Terra Brasilis

Civilization IV: Colonization

Religion and Revolution

Terra Brasilis

Apresentação:

O Jogo: Sid Meier’s Civilization IV: Colonization é um remake do clássico Sid Meier’s Colonization utilizando a engine do Sid Meier’s Civilization IV. Produzido pela Firaxis Games em 2008 e distribuído pela 2K Games, trouxe melhorias como novas opções de diplomacia, novos Pais Fundadores, interface reestilizada e a opção de escolher entre dois líderes de cada uma das quatro nações (Inglaterra, França, Espanha e Países Baixos), cada qual com suas vantagens. Entretanto, foi bastante criticado pela fraca Inteligência Artificial dos adversários, sejam eles nativos, colônias estrangeiras ou a própria pátria-mãe.

O Mod: Religion and Revolution é um mod desenvolvido por um grupo de fãs de diversos países que transforma totalmente o jogo base. Tendo como base outro mod de um grupo alemão, The Authentic Colonization, e ampliado a ponto de ser quase tão grande quanto o próprio jogo, R&R torna a experiência de jogo muito mais imersiva. Entre as novidades, uma nova interface, novos eventos, muitos novos recursos e produtos manufaturados, nova unidades, novas profissões, novos países jogáveis (Portugal, Dinamarca, Suécia e Rússia), novos gráficos, animais selvagens terrestres e aquáticos, piratas, melhorias na IA… entre outras novidades.

Objetivo: Conseguir a independência e superar os adversários.

Índice:










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Civilization IV: Colonization

Religion and Revolution

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Opções:

Versão do Jogo: 1.0.0.1f

Versão do Mod: 2.7

Tipo de Jogo: Custom Game

Nação: New Portugal

Líder: Mem de Sá

Dificuldade: Explorer

Adversários: 38, Explorer (padrão para o tamanho do mapa)

Mapa: FaireWeatherTweakEx (mapa randômico que simula elementos como placas tectônicas, tempestades e outros elementos naturais. Versão Ex melhorada pela equipe do mod)

Tamanho do Mapa: Gigante

Clima: Temperado, padrão para o FaireWeatherTweakEx

Nível do Mar: Médio, padrão para o FaireWeatherTweakEx

Era: Descobrimento

Velocidade: Maratona (1 turno = 4 meses)

Distância para a Europa (a partir da costa mais próxima): 3 tiles

Bordas norte e sul: Latitude 90 graus

Alocação de Terra: Poucas Ilhas

Regularidade da Costa: Levemente Irregular

Opções Diversas: Somente New Random Seed on Reload (altera a rolagem de dados de combates de fixo para aleatório)

Condições de Vitória: Independência e/ou Dominação.

Estilo do AAR: Histórico/Narrativo

Índice < > Cap.I

Civilization IV: Colonization

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Capítulo I
Terra à Vista!

1

 Dizem que “Tudo começa com um sonho”. E, de acordo com a lenda, foi assim que começou, que um Almirante português, após um sonho com terras longínquas e desconhecidas onde a riqueza abundava, reuniu o conhecimento da época sobre o Grande Mar, especulações de um atalho para as Índias e a coragem necessária.

 Com isso, e longas tratativas com nobres e intermináveis audiências, convenceu o Rei de Portugal a apostar em uma aventura que muitos tomavam por loucura: chegar às Índias não contornando a Grande África, mas seguindo em direção ao sol poente.

 Sendo um Almirante já experiente, e deveras Carismático, e pulsando em suas veias o sangue de antigos Exploradores portugueses, ele conseguiu convencer o Rei a permitir sua aventura. Mais que isso, o Rei, entusiasmado pelas oportunidades que se abririam caso essa jornada fosse um sucesso, declarou-o Vice-Rei das terras a serem descobertas (se o fossem de fato).

 Assim sendo, após os preparativos necessários, partiu nosso visionário, a bordo da carraca Piedosa, ao romper o Ano de Nosso Senhor de 1492, rumo ao oeste, rumo ao Grande Mar Desconhecido, em busca de glória e fortuna.

 Ao menos, assim reza a lenda. Mas, para nossa história, o que contam são os fatos. Não se sabe se o sonho foi verdadeiro, mas o restante de fato ocorreu. De acordo com os Registros Reais e os diversos Diários ainda remanescentes da época, assim se sucedeu a história desta terra…

 O mês de Janeiro do ano de 1492 já ia adiantado, quando a carraca Piedosa deixou as águas conhecidas e adentrou em mares nunca antes navegados. Levava uma unidade de Cavalaria e um grupo de Pioneiros, além do restante da outrora vasta fortuna dos de Sá, cerca de 300 Reais.

 Tomando o rumo sudoeste para desviar de uma tempestade, não foi sem surpresa que a tripulação reagiu ao aviso do grumete que, do alto do cesto da gávea, bradou “Terra à vista!”. Acotovelando-se na proa da carraca, puderam todos ver uma linha verde que se estendia no horizonte.

 Não apenas uma pequena ilha, mas uma vasta terra se estendeu ao nordeste e ao sul quando se aproximaram. Aproximando-se da costa, Piedosa baixou âncora e, na foz de um rio, os tripulantes desembarcaram.

 Após explorarem por alguns dias as terras próximas, foram surpreendidos (pois não esperavam ver seres humanos nestas terras majestosas) com a aproximação de um grupo de nativos. Uma jovem mulher se adiantou e, apesar de não entenderem a língua que ela falava, por fim conseguiram se comunicar através de gestos, descobrindo que a jovem se chamava Águia Corredora, sendo líder da tribo Pés Pretos. Após uma troca de presentes, ela deu boas vindas aos estrangeiros e lhes permitiu ficar em suas terras.

 Os primeiros meses foram difíceis, todos dormiam em cabanas improvisadas, cavernas ou no Piedosa, até que, concluída a exploração das redondezas e a construção das primeiras casas, no mês de Maio foi fundado o primeiro assentamento português nestas novas terras, sendo batizado de São Salvador.

 Mesmo com apenas o Acampamento Base e uma Loja do Carpinteiro, além de parcas residências, São Salvador oferece enormes oportunidades, como pode ser verificado na carta enviada por Mem de Sá ao Rei:

“… pois além de exuberante, Majestade, esta Terra Brasilis ainda possui riquezas sem fim. Mesmo na vila de São Salvador podemos cultivar boa Comida e colher frutos de Café. Ao norte, além de boa Madeira de construção e outra Madeira Valiosa de viva cor vermelha, que os nativos chamam de Breasil, frutos de Cacau podem ser colhidos. A noroeste, em meio a colinas, mais Madeira da floresta, e Minérios que afloram, além de boa caça que rende Couro e Comida. A oeste, em meio à floresta que propicia Madeira, clareiras permitem que plantemos Comida, além de mais Madeira Valiosa e árvores de Cacau. A sudoeste, há uma ampla planície, onde podemos plantar Comida, Cana de Açúcar, Café ou criar Cavalos. Ao sul, outra grande floresta, com muita Madeira e caça, fonte de Couro e Comida. E toda a costa leste é povoada de Peixes e Crustáceos…”

 Antes do Piedosa partir de volta à Europa, Mem de Sá ainda preparou informes da geografia local, de como o rio seguia a oeste até juntar-se a outro, de um pequeno riacho ao sul e colinas a oeste, além de detalhes sobre duas vilas indígenas nas proximidades.

 E assim começou a história desta terra, tudo iniciado com um sonho…

Índice | > Cap. II

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Teria que ser o Hiryuu a inaugurar as AARs no GSB3 hehe
E que jogo melhor que Civ4?

Algo em particular te faz preferir o Civ4 aos outros?

Não diria q prefiro… Pq o q mais gostei de jogar foi o 2… Eu acabo curtindo todos, relevando os problemas e “bola pra frente” rsrs
Na verdade eu pensei em fazer com o Colonization, mas já tive problema a tentativa anterior, além de salvar, printar e afins fica mto complicado no dosbox… Então, já q felizmente temos o remake, e achei esse mod q parece ser legal, bora nesse :upside_down_face:

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Eu não tenho nostalgia pelos Civs porque não jogava, e no momento só comprei o 3 e o 4 kkkk

Tem alguma DLC/mod que me recomendam como essencial?

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No 4? Bah, pior q só esse aqui, joguei ele com mods não :confused:mas olhar na oficina q normalmente os mais avaliados acabam sendo interessantes…

Pensei a mesma coisa hahahaha.
@Richardlh, olha o Hiryuu provando que estamos errados hahahaha
Acompanharei!

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:no_mouth:
Errados acerca…?

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Capítulo II
Problemas e Animais

 Enquanto a Piedosa inicia o longo retorno à Europa, os colonos de São Salvador começam o corte de Madeira e a construção de um Salão da Vila, tendo em vista a futura expansão da colônia.

 Reunidos com o Governador Mem de Sá, todos estão agradecidos pela chance de participarem do momento histórico que é a descoberta e colonização deste Novo Mundo. Um juramento é feito, para que as futuras gerações comemorem e se lembrem desse acontecimento:

“Que este seja um abrigo para os devotos, criado para todos os Cristãos!”

 Um juramento que se espalhará, e na Europa todos os cristãos saberão ser esta uma terra onde serão bem-vindos.

 Mas nem tudo são maravilhas na nova colônia. Em Setembro, os colonos decidem utilizar o restante dos materiais da construção da colônia. Entretanto, parte quer que eles sejam utilizados para construir uma Capela, enquanto outros preferem uma Taverna. O Governador intervém, decidindo pela Capela.

 A Capela logo é construída, trazendo conforto aos corações tementes a Deus. Porém, o grupo que preferia a Taverna boicota a produção, negando-se a trabalhar, escondendo machados e ferramentas, atrapalhando a vida dos demais. Enquanto os ânimos não se acalmarem, pouco poderá ser feito…

 Como não bastassem as desavenças entre colonos, em Maio de 1493 boatos de que um animal selvagem tem rondado a colônia se espalham. Sem armas para criar uma milícia nem dinheiro para contratar caçadores para caçarem o animal, o Governador não tem opção a não ser apenas encorajar os colonos, afirmando que é apenas um animal e não um monstro que todos devam temer.

 Em Setembro a Piedosa finalmente chega a Lisboa, e a notícia da descoberta de terras além-mar logo se espalha por toda a Europa. O Rei de Portugal fica extremamente satisfeito com as notícias enviadas por Mem de Sá, e aliviado pela aposta realizada dar frutos.

 No final do mês, após os reparos necessários, o capitão , com carta branca dada por de Sá, compra 100 caixas de Mercadorias diversas, como agulha e linha, tecidos simples, espelhos e outros materiais de vidro, ferramentas diversas, enfim, produtos necessários para a vida comum na colônia e, talvez, para comércio com os nativos. Após o navio ser suprido para a viagem, a Piedosa zarpou novamente rumo ao Oeste.

 Após um longo tempo tido apenas como boato, em Maio de 1494 o animal selvagem foi avistado nas cercanias de São Salvador. Os nativos chamam tal animal de Jaguar, e parece ser uma grande honra entre eles conseguir caçar um desses. Mem de Sá, sem se abater, reafirma que é apenas um animal e que, se os nativos conseguem caçá-lo, não são os colonos que devem temê-lo. Porém, crianças e mulheres são orientadas a não se afastarem muito da colônia, desacompanhadas.

 Em Janeiro de 1495 um grupo de colonos que trabalhava próximo à costa norte avista uma Baleia Jubarte no mar. Embora raras, contos destes imensos animais são conhecidos por todos, das histórias dos marinheiros que desciam a costa africana. Muitos consideram ser um monstro marinho, e outros que é apenas um animal pacífico. Na dúvida, a Capela recebe vários devotos, que rezam pela viagem segura da carraca Piedosa.

 Após tanto tempo, as desavenças causadas pela construção da Capela parecem ter finalmente cessado, e todos decidem retomar o trabalho com vontade renovada. Já era o mês de Setembro.

 Maio de 1496 iniciava quando a Piedosa foi avistada no mar. Muitos comemoraram a volta da carraca, recebendo notícias de familiares e conhecidos. Mem de Sá ficou feliz pela reação causada ao Rei acerca dos informes enviados, sabendo que logo migrantes farão fila para começarem uma nova vida em São Salvador.

 Semanas mais tarde, as Mercadorias restantes, junto com Frutos de Cacau, são carregados, e a Piedosa parte em uma missão de comércio rumo à vila nativa ao sul.

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Tem certeza que esse pessoal do rum é cristão mesmo?
Não construíram a igreja e foram depredar a cidade hsuhuahusa

Só um toque, em um trecho está escrito “resto dos materiais restantes” hehe

Questão de formato para AAR e IG.
Você tá provando que dá pra fazer bem, eu achava que não por ser um dinossauro e não saber mexer em nada no 3.0, e Rick concordou comigo na parte do achar que não.
Ótimo capítulo.

Ah, valew :sweat_smile: E… Trocar o vinho pelo rum durante a viagem deu nisso :face_with_hand_over_mouth:

Ah, q bom, hehe… Tem um tanto mais de “copy-cola” dos códigos, mas assim q se acostumar com o Markdown nem se nota. Aliás tinha q fazer um tuto com os mais comuns…

Tem muitas opções de formatação, e são mais fáceis de usar inclusive. Só não sei bem se tem como mudar de fonte.

Edit: Acabei de consultar o guide do Hiryuu e tem sim kkkk

Onde que acho esse guia? Hahahaha

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Capítulo III
Comércio e Jesuítas

 Piedosa chega a Apatohsipikani, e após uma longa negociação o capitão chega a um acordo sobre a venda das Mercadorias. Também, com o ouro recebido, compra Frutos de Cacau e Açúcar para revender na Europa. Após as negociações findas, zarpa rumo à Europa.

 Porém, no caminho, encontra a Baleia Jubarte que fora avistada pelos colonos de São Salvador. O gigantesco animal, em um frenesi, avança sobre a carraca, atingindo-a a bombordo. Em meio ao caos que se tornou o convés, os marinheiros pegam em armas e, após uma longa batalha, conseguem abater o atacante. Um monstro a menos no mar!

 Após verificar os danos sofridos, e não sendo de grande monta, a Piedosa segue para a Europa.

 Um enviado do Rei de Portugal chega a São Salvador em Setembro de 1498. Após uma recepção digna de um emissário real, um assunto desagradável: o Rei exigiu um tributo pelo uso dos portos europeus. Embora um valor relativamente baixo, trinta e um Reais pagos sem discussão, Mem de Sá fica preocupado que, no futuro, o Rei venha a fazer mais exigências deste tipo.

 Já era Setembro de 1499 quando Piedosa atracou novamente em Lisboa. O capitão rapidamente foi ter com alguns comerciantes seus conhecidos, e conseguiu obter um bom valor pelos produtos trazidos do Novo Mundo.

 Quando os consertos da luta com a Jubarte foram concluídos, duas semanas mais tarde, e preparava a carraca para partir, foi procurado por um grupo de Trabalhadores Escravos, que estavam sendo enviados para trabalhos forçados na colônia.

 Alguns Missionários Jesuítas também o procuraram, porém para estes o capitão acabou comprando as passagens e licenças necessárias para a viagem. Com o restante do dinheiro, comprou mais 100 caixas de Mercadorias, pois espera repetir a boa negociação com os nativos. Após tudo finalmente pronto, Terra Brasilis aguarda!

 No mesmo mês, mas do outro lado do Grande Mar, os colonos em São Salvador celebram a temporada de caça aos caribus, algo aprendido com os nativos Pés Pretos. Com a caçada, uma grande quantidade de carne de caribu é preparada e estocada.

 1500 mal havia começado, quando a construção do Salão da Vila foi concluída. Enquanto alguns preferiam que um Armazém fosse construído, Mem de Sá preferiu priorizar a construção de um Píer, para que a pesca costeira se tornasse mais fácil.

 Um ano após o início da construção do Píer, a Piedosa retorna a São Salvador. Os Trabalhadores Escravos são colocados para extraírem Madeira Valiosa, enquanto o Missionário Jesuíta, após uma semana de descanso da viagem e da celebração de uma missa na Capela, decide partir para a vila Pé Preto ao sul, desejoso de ensinar a palavra de Cristo aos nativos.

 Em Setembro a Piedosa termina de carregar suprimentos, bem como a produção estocada na colônia, e o capitão deixa claro o desejo de visitar, desta vez, a vila nativa ao norte.

 No mesmo mês, o Missionário Jesuíta chega à vila, sendo bem recebido. Recebe algumas pedras preciosas de presente – que envia de volta à São Salvador – e passa algumas semanas aprendendo sobre o modo e vida dos nativos.

 Chegando em Ahahnelin, a Piedosa repete o procedimento feito em Apatohsipikani: vende as Mercadorias por um valor bem superior ao pago na Europa, e compra produtos dos nativos. Desta vez, Minério e Peles, que certamente terão um bom preço em Lisboa. Demorando-se apenas o necessário para não parecer rude aos anfitriões, o capitão logo despede-se, tomando o rumo do sol nascente.

 Ao sul, a notícia é do sucesso dos Missionários Jesuítas em estabelecer uma Missão na vila nativa, após uma longa negociação com nativos.

 Aproveitando ventos favoráveis, em pouco mais de um ano após a partida do Novo Mundo a Piedosa chega à Europa. Liberando os marinheiros por uma semana para que visitem suas famílias ou matem a saudade das Tavernas portuguesas, o capitão negocia o melhor preço possível para os produtos exóticos que trouxe de Terra Brasilis. Sabendo das necessidades de São Salvador, também gasta alguns dias negociando as passagens de um grupo de Pioneiros Experientes e de Pescadores Especializados. Por fim, quando os marinheiros regressaram da folga, comprou duzentas caixas de Mercadorias, tendo em vista a boa aceitação dos nativos por estes produtos, simples para os europeus, mas uma novidade entre eles. Quando tudo terminou de ser carregado, levantou velas novamente.

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É aquele guide sobre o Discourse. Ele só cita trocar de fontes, mas não tem um exemplo.
Mas é assim:
[font=Vladimir Script]Texto[/font]

Segue tudo pacificamente haha

Da patrulha gramatical…
Só achei “ovo mundo” e “envidado” hehe

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Capítulo IV
Fugitivos!

 Em Setembro de 1504, finalmente o Píer é finalizado, possibilitando que mais peixes possam ser pescados na costa. É iniciada a construção da Casa de Armazenagem, que além de mais espaço para os bens propiciará o beneficiamento de Frutos de Cacau e Café.

 Em Maio de 1505, um grande rebanho de alces é avistado a noroeste de São Salvador. Os colonos se unem para caçá-los, tendo sucesso em abater uma boa quantidade, podendo estocar bastante carne para o futuro.

 A Piedosa retorna, em Janeiro de 1506. Em meio às notícias trazidas da Europa, o grupo de Pescadores Especializados logo começa a construção de botes para iniciar seu trabalho. Os Pioneiros Experientes, após organizarem seus materiais e consultarem Mem de Sá, seguem para trabalhar ao sul.

 Enquanto a carraca é reabastecida, também recebe as cargas de Madeira Valiosa e Frutos de Cacau que serão levadas para a Europa.

 Mas, antes, o capitão decide que explorará a costa norte, em busca de outras vilas nativas com as quais negociar.

 Em Maio, enquanto a Piedosa vasculha a costa, os Pioneiros Experientes iniciam a construção de um Chalé. Com ele, os lenhadores poderão descansar sem necessitar retornar a São Salvador e, assim, melhorar o ritmo de extração de Madeira.

 Em Janeiro do ano seguinte, finalmente a Piedosa avista outra vila nativa. São bem recebidos, pois histórias dos estrangeiros de Além-Mar já chegaram até Inuck’siks.

 Após a costumeira recepção aos visitantes, o capitão inicia as tratativas comerciais. Desejosos das Mercadorias que, certamente, já haviam visto em outras vilas, os locais pagam o equivalente a quase 900 Reais pelas caixas que Piedosa trouxe da Europa. O capitão também consegue pechinchar a compra de Tabaco e Peles, aproveitando a excitação dos nativos com as Mercadorias recém-adquiridas.

 Dois dias após a chegada, a Piedosa parte novamente para a Europa, desta vez com carga cheia.

 Ainda era noite, na segunda semana de Maio de 1507, quando alguns colonos irromperam na casa de Mem de Sá. Informavam, aflitos, que os Trabalhadores Escravos haviam fugido durante a noite.

 O Governador rapidamente mandou chamar os Batedores Experientes, que continuavam trabalhando como Lenhadores para ajudar no crescimento da colônia, e ordenou que pegassem em armas para perseguir os fugitivos.

 A Cavalaria logo os avistou, a sudoeste, já fora dos limites de São Salvador.

 Sem pestanejar, atacaram os fugitivos. Mas, embrenhados na mata, eles conseguiram surpreender seus perseguidores, matando vários cavaleiros, que foram forçados a recuar.

 O combate, porém, ensinou várias lições aos cavaleiros, que rapidamente se reagruparam e estudaram uma forma de melhor atacar os fugitivos em Luta Corpo a Corpo.

 Em Setembro a Cavalaria empreendeu novo ataque aos fugitivos, que haviam tomado posição em uma colina. Apesar do terreno desvantajoso, a experiência anterior e a nova tática empregada possibilitam a vitória dos perseguidores.

 Colocados novamente em correntes, os Trabalhadores Escravos são escoltados para São Salvador, enquanto a Cavalaria termina de cuidar dos feridos.

 Enquanto isso, um visitante dos Pés Pretos de passagem pela colônia conta a história de uma montanha que explodiu em fogo próximo a uma vila da tribo. Surpresos pela história, os colonos deduzem tratar-se de um vulcão, e a existência de tais em atividade causa um pouco de preocupação a todos.

 Outro enviado do Rei desembarca em São Salvador, no mês de Janeiro de 1508. Recebido com desconfiança, logo o motivo da longa viagem é esclarecido: uma nova taxa, desta vez no valor de mais de duzentos Reais! Indignado, Mem de Sá protesta, mas não vê alternativa a não ser pagar o valor exigido. Alguns dias mais tarde o enviado parte, e os colonos rezam para que demore a verem outro…

 Felizmente, no mesmo mês, boas notícias chegam à colônia. A Cavalaria, em seu retorno a São Salvador, decidiu investigar algumas Ruínas Antigas.

 Adentrando o que outrora devia ter sido uma grande cidade de pedra, muito além do que esperariam encontrar em meio à floresta, diversos artefatos de ouro e pedras preciosas foram encontrados, entre a vegetação espessa e dentro de construções semi-destruídas. Certamente valerão um alto preço. Assim, carregados, os cavaleiros decidem retornar à colônia.

 Em Maio de 1509, a carraca Piedosa atraca em Lisboa. Como sempre, uma multidão de curiosos toma o porto, ávidos em ouvir as histórias que os marinheiros têm para contar sobre Terra Brasilis, o Novo Mundo.

 Com uma agenda lotada, o capitão pouco vê sua família, nos dias que se seguiram à sua chegada. Além de negociar a venda dos produtos trazidos, por um alto preço, diga-se, também negociou as passagens de um grupo de Trabalhadores Escravos e de dois grupos de Colonos Livres, além da compra de 300 caixas de Mercadorias.

 Então, finalmente, pode passar dois dias com a família, enquanto a carraca era carregada. E, mais uma vez, iniciou a longa viagem para Terra Brasilis.

 Terra Brasilis onde, em Setembro, o Chalé finalmente foi concluído pelos Pioneiros Experientes. Agora, sem precisarem voltar tão seguidamente para São Salvador, os lenhadores podem estocar mais comida e descansar com mais tranquilidade em meio ao árduo corte da Madeira.

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Bela AAR. Agora estranhei ter caribus, alces e vulcões. hehe