trabalhariam em novas formas de permitir maior integração entre nossas frotas militares, em resposta às recentes políticas adotadas, houve alguns protestos, logo abafados pelas lembranças dos sombrios acontecimentos recentes.

 O ano chegava próximo do fim quando iniciaram as construções de mais um Distrito Agrícola e de um novo Distrito Urbano, em Esmyke Prime e Durabbius Prime, respectivamente. Mas não terminaria antes que a LSS Seeking Leaf descobrisse um mural alienígena em Lyrum X que, após uma tradução parcial, revelou conhecimentos tecnológicos de uma antiga civilização há muito extinta.

 Pouco tempo depois, a ISS Wayfarer descobriu o resultado de dois asteróides no sistema Imulgaron, que causou uma grande concentração de metais, facilmente mineráveis.

 Esperado, embora ainda assim surpreendente. Foi assim que foi descrito o início da construção do primeiro Destróier Classe-Sabre da Tecnocracia, um enorme avanço para nosso poderio militar e uma clara sinalização da nova postura da Tecnocracia.

 Um grande acampamento militar foi descoberto em Cursa I, indicando, segundo a Capitã Sally Charlesworth, uma civilização com conhecimentos de táticas militares bem semelhante aos dos terranos.

 Ainda no sistema Imulgaron, a ISS Wayfarer também encontrou um asteróide que, na realidade, não era um asteróide, mas sim restos compactados de lixo espacial de alguma civilização antiga. Embora atualmente não passe de lixo, ainda podem ser refinados em novas Ligas Metálicas para uso da Tecnocracia.

 Era o mês de Março quando a Frota Terrana se moveu. Unificada em uma única força espacial sob comando da Almirante Matshediso Iwu, a Strike Force Scylla deixou o sistema Sol rumo à nova fronteira terrana, o sistema Ellor.

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E nem é aquela tartaruga de Discworld.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo XXXI
Guerra

Extraído do hololivro Uma Breve História do Século XXIII, de Giuseppe Marconi

 A descoberta dos Photecianos, uma civilização no equivalente à nossa Idade Média, no planeta Deomia I colocou mais pressão no governo de Neeraj Chandram, pois a qualquer momento a Comunalidade Unidade poderia expandir para esse sistema. Proteger essa civilização se tornou prioridade para a Tecnocracia

 Um buraco de minhoca estável foi encontrado no sistema Fedeema, embora ainda seja desconhecido seu destino.

 Enormes extratores de energia geotérmica foram descobertos em Cursa Ia. Embora praticamente inoperantes, estudar sua construção pode vir a ser muito útil no futuro.

 O anúncio do Departamento de Física da estabilização das Partículas Voláteis foi recebido com entusiasmo, pois finalmente permitiria a exploração desses raros elementos. Entusiasmo também causou o anúncio de que novas formas de aplicar efetivamente a teoria da Física Quântica, tão estudada há mais de dois séculos, mas quase sem uso prático.

 O segundo contato dos Dathnak não deixou de causar surpresa pelo assunto discutido. Depois de contar com a ajuda da Tecnocracia para se estabelecerem em Baldarak, esses seres incorpóreos agora solicitam auxílio na colonização de Wendell II. Não vendo problemas na ação, decide-se por ajudá-los, quando for conveniente para a Tecnocracia.

 Uma descoberta surpreendente veio da lua Merope IVa, onde as ruínas de uma antiga sociedade robótica foram encontradas. Embora sem uso direto, o conhecimento que poderia ser adquirido estudando as ruínas pode auxiliar as pesquisas terranas.

 Quando o estudo sobre materiais supersólidos foi concluído pelo Departamento de Engenharia, muitos se perguntaram qual seria o foco a seguir, que logo revelou-se ser uma nova forma de armadura para as naves espaciais, formada por materiais ceramo-metais.

 Com a chegada da Strike Force Scylla em Ellor e a adição do Destróier ISS Impeccable como nave de comando da frota, a Tecnocracia Terrana considerou ser hora de cobrar a dívida de honra que a Comunalidade Unida possui por suas ações anteriores.

 Procurando ao mesmo tempo estabelecer uma fronteira permanente e enfraquecer a Comunalidade, a Diretoria decidiu que três sistemas estelares, Zowod, Thaaram e Bistramar, seriam os objetivos principais dessa guerra.

 Assim, no dia 05 de Março de 2242, a Tecnocracia Terrana declarou guerra à Comunalidade Unida Rak’Thalak’Nak.

 No dia seguinte à declaração, a Strike Force Scylla partiu de Ellor para Zowod e, ao mesmo tempo, a ISS Creidhne deixou Stan Stela para construir uma Base Estelar em Wymos.

 Avançando sobre a Base Estelar da Comunalidade em Zowod, a Almirante Matshediso Iwu utilizou-se da rápida velocidade das corvetas terranas para cercar e dificultar o contra-ataque, resultando em uma vitória rápida e com danos aceitáveis a poucas naves terranas.

 Aguardando apenas a reorganização da frota, a Almirante logo ordenou o avanço rumo ao sistema Thaaram, esperando avançar o máximo antes da chegada das naves inimigas.

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31 capítulos depois: finalmente! Hahahahaha
Pra cima deles!

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Até que enfim!!!
Finalmente treta! :clap:t2::clap:t2::clap:t2:

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As tretas só começaram…

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo XXXII
Diário de Guerra

Baseado no Diário de Bordo da Almirante Matshediso Iwu, acerca da Guerra Terrano-Rak’Thalak’Nak

 Deixando Zowod, a Strike Force Scylla seguiu para Thaaram, entrando em combate com a base estelar do sistema no início de Setembro. A eficácia evasiva das Corvetas mostrou-se superior, embora alguns danos fossem sofridos.

 Em Dezembro a frota terrana chegou a Bistramar, conseguindo tomar a estação local sem imprevistos, exceto danos consideráveis à armadura do Destróier ISS Impeccable. Nesse ponto a rota foi alterada, procurando avançar em direção aos planetas habitados pela Comunalidade.

 Najaga é o próximo alvo da frota terrana. Novamente a base estelar é desabilitada, porém várias naves começam a apresentar danos moderados à armadura embora, no geral, os escudos consigam absorver a maior parte dos ataques e os cascos ainda estejam intactos. A Almirante chega a cogitar o retorno ao estaleiro espacial para reparos, mas no fim considera que isso possibilitaria o contra-ataque Rak’Thalak’Nak devido ao tempo que seria dispendido.

 O sistema Salluria é tomado, ainda sem sinal da frota inimiga. Três naves com pequenas rupturas no casco, parte da tripulação é realocada às outras naves para minimizar possíveis baixas.

 A própria Almirante é ferida em uma explosão na ponte da ISS Impeccable, mas a batalha pelo sistema Pavagh é vencida sem maiores contratempos. Apesar disso, após receber os primeiros socorros a Almirante decide continuar o avanço e descobrir a posição da frota inimiga.

 A Strike Force Scylla sofre a primeira baixa em Uthan, quando o casco de uma Corveta foi rompido e isso causou uma sobrecarga nos motores. Apesar disso, a aproximação ao núcleo dos planetas inimigos traz novo ânimo à frota.

 Em Belvares Maelstrom, finalmente a frota terrana encontra a frota inimiga. Mesmo com superioridade numérica, o apoio da base estelar torna o combate mais acirrado. Ao analisar as corvetas inimigas, a Almirante percebe uso massivo de armas de defesa de ponto, tornando os mísseis da Classe-Lithe ineficazes, enquanto os canhões de bobinas devem prover uma vantagem importante.

 Apesar dos vários danos sofridos, a alta efetividade do armamento da frota contra os escudos inimigos aliada à taxa de evasão das Corvetas causou a destruição de 4 naves inimigas e a fuga emergencial do restante, deixando a base estelar à nossa mercê.

 Adentrando cada vez mais em território inimigo, a Strike Force Scylla encontra uma corveta inimiga protegendo a base estelar de Saidainope. Apesar da perda de mais uma nave, devido ao contínuo desgaste sem reparos, a nave inimiga foi destruída e a base estelar tomada.

 Mesmo perdendo mais uma nave no combate com a estação espacial do sistema Zirq, o avanço da Tecnocracia continua constante.

 Com a tomada de Zirq, último sistema antes da frota terrana chegar ao núcleo habitado da Comunalidade Unida, um ultimato é enviado antes do ataque. Sentindo que, mesmo com várias naves avariadas, não conseguiria conter a Strike Force Scylla, o inimigo aceita a paz, cedendo os sistemas de Zowod, Thaaram e Bistramar à Tecnocracia Terrana e, assim, encerrando a guerra após pouco mais de três anos de conflitos.

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O jogo está bem mais bonito que da última vez que joguei. As DLCs acrescentaram bastante pelo visto. E achei que duraria mais essa guerra aí, tsc…

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Imagens muito bonitas mesmo. Me pareceu fácil essa guerra.

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@Lord_Victor @Richardlh
Acho q a resolução ajuda um pouco, pq no monitor antigo era bem menos “exuberante” as texturas… :man_shrugging:
Até q foi de boa mesmo, lembrando q eu tava acima da capacidade naval. E… Bem… Acho q meus vizinhos não gostaram mto da minha belicosidade… Já não iam mto com a minha cara antes :sweat_smile:

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Não que vizinhos importem muito… Xenofobia espacial é o que há. :crossed_swords:

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo XXXIII
Durante a Guerra

 Enquanto a Guerra Terrano-Rak’Thalak’Nak se desenrolava, o restante da Tecnocracia não deixou de receber atenção, com muitas descobertas surpreendentes e avanços em vários âmbitos da sociedade.

Descobertas

 A LSS Drifting Leaf descobriu depósitos significativos de água congelada em Turim I, tornando o planeta um candidato futuro para Terraformação.

 A ISS Astute descobriu que a superfície de Wistral II está em constante movimento tectônico, e a capitã Sally Charlesworth colocou em prática um arriscado projeto para estabilizar o planeta. Felizmente, a aposta mostrou-se um sucesso, abrindo a possibilidade de o planeta ser colonizado no futuro.

 A ISS Wanderer concluiu o transporte dos “colonos” Dathnak para Wendell II, agora chamado de Nova Baldarak.

 Em Ekoecromia V, a ISS Wayfarer descobriu um entreposto de pesquisa terrano – ou assim se acredita, apesar de não haver nenhum registro sequer sobre o planeta, quanto menos uma missão de pesquisa para ele.

 Nessa estação de pesquisa, uma solitária terrana (que passou a ser chamada de Exilada, porque ela disse que o era, sem fornecer maiores detalhes) foi encontrada. Novamente, nenhum registro dessa cientista foi encontrado em qualquer banco de dados da Tecnocracia. O que não deixa de ser muito suspeito. Caso seja verdade, por que todos os registros sobre o planeta, a estação ou sua responsável foram apagados? Por que ela foi exilada? Se não for verdade, como ela pode ter tanto conhecimento sobre a Terra?

 Seguindo a máxima de manter os inimigos sempre próximos, o Diretor-Geral decidiu dar uma “nova” oportunidade a essa cientista, esperando descobrir mais sobre sua verdadeira origem no futuro.

 Ainda no sistema Ekoecromia, uma nave alienígena foi encontrada à deriva em meio ao campo de asteróides. Depois de rebocada, a exploração de seu interior revelou apenas um tripulante, assassinado há muitos anos. Com tecnologia de propulsão muito superior à terrana, a nave acabou sendo convertida em uma nova Nave Científica, e seu comando dado à Exilada recentemente encontrada, curiosamente no mesmo sistema.

 Com grande conhecimento em Arqueologia, a Exilada recebeu a missão de explorar os sítios arqueológicos descobertos pela Tecnocracia Terrana.

 Um objeto em grande velocidade foi descoberto próximo ao asteróide 234-59-C, também no sistema Ekoecromia. Após forçar pequenos asteróides a se chocarem com o objeto, ele pode ser investigado, revelando-se ser uma espécie de caixa alienígena lacrada, que foi enviada à Terra para estudos posteriores.

 Na Terra, a caixa alienígena foi aberta, revelando três frascos cheios do que revelou-se ser soluções de modificação genética.

 Antes que as soluções se deteriorassem, decidiu-se aplicar uma delas, de cor verde, em voluntários. As “cobaias” logo deram sinais de que se tornaram mais Bioadaptáveis, resistindo melhor a condições climáticas adversas. Sem constatar efeitos colaterais, a Diretoria decidiu aplicar a solução em todos os terranos.

Colonização e Construções

 Além de novas bases estelares, a Tecnocracia estabeleceu um posto de observação em Deomia I, e iniciou o processo de iluminismo tecnológico com o povo nativo desse planeta, da mesma forma que foi realizado com os Lavis.

 Conhecidos como Photecianos, a espécie desse planeta se encontra no equivalente à nossa Idade Média, sendo mamíferos que lembram um pouco os bovinos de nosso planeta natal.

 Será um longo processo, ainda mais demorado que com os Lavis, mas espera-se que logo os Photecianos possam atingir o estágio espacial e fazer parte da comunidade terrana.

 A nova colônia de Higashik-Ata Prime terminou de ser organizada, e logo o influxo de imigrantes e o crescimento populacional obrigou que novas construções fossem realizadas, não apenas no planeta, mas em todos os demais da Tecnocracia.

 Distritos Geradores foram erigidos em Wendel Prime, Durabbius Prime e Higashik-Ata Prime, enquanto Distritos Agrícolas foram construídos em Erdosca Prime e Distritos Urbanos na Terra, além de Indústrias Civis em Esmyke Prime.

 Com a ampliação da Base Estelar de Wymos para um Porto Estelar, logo novos módulos começaram a ser adicionados, um Estaleiro, um Hub Comercial (devido à proximidade de planetas colonizáveis) e um Silo de Recursos.

Anomalias

 Muitas Anomalias foram encontradas nos sistemas explorados nos últimos anos, demonstrando que as maravilhas do universo nunca cansam de surpreender.

 A gravação da chuva púrpura de Lyrum IV pela LSS Seeking Leaf chegou, de alguma forma, à Terra, e sua hipnotizante visão inspirou muitos artistas terranos.

 A LSS Drifting Leaf gravou as reações da atmosfera de Turim IV quando atingida pelos raios gama de sua estrela. O resultado são espantosas explosões coloridas que, após vistas pela comunidade científica, causaram uma onda de inspiração sobre as maravilhas do universo.

 A exploração do sistema Turim tornou-o um dos principais alvos da Tecnocracia para os próximos anos, devido à existência surpreendente de três planetas capazes de suportar vida. Embora já não sejam novidade, nunca se observou tantos planetas em um único sistema.

 A ISS Pathfinder descobriu que o núcleo inesperadamente denso do planeta gasoso Trimus IX possui relação com os Portões-L, sendo parte de um antigo complexo médico, cujos gases raros lentamente transformaram o planetoide em um gigante gasoso.

 Também em Trimus, no planeta Trimus VIII, enormes cristais metálicos formados por nanites desativados foram descobertos. Sua estrutura e modo de replicação correspondem ao verificado nos Portões-L, e seu estudo trouxe conhecimentos consideráveis à comunidade científica.

 Um enorme cemitério de gigantescas espaçonaves foi descoberto em Acubens IIIc. Embora seja totalmente impossível consertar alguma, suas carcaças podem ser desmontadas e suas ligas metálicas utilizadas pela Tecnocracia.

 Na Terra, os cientistas, ao analisar o relatório sobre o planeta, notaram um padrão que passou despercebido pela ISS Astuto, ligando esse cemitério de naves aos Portões-L.

 Um antigo posto de observação abandonado foi descoberto em Samnivik I. Apesar de todos os dados do posto terem sido apagados, a exploração do planeta descobriu que uma antiga raça de plantas psiônicas que, depois de receber uma visita dos “Porteiros”, acabou por sucumbir pelo medo de uma ameaça conhecida apenas como “Tempestade Cinzenta”.

 Uma cápsula alienígena repleta de jóias foi encontrada na órbita de Acubens V. Porque ou por quem, é algo que a tripulação da ISS Astute não conseguiu descobrir.

 Em Ascella B IIIa foi encontrado o corpo mumificado de uma espécie desconhecida, em órbita ao redor da lua. Suas vestimentas sugerem ter sido um piloto que ejetou em combate há muitos anos.

Pesquisa

 A conclusão da pesquisa sobre Materiais Ceramo-Metais levou à criação de uma armadura ainda mais resistente que as atuais, que poderá fornecer proteção extra às nossas naves. Após seu anúncio, o Departamento de Engenharia começou a trabalhar em Engenharia Modular, buscando formas de baratear o custo de construção de bases estelares.

 O Departamento de Sociedade conclui a criação a Doutrina de Apoio à Frota, como forma de fornecer um maior apoio às naves da Tecnocracia, aumentando assim nossa capacidade naval. Com vistas a facilitar a colonização de outros planetas, um protótipo de Filtro Atmosférico tornou-se o foco do Departamento para os próximos anos.

Diplomacia

 Sem maiores detalhes, talvez “incomodados” pela guerra Terrano-Rak’Thalak’Nak, a Autoridade Cevanti decidiu que somos seus rivais. Algo inexplicável, dadas as tentativas terranas de nos aproximarmos desse povo. Em retribuição, o Diretor-Geral também acabou por declará-los rivais da Tecnocracia, para deixar claro que não seremos ameaçados por ninguém.

 Também surpreendente foi a quebra, Pelo Regime Tumbator, de nosso Pacto de Não-Agressão, sem explicar os motivos para essa ação.

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Se serve de “consolo”, a fase de eXploração tá quase no fim, pq as fronteiras começam a se definir com meus vizinhos, então tudo deve seguir “mais rápido” logo…

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo XXXIV
2245-2250
Parte I

 Os anos entre o final da guerra e o fechamento da metade do mandato do Diretor-Geral Neeraj Chandram foram tumultuados, embora a paz prevalecesse.

Colonização

 Iniciaram-se a colonização do planeta classe Gaia Wymos III e da lua classe Oceânico Zowod B IIIa, ambos por colonos terranos.

Pesquisa

 O Departamento de Sociedade foi o que mais avançou nessa época, criando melhores Filtros Atmosféricos e novas formas de comunicação entre Bases Estelares, além de iniciar a criação de Desfolhantes Seletivos para liberar selvas demasiado densas para a ocupação terrana.

 O Departamento de Física concluiu os estudos sobre aplicações práticas da Física Quântica e iniciou trabalhos sobre formas melhoras de Escudos para nossas naves.

 O Departamento de Engenharia finalizou o projeto de construção de bases estelares utilizando Engenharia Modular, que deve baratear a expansão pelo cosmos, além de iniciar a produção de um novo modelo de Canhão Eletromagnético.

 Com a guerra, a população passou a clamar por um posicionamento mais firme do governo frente a inimigos estelares. Em suma, isso trouxe uma nova política de Supremacia Galáctica para a Tecnocracia Terrana.

Escavações

 Apesar de diversos contratempos, a equipe de escavação da Exilada em Zowod IIIa seguiu avançando.

 Primeiro, encontraram seções instáveis nas ruínas, algo contornável utilizando um pouco de perspicácia da equipe. Em seguida, em meio à mata fechada, encontraram uma entrada semienterrada por escombros de movimentações tectônicas. Apesar de trabalhoso, foi possível liberar a entrada.

 Dentro do longo túnel, encontraram um misterioso cubo coberto por inscrições. Apesar da dificuldade, foi possível solucionar a trava do cubo, utilizando complexas equações matemáticas para alinhar os padrões das faces em ordem correta.

 Com os padrões decifrados, o cubo se desfez em padrões luminosos, e os membros da equipe receberam, talvez telepaticamente, uma mensagem: “Vocês passaram no Teste. Responderemos de acordo”.

 O teste parece ser claro, resolver o cubo. Mas quem irá responder? Nenhuma pista sobre os criadores do cubo pode ser encontrada. Além da mensagem, a equipe também parece ter recebido uma certa quantidade de conhecimento sobre Xenobiologia, como e por que, talvez seja preciso aguardar pela “resposta”.

Diplomacia

 Apesar de ter quebrado há alguns anos nosso pacto de não-agressão, o Regime Tumbator veio propor novamente um… Talvez pelo fato de terem sido rivalizados pela Comunalidade Unida… De qualquer forma, foi decidido aceitar. Por enquanto.

 Os Dathnak de Baldarak entraram em contato, desejosos de compartilhar suas últimas descobertas em física teórica conosco. Qual a razão, já que, sendo incorpóreos, não têm muita utilidade para eles, mas ficamos agradecidos pelo gesto de boa vontade.

 A ISS Astute encontrou um Cargueiro naufragado na órbita de Xarmaton V, com uma grande quantidade de minerais em seus porões. A análise dos dados da nave revelou ser uma nave Cevanti.

 Apesar da animosidade entre nós, decidimos devolver a carga, eles devem precisar mais do que nós. De qualquer forma, agradeceram por nosso gesto.

 Mesmo tendo sido derrotados na guerra, a Comunalidade Unida Rak’Thalak’Nak não aprendeu a lição.

 Após terem construído uma base estelar em Crimdor, clamando um enclave dentro do território terrano, ainda tiveram a audácia de tentar nos ofender com sua lógica ilógica!

 Se não fôssemos honrados e não respeitássemos os 10 anos de cessar-fogo acordados… Mas, esperem, Rak’Thalaks… Esperem…

 Em Regulus, uma estação espacial foi encontrada pela LSS Seeking Leaf. Tentando contactá-los, descobrimos se tratar de uma… Trupe Artesã. Um conjunto de artistas de toda a galáxia reunidos em prol da criação artística. Um tanto quanto surpreendente, na verdade.

 O início da nova década apontou a necessidade de formalização do Mercado Galáctico. Embora as negociações entre diversos planetas sejam comuns há anos, os membros querem torná-lo oficial, com um hub central para melhor organizar as transações.

 Apesar de sermos relativamente pequenos em comparação com outras espécies, e isso apenas das que já travamos contato, nos candidatar a sediar esse hub pode ser interessante, mesmo que acabemos dispensados depois.

Museu de Exobiologia

 Após muitos anos de espera, a ISS Wanderer concluiu o pedido de espécimes alienígenas realizado pelo Museu de Exobiologia tantos anos atrás.

 Desde os enormes Snirans cavadores de Rurius C IIa, passando pelos pequenos Orinthi de Erdosca Prime, os peludos e rolantes Uddlorans de Yval II e os enxames comedores de minerais Zulkor de Itraben II, até os planantes bandos de Goolanthas de Scheddi III, todos os espécimes solicitados foram coletados.

 Com tantos espécimes diferentes, o Museu tornou-se um enorme complexo com mais de uma dezena de ambientes simulados, passando a receber milhares de visitantes de toda a Tecnocracia Terrana.

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Stellaris

Contos do Espaço Profundo

Capítulo XXXV
2245-2250
Parte II

Líderes

 As mortes, de causas naturais, de Marie Tremblay e Vladislav Lazarev, aos 89 e 94 anos de idade, respectivamente, entristeceu boa parte da Tecnocracia, pelos longos anos de trabalho incessante em busca de tornar nossos planetas lugares melhores.

 Para o Departamento de Engenharia foi escolhido o cientista Lavis Stalk of Grey, reconhecido no campo de Propulsão, e como Governadora Jenny Becker, famosa arquiteta destacada por novos processos de barateamento de construções.

 Outro fato foi a aposentadoria da Almirante Matshediso Iwu, por conta dos ferimentos sofridos durante a guerra. Em seu lugar assumiu o comando da Strike Force Scylla Petals of Indigo, conhecido pelo uso de formações de batalha que tiram proveito do alcance das armas nos combates.

Construções

 Uma dezena de construções nos planetas habitados pela Tecnocracia tiveram lugar nesses últimos anos, destacando novos Distritos Urbanos em Esmyke Prime e Higashik-Ata Prime, Distritos Geradores em Esmyke Prime, Distritos Agrícolas em Bregglar III, Laboratórios de Pesquisa na Terra, Indústrias Civis em Durabbius Prime e Bregglar III, a expansão dos centros governamentais para Administração Planetária em Dimm Prime e Durabbius Prime, além de Holo-Teatros em Dimm Prime.

Grande Descoberta em Xarmaton VI

 Uma grande nave na atmosfera de Xarmaton VI foi descoberta pela ISS Astute. Após uma longa série de preparações, utilizando o máximo da engenharia terrana, a nave pode ser recuperada da gravidade massiva do gigante gasoso.

 Essa nave revelou-se ser um grande Cruzador alienígena, ainda inteiramente funcional e com capacidades bélicas muito além de qualquer possibilidade com nossa atual tecnologia. Estimativas dão conta de que somente esse Cruzador deve possuir ¼ da capacidade bélica de toda a Strike Force Scylla, sendo um prêmio fabuloso pelo trabalho dispendido pela ISS Astute.

 Para comandar a nova Strike Force Dragon, Fronds of Grey, conhecido comandante conhecido por rápidas manobras e ataques rápidos e concentrados, foi promovido a Almirante e logo assumiu o comando do Cruzador, indo reunir-se com a Strike Force Scylla em Wymos.

Exploração

 Um segundo Cruzador alienígena foi descoberto pela ISS Astute em Durascadon IV, mas esse, infelizmente, não suportou a pressão do gigante gasoso e acabou destruído.

 Um fungo alienígena, externo ao planeta, foi descoberto em Durascadon III, sendo uma ameaça à já parca vida vegetal do planeta.

 Restos de uma colisão com um grande asteróide foram detectados em Durascadon VIII, e as análises revelaram que era composto quase inteiramente por minerais.

 Ao ser inspecionado pela LSS Seeking Leaf, a lua Chetrus IIa revelou ser uma construção artificial. O processo deve ter sido imenso, com o possível objetivo de diminuir a velocidade de rotação de Chetrus II, mas nenhum sinal de colonização foi descoberto no planeta.

 Em Halax Id, uma lua classe Derretida de Halax I, uma forma de vida surpreendente foi descoberta pela ISS Pathfinder. Sobrevivendo no ambiente extremamente hostil da lua, esses micro-organismos ainda são responsáveis pela produção de Gases Exóticos raramente encontrados pela galáxia.

 A LSS Drifting Leaf descobriu, no planeta Zuben III, uma nova espécie Pré-Senciente que ocupa boa parte do planeta. Embora deva levar milhares, talvez milhões, de anos até que adquiram o status de uma civilização primitiva, talvez possamos acelerar esse processo…

 A ISS Pathfinder encontrou uma curiosa cratera no asteróide L49-99, causada não apenas pela colisão de um asteróide, mas de uma nave alienígena ou algo similar.

 Nem toda descoberta é benéfica. Na lua Achernar IIIa, nas cavernas mais profundas e próximas ao núcleo, estranhos ecos foram detectados.

 Após recalibrar os sensores da nave, descobriram uma forma de vida similar ao plâncton, espalhada por enormes extensões profundas.

 Ao tentar se comunicar com a “criatura”, uma forte resposta psiônica atinge a tripulação, vítima de fortes visões que mostram a criatura nas profundezas e nossa equipe na superfície.

 Infelizmente, os relatos desse encontro não foram bem recebidos pela população terrana, que se sentiu pressionada pela forma de tratamento dispensada a outras formas de vida encontradas.

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