Submarino SSM Philippus

[tab=30]A tripulação do Submarino SSM Philippus já estavam a mais de um mês em alto mar,os suprimentos nunca estiveram mais baixos e a moral descia a cada segundo que passava,parecia que as ações do Capitão Fernando eram inúteis,pois mesmo após dias de procura não foi possível achar terra firme.
[tab=30]No momento da catástrofe,o SSM Philippus estava a patrulhar a costa perto do estreito de uruguaiana,como ordenando pelo seu comandante,mas com o terremoto o submarino ficou descontrolado por várias horas,seguindo correntes marítimas até onde somente Deus sabe,e com boa parte dos aparatos da nau quebrados,a tripulação se via perdida em alto mar sem sequer ter a ideia de onde estava.
[tab=30]Inicialmente a moral estava bastante elevada,tinha-se reunido suprimentos para cerca de 1 mês e 3 semanas,e era quase certo que a amada Gesébia seria achada em menos de 1 semana,mas a cada dia que passava esse pensamento se tornava mais distante,e agora,a tripulação se via em racionamento pesado,fraca e desmoralizada,sem ter qualquer sinal de esperança no vasto oceano em que estavam.

[tab=30]Enquanto buscavam a terra firme do Império,eis que o submarino se deparou com uma pequena ilha remota,não muito maior que 4 quarteirões,mas mesmo com seu insignificante tamanho a tripulação se extasiou,pois mesmo inabitada,essa pequena ilha apresentava alimentos e uma chance de se localizar,então o capitão ordenou que o submarino parasse perto da ilha,enquanto uma equipe de 3 homens,incluindo o capitão,ia a terra,2 homens ficaram no submarino para viajar e tentar localizar a minúscula ilha no grande mapa do mar territorial.

[tab=30]Ao anoitecer,os dois tripulantes que ficaram no navio checando o mapa estavam cada vez mais frustados,pois essa era a 10th tentativa de procurar a ilha,mas ela parecia pequena demais para aparecer em qualquer mapa que eles procuravam,checando a apenas a solução de procurar por região náutica,buscando a ilha em cada carta náutica das centenas que o submarino levava.Mas toda essa busca foi interrompida com o grupo de exploração gritando por ajuda e voltando as pressas da ilha,com a aproximação deles viu-se que o capitão estava sangrando na perna direita e tinha que apoiar nos dois tripulantes para correr.
[tab=30]Após a intensa corrida,os três conseguiram chegar ao submarino,mas apenas trazendo algumas frutas,eles estavam muito cansados para falar,e o capitão precisava de tratamento imediatamente,então a tripulação voltou para dentro,alternando os dois que ficaram na vigia,esperando ansiosamente o amanhecer para entender o que aconteceu na ilha.

[tab=30]Com os alimentos mais escassos e o ataque misterioso,a tensão no submarino aumentou a medida que a moral decaía,a noite foi longa para os dois marinheiros que ficaram alternando na vigia,onde cada pequeno barulho,como uma mini-onda batendo no casco do submarino já era o suficiente para alertar e assustar os jovens,que estavam aterrorizados pela forma que os seus companheiros se encontravam,pálidos e cansados.
[tab=30]Com o amanhecer,o primeiro a acordar foi o oficial Ricardo,que estava no grupo de exploração.Após um pequeno café da manha,algumas frutas e água,ele contou para o resto do grupo o que ocorreu na ilha:
-Estávamos andando pela praia,mas não parecia haver nenhum coco ou qualquer outra comida,então decidimos entrar dentro na floresta que guarda a ilha,e após alguns metros de caminhada achamos um pequeno riacho,e perto dele alguns arbustos que carregavam algumas frutinhas,e após checar se era venenoso,começamos a recolhe-las,mas não passou cinco minutos que ouvimos algum barulho perto do riacho,e depois eu só vi uma sombra de algo pulando em nossa direção e arranhando a perna do capitão,aí depois disso saímos correndo para o navio,mas aquele animal não parecia com nada que eu já tenha ouvido falar,ele era grande como um urso,tinha dentes parecendo mais uma navalha e suas pressas eram iguais a aquelas facas para cortar boi…
[tab=30]Com a história,o clima piorou ainda mais,pois mais cedo ou mais tarde seria necessário voltar a ilha para procurar mantimentos,mas o que mais aguarda nessa misteriosa ilha?Se esse estranho animal tiver parentes,ou se pior,se ele não for o predador máximo,mas sim uma presa para outros maiores?A cada questionamento,a ideia de voltar a ilha ficava mais sombria,mas quanto tempo a tripulação conseguiria sobreviver sem os alimentos da mesma?Uma coisa era certa,quanto mais eles esperavam,menos tempo eles tinham,e com o capitão ferido,a situação se agravava cada vez mais.

[tab=30]Após dois dias procurando a maldita ilha nas cartas naúticas,a tripulação já estava com quase nenhum alimento,e em uma última reunião foi decidido que outro grupo de três voltaria a ilha,agora mais atentos,enquanto o cartográfo continua a incansável busca pela ilha enquanto vigiava o capitão,pois o mesmo teve várias quedas de pressão nas últimas horas.
[tab=30]Assim,os três aventureiros remaram com o frágil bote salva-vidas até a praia,mais especificamente às 10:00 da manhã,onde eles esperavam que o predador estivesse dormindo.Chegando na praia,os dois soldados Arthur e Carlos vigiavam,o oficial Ricardo prendia o bote em uma árvore,para evitar que a maré,caso subisse,levasse o mesmo para o alto mar.Logo,com o término da ação,eles se aventuraram na ilha,indo novamente para o lugar onde estava a única fonte de água que conheciam,pois não havia tempo para explorar outras partes e arriscar não achar alimento.
[tab=30]Quando chegaram ao pequeno lago,Arthur começou a recolher água enquanto Carlos e Ricardo vigiavam,e logo depois eles começaram a colher algumas frutas que havia por perto,mas a ação foi brutamente interrompida quando um barulho foi ouvido no bosque,que parecia ficar a cada segundo cada vez mais alto.

[tab=30][font=Century Gothic]Repentinamente,um coelho pula fora do arbusto,assustando a todos,ele encara a tripulação confuso,mas mal conseguiu mexer a cabeça um tiro foi disparado,bem no peito do pequeno animal,o derrubando quase que instantaneamente.Rapidamente Arthur e Carlos viram para seu oficial,que resmungava baixa enquanto pegava o coelho e prendia em seu cinto com intuito de usar de alimento mais tarde.
[tab=30]O pequeno grupo,após o irônico incidente,poê-se de volta ao rumo original,buscando mais alimentos,e com o por-do sol,voltar ao submarino.Alguns minutos depois eles finalmente chegaram na praia,onde foram surpreendidos pelo fato do bote não estar no mesmo lugar,e nem o submarino,mas logo eles perceberam que o problema não era esse,mas sim que essa era a praia errada.Após uma pequena discussão entre o grupo,e decido seguir a praia na esperança de encontrar o caminho de volta para a segurança,mas após 30 minutos de caminhada sem sinal algum da nau,o desespero começou a se instalar no grupo,e com mais 10 minutos,o sol finalmente se pós,deixando o grupo na escuridão sem abrigo algum.

Enquanto isso,no submarino…

[tab=30]O cartógrafo Eduardo estava a verificar pela 7th a mesma carta náutica,certo de que esquecera de algum detalhe ou qualquer coisa que pudesse ajudar a tripulação,mas novamente seus planos foram frustados quando ele percebeu que nada havia sido esquecido,assim ele começa a esmurrar a mesa quando o capitão o chama urgentemente.O capitão,que estava no convés,percebeu que o grupo de exploração estava tardando demais para voltar,e depois de esperar mais alguns minutos ele decide ir a terra firme procurar por seus soldados,chamando assim Eduardo para ir junto com ele,que se mostrava relutante sobre isso,mas não via outra escolha.Então assim os dois se armaram e utilizaram o bote reserva para chegar até a praia e procurar por seus colegas.[/font]

[tab=30]A noite já havia caído,a tripulação estava desesperada e assustada com os acontecimentos,cada barulho vindo da gigante floresta que compõe a ilha é o suficiente para amedrontar até o mais corajoso dos marujos,que caminhavam tortamente pela praia,tentando chegar de uma vez por todas até a segurança e tranquilidade que o submarino apresentava.
[tab=30]Nesta caminhada que parecia durar uma eternidade,a praia começava a ficar mais estreita,onde somente após alguns minutos andando pode-se notar que a cada metro que passava mais e mais a antes areia começa a se tornar terra,até onde eventualmente vira pura e mera rocha,sólida como qualquer outra.Já confusos,os tripulantes decidem seguir em frente,pois mundo já havia sido andado e eles esperavam estarem perto da nau submarina,mas com o tempo tudo que eles acham e um grande paredão de pedra,construído ao longo dos milhares de anos pela força do mar e do ar,e no centro desse paredão,havia uma caverna,escura como a noite em sua forma mais pura,e uma dúvida pairou sobre o grupo,deveriam eles entrar e explorar os mistérios da caverna na esperança de achar abrigo,ou olhariam para trás e voltariam pelo caminho já percorrido?
[tab=30]A decisão parecia fácil,tudo indicava que entrar na caverna seria pura burrice,pois havia um animal a solta,que quando amanhecesse voltaria a sua toca,que poderia ser muito bem esse buraco na parede,mas algo que nenhuma ciência conseguia explicar estava ocorrendo,a caverna estava “seduzindo” os homens a entrarem nela,como uma sereia cantando para marujos dos navios nos antigos contos gregos,mas isso era bem real,e a cada segundo que passava,esse desejo de entrar aumentava…

[tab=30]Quando o bote reserva finalmente chegou a terra firme,Eduardo prontamente o prendia em uma das árvores perto para evitar que a maré o levasse para o oceano profundo enquanto o capitão Fernando,ligeiramente mancando,percebe que o bote de seus companheiros tinha desaparecido,sendo visível somente a corda rasgada que prendia o mesmo na árvore.
[tab=30]Com o bote reserva firmemente preso,Fernando fica em dúvida se entrava na floresta na busca de seus companheiros ou tentava ir pela praia esperando encontra-los em algum lugar,mas depois de alguns segundos pensando,ele supõe que o pequeno grupo que veio a ilha antes provavelmente se perdeu no caminho para o pequeno riacho,e assim,ele,junto com Eduardo,se aventuraram na densa floresta da ilha sem ter sequer a noção do caminho para o riacho,seguindo o que parecia ser uma trilha de seus companheiros,mas que poderia ser de qualquer animal,seja ele presa ou predador.
[tab=30]Assim,eles seguiram um “caminho” dentre as árvores e arbustos procurando qualquer sinal de seus amigos,quando após alguns minutos sem achar nada que evidenciasse que seus marujos estiveram ali,Fernando para a movimentação e ordena que Eduardo subisse em uma árvore próxima para tentar fazer o reconhecimento da área,pois mesmo escuro era noite de lua cheia e talvez fosse possível perceber algo que ajudasse a busca.Portanto,Eduardo subiu prontamente a árvore,até chegar em seu topo,mas quando buscava algum sinal de seus camaradas ouviu um grito de terror do capitão,mas sem poder vê-lo por causa da densidade das folhas ele tenta descer a árvore o mais rápido possível,mas antes que ele sequer chegasse a metade do caminho os gritos pararam,e uma onda de silêncio tomou conta da área.

[tab=30]Após severos minutos encarando a profunda escuridão da caverna,o marujo Arthur começa a lentamente andar em direção a caverna,sussurando que ela estava o chamando,que ela tiraria eles desse lugar infernal,confudindo Carlos,que continuava imóvel olhando fixamente a caminhada lenta e estranha de Arthur,semelhante a uma de um sonâmbulo.Durante o ocorrido,Ricardo finalmente acorda de seu estado de hipnose e puxa Arthur para longe da caverna,o esbofeteando na cara para faze-ló acordar,mas sem sucesso,onde ele mostrava nenhuma reação aos tapas de Ricardo,ficando o tempo todo sussurando:“Ela está nos chamando…precisamos ir até ela…”
[tab=30]Sem saber o que fazer,Ricardo grita para Carlos,que diferentemente de Arthur,mostra alguma reação ao chamado de seu oficial,indo então ajuda-ló a carregar Arthur para longe da caverna,entrando bruscamente na densa floresta da ilha,carregando pelos braços o soldado Arthur,que tinha começado a lutar para se livrar dos braços de seus companheiros,mas sem sucesso,o pequeno grupo entrou cada vez mais na floresta,até parar em uma pequena interseção pelas árvores,percebendo que agora eles tinham se perdido completamente na ilha e que a temperatura tinha começado a abaixar bruscamente,assustando e desesperando a tripulação do pequeno submarino da armada gesebiana…

[tab=30]Sem saber o que fazer,e atordoado pelo medo,Eduardo ficou minutos petrificado na árvore,abraçando-a firmemente sem demonstrar nenhuma reação ao grito que havia ocorrido,mas,lentamente,foi descendo de sua posição,fazendo o mínimo de barulho que conseguia até chegar o chão,aonde ao tocar percebeu que havia pisado em algo aquoso,e ao tocar o líquido,percebeu que,pela sua forte cor vermelha,que era nada menos que sangue.
[tab=30]Assim,Eduardo fica parado olhando fixamente para a poça de sangue,encarando fortemente calmaria da pequena poça quando se ouve um barulho em dos bosques ao lado,fazendo Eduardo se levantar em desespero e sair correndo em direção a lugar nenhum,indo sem parar na mesma direção,desviando de pedras,árvores e raízes,até chegar a um pequeno morro,que em sua metade ficava totalmente vertical,mas com os barulhos de passos aumentando atrás dele,ele corre em direção a parede de pedra e a escala,fugindo assim do perigo…por enquanto.

[tab=30]Chegando na intersecção,Ricardo,pensando rápido,decide ir para a direita vendo que naquela direção tinha um leve cheiro da brisa do mar salgado,gritando para Carlos segui-ló enquanto corria para lá,mas,entretanto,Arthur consegue se soltar de Carlos e começa a correr em direção a esquerda,e Carlos,vendo que Ricardo já havia desaparecido entre as folhas,decide seguir Arthur para tentar novamente salva-ló,indo em direção a ele pelo caminho esquerdo.
[tab=30]Logo,Carlos chega a um pequeno morro,um tanto inclinado mas nada que impedisse que ele subisse até o topo,e no meio do morro,se encontrava Arthur,que subia insanamente a pequena inclinação de terra,correndo assim atrás dele no intuito de alcança-ló antes que ele fizesse algo estúpido,mas logo ele desaparece do outro lado do morro deixando Carlos preocupado sobre que poderia ter acontecido.
[tab=30]Enquanto isso,Ricardo corria em direção a suposta praia que tinha no final do caminho,sem sequer olhar para atrás para chegar se seu companheiro estava bem,mas chegando na beira da praia ele ouve um berro de dentro da ilha e percebe que nem Carlos ou Arthur estão o seguindo,se desesperando sem saber se continuava seu caminho até a praia ou voltava para procurar seus amigos,mas quando ele ouve outro berro,decide que iria deixa-los para trás certo de que eles foram pegos pelas criaturas da ilha,chegando assim ao mar e percebendo uma pequena embarcação perto da ilha,gritando assim com toda suas forças restantes para que ele pudesse finalmente ser resgatado.

[tab=30]Chegando perto do topo do pequeno morro,Carlos ouve um grito vindo da cratera do outro lado,logo,impulsionado pela coragem e bravura,começa a subir o mais rápido que um homem já conseguiu,chegando ao topo em instantes somente para olhar para baixo e ver dois homens,um deitado no chão com uma poça de sangue em volta de sua cabeça,e outro encarando firmemente o corpo morto,como se estivesse vigiando ele.
[tab=30]Achando que o homem morto era Arthur,Carlos desse em uma instância de fúria,chegando por trás do homem de pé e o derrubando com uma voadora,apenas para olhar para o casco sem vida no chão e perceber que na verdade era Eduardo,e que o homem que ele havia derrubado era na verdade Arthur.
[tab=30]Porém,Arthur se levanta do chão não aparentando nenhum ferimento por causa do ataque,começando a caminhar calmamente em direção a Carlos,que se mostrava petrificado diante do medo,pois Arthur mostrava um sorriso um tanto psicótico enquanto andava,movimentando suas mãos ensaguentandas em gestos aleatórios e murmurando coisas macabras que so um louco deveria dizer,chegando cada vez mais perto de Carlos que,na tentativa de recuar frente a aproximação de Arthur,tropeça em uma pedra e fica totalmente vulnerável ao homem que um dia já foi seu amigo,mas agora não passava de um louco perturbado,tendo tempo apenas para levantar sua mão em sinal de súplica enquanto Arthur começa a rasgar sua carne com suas mãos,soltando assim,um último grito…

[tab=30]Com o resgate do oficial Ricardo pela navio pesqueiro Caridbis,foi enviado um comunicado ao almirantado,e logo depois repassado ao Almirante Abramov,que prontamente enviou um de seus monitores já reparados da catástrofe e duas naus de reboque para procurar sobreviventes pela ilha e encontrar o submarino,partindo de Gardignon às 10:00 da noite de 6 de novembro para chegar na ilha por volta das 5 da tarde no dia seguinte.
[tab=30]Na ilha,10 marinheiros do monitor entraram na ilha equipados e atentos em busca de sobreviventes,mas depois de horas de busca não encontraram nenhum sinal de que havia alguém vivo no lugar,abandonando as operações e supondo que o resto da tripulação estava morta.
[tab=30]Enquanto isso,os 2 navios reboque estavam na busca do submarino,que segundo Ricardo estava dentro de uma caverna com saída para o mar na ilha.Após horas de busca,foi encontrado o submarino enferrujando dentro de um buraco em uma grande rocha que tinha na parte externa da ilha,mas mesmo com o estado,a nau ainda suportava viajar no oceano,sendo então levada ao porto de Gardignon para reparos junto com o resto da III Frota.

Com a autorização recebida do Comandante do submarino, Renan ordena que este zarpe o mais rápido possível e vá até a entrada da Baía de Kiribati.

[offtopic]Ação autorizada pelo Pedro através de MP.[/offtopic]

[tab=30]Após a mensagem do Lorde Almirante Abramov ser transmitida,a tripulação do submarino prontamente faz uma votação para ser decidido se continuariam a servir a Romania,e com cinco de sete votos para sim,a nau rapidamente toma curso para Napoli,onde espera reunir com o restante da frota romaniana para futuras ações.