Tópico de debate sobre Futebol

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Podem me chamar de velho, mas esse gol me lembrou o Bebeto :sweat_smile:

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Meus palpites da Copa até agora: a qualidade da Copa é questionável, mas a do futebol em si também. O futebol vive um momento histórico ruim, onde o talento não está sendo valorizado, logo os piores ganharam força (muito a partir do físico). Quando todos os times estão obcecados por segurança e riscos calculados, a coisa trava e os jogos no mundo inteiro acabam seguindo essa tendência: muita ordem e pouco caos.

Dos jogos de estreia das favoritas, acredito que o Brasil fez a melhor estreia: a Sérvia é superior ao Japão, Gana, Arábia Saudita, Austrália e Costa Rica.

Espanha? Essa nem estreou, aquilo foi um treino contra um catado. A Costa Rica tomou 7 porque não sabe defender a área minimamente bem. A França também recebeu vários gols de presente dos australianos. Alemanha estreou mal. Criou bastante no ataque mas depende de Rudiger resolver sozinho atrás. O jogo foi bom, mas os alemães não mostraram futebol de campeões. Portugal venceu Gana, que é uma seleção mais forte que Costa Rica e Austrália, mas mostrou fragilidade (constrangedor aquele “bumba meu boi” deles se segurando pra não ceder o empate com 3-1 no placar). O Brasil venceu sem dar chances, em nenhum momento a Sérvia ameaçou seriamente o nosso gol. Essa é a diferença.


O jogo da Argentina contra a Arábia Saudita é interessante porque explica exatamente a minha velha “chatice” com o Messi: ele tem uma irregularidade terrível de jogar o aspecto anímico do jogo. Ele não tem o espírito de chamar o jogo pra si para tentar nadar contra a corrente do jogo. Quando o time mais precisa dele (time atrás no placar, por exemplo), ele não aparece.

O Messi está na minha lista de top 10 de todos os tempos, pois ele é o melhor em uma janela grande de tempo. Mas em um top 3, ele não entra. Porque eu acredito que pra um jogador entrar no top 5 de todos os tempos, ele precisa de, no mínimo, saber jogar o anímico mental de uma partida de futebol. O Maradona dominava como ninguém essa arte. Já o Messi me parece ser um craque de alma domada, com uma falta de rebeldia e sangue quente, na qual é uma crônica na carreira dele.

Eu acho que isso vem muito da formação dele no Barcelona, naquele relacionamento de mentor-aluno que ele tinha com o Ronaldinho. O Ronaldinho sofria do mesmo problema, pior que o Messi, inclusive. Os exemplos mais dramáticos disso é o jogo do Mundial contra o Inter e o jogo das quartas da Copa de 2006 contra a França. Jogou bem 2002 porque a responsabilidade hierárquica daquela seleção era do Ronaldo e do Rivaldo. Quando passou pra ele, em 2006, ele se “escondeu”…


Voltando ao assunto dessa Copa, o Brasil tem o elenco melhor que a Argentina. O XI brasileiro é melhor que o da França sem Pogba (e provavelmente com Rabiot). França tem profundidade, apesar de estar muito desfalcada no XI. Argentina tem muita qualidade no XI, o Brasil tem um bom tanto dos dois.

Espanha tem várias fraquezas. É uma seleção que tem um jogo de meio de campo de campeã, uma defesa “holandesa” (joga bem com a bola mas não sabe defender a área) e o ataque é ordinário (falta qualidade). Ontem deu a mostra de que mesmo uma Alemanha desesperada pode machucar. Vão sofrer na recomposição se pegarem um Brasil com um Vini Jr ou uma França com Mbappé…

Vou evitar estabelecer prognósticos sobre o resto das seleções favoritas citadas por aí (Inglaterra, Alemanha, Portugal) porque eu ainda acho cedo. Mas nenhuma das favoritas tem a segurança do sistema defensivo do Brasil, fato.


Considerações sobre o jogo contra a Suiça de hoje:

1 - Time muito desleixado com a posse (especialmente Fred). O Brasil deveria ter subido a intensidade do jogo por períodos mais longos, aquela intensidade lenta, na maior parte do tempo, só dava ímpeto pra Suiça reorganizar o ferrolho mais rápido.
2 - Brasil quando instalado no campo de ataque colocava Paquetá e Fred nas entrelinhas, o que não faz sentido isso tendo jogadores como Everton Ribeiro e Rodrygo e Tite tem birra com Bruno Guimarães justamente por ele ser um meio-campista de base da jogada e não de entrelinhas.
3 - Logo que as mudanças ocorreram no segundo tempo, o Brasil melhorou muito: mais jogo associado, tabelas, movimentos amplos para desordenar o rival e melhor uso do corredor central.
4 - Bruno Guimarães PRECISA jogar no lugar do Fred.
5 - Rodrygo mudou completamente o jogo.
6 - Vini Jr foi uma ameaça constante ao longo de todo o jogo, apesar de, por vezes, a tomada de decisões ser deficiente.
7 - A partir dos 60 minutos, como é comum no Brasil de Tite, o jogo começou a ser dominado pelo Brasil, abriram-se espaços e deveríamos ter marcado mais de 2-3 gols.

Conseguimos a vitória, com golaço de Casemiro no final. Mas esse jogo levanta muitas dúvidas sobre o time titular.

A minha sugestão do XI pra esse jogo seria Rodrygo/Everton Ribeiro no lugar de Neymar, Antony no lugar do Raphinha, trocar Fred e Paquetá de posições e botar Bruno Guimarães no lugar do Fred e uma sugestão impopular nesse momento: Gabriel Jesus no lugar do Richarlison.

O Richarlison não tem a característica de ser um 9 associativo com os companheiros do meio de campo, o que não casa legal nesses jogos truncados contra seleções retrancadas como foi o primeiro tempo contra a Sérvia e esse jogo contra a Suiça. O ótimo segundo tempo dele contra a Sérvia foi uma exceção, acredito eu. Ele é aquele tipo de atacante que funciona em jogos onde o Brasil acha espaços de forma frequente, do contrário, rola o que aconteceu hoje e no primeiro tempo contra a Sérvia: sem espaço pra correr nas costas da defesa e ele encaixotado lá no ferrolho da Suiça. Exercício: tentem lembrar de alguma jogada de Richarlison na quinta, a menos dos gols. Já Vini e Neymar participaram muito em vários lances.

Ao mesmo tempo que o carisma do Richarlison é ótimo para conectar as pessoas à Seleção, é ruim se for associado a expectativas exageradas quanto ao papel dele na Seleção. É um coadjuvante, pode ser que nas próximas partidas, assim como foi hoje, ele não corresponda e não vai merecer as críticas exageradas caso isso aconteça (como foi com Jesus na última Copa). Pro bem ou pro mal, tem que cobrar do Neymar porque ele é o que tem nível pra satisfazer e é o que se alimenta da vontade calar os críticos.

Eu descansaria a maior parte do time titular e testaria vários jogadores contra o Camarões…

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Análise que encontrei por acaso
“Why Brazil are World Cup favorites - Tactical Analysis” - The Purist Football

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Assino embaixo, mas ainda com dúvidas se ele entraria no meu top 10. Maradona ficaria de fora.

Fred não serve nem para um inter-classes juvenil.

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Rodada quebra-bolão de hoje, com Marrocos e Japão líderes. Deutschland kaputt, mas pelo menos foi emocionante.

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Acho realmente que o futebol está se nivelando por baixo. Em grande parte pela FIFA estar priorizando as características do futebol europeu: diminuindo o campo, aumentando as substituições… fica cada vez mais um jogo em que a marcação, o físico e a defesa ganham quase que o tempo todo. Quem não quer jogar e não se incomoda em ficar 90 minutos com 10 na própria área, se defendendo, para talvez, num golpe de sorte, achar um contra-ataque e matar a partida, tem essa possibilidade. Ao contrário de outros esportes, que evoluem e mudam as regras para deixar o jogo mais emocionante, premiar a habilidade, ter mais “caos” e imprevisibilidade (lembro das mudanças constantes nas regras de handbol, por exemplo), o futebol tem visivelmente piorado nos últimos anos.

Dito isso: os jogos de diversos pretensos candidatos ao título foram horríveis. Espanha não consegue ter nenhuma objetividade. Alemanha nem se fala, não conseguem finalizar. Argentina sendo carregada pela arbitragem e pelo Messi…
Olha que dá ein!

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Findo a primeira fase fico feliz de vários europeus terem saído na fase de grupos.
Minha aposta para as seminais é Argentina e Brasil e França e Portugal. É possível que a final do filme do Guerra do amanhã aconteça.

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É nisso que dá o guardiolismo. As únicas seleções que se saíram realmente bem na fase de grupos, além do Brasil (mesmo perdendo no último, perdeu por própria culpa no ataque e vacilo defensivo), foram as africanas e asiáticas. E das europeias, a croata, porque mistura aquele futebol forte eslavo, certas noções táticas e alguma habilidade individual (movidas principalmente pelo Modric, que é para mim o último camisa 10 do esporte).

Dado interessante: Gabriel Jesus e eu temos o mesmo número de gols marcados em Copas do Mundo. Jogadorzinho ruim, pelo menos a 9 não está com ele; era melhor ter dado a oportunidade ao Endryck de vivenciar um ambiente de Copa, como disse o Ronaldo e era costumeiro de se fazer na Seleção até 2006, do que gastar uma vaga com esse frango chorão.

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Eu deixei de acompanhar o futebol, mal sei quem são os jogadores mas sempre fui atrás das estatísticas e esquema tático (que é o que realmente gosto nos esportes coletivos) e o fiasco do guardiolismo forçado está também está expresso na eliminação da Austrália.

A máxima de: “Bola para o mato que o jogo é de campeonato” foi abandonado totalmente. Porém, vários zagueiros e goleiros não tem habilidade para tocar sob pressão,

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O nível de qualidade melhorou nessas oitavas. A quantidade de jogos truncados foi menor e houve uma procura maior das seleções pelo “caos”, invés da obsessão pela “ordem” que houve na fase de grupos.

Um aspecto interessante que eu achei de França x Polônia foi o murmúrio sendo dito nas redes sociais, principalmente no primeiro tempo: “França pressiona muito pouco”, “a seleção francesa dá muito espaço pro adversário”.

O que é verdade, mas isso tem uma razão por trás: a França joga o futebol dos anos 80. Desafia todos os princípios do “futebol moderno”. Pela segunda Copa do Mundo seguida. É um time que joga num ritmo baixo, não é voltada para pressionar no campo adversário, recua pra defender e tenta aproveitar o espaço pro contra-ataque, procurando sempre acionar Mbappé na ruptura e Dembélé no 1vs1 do outro lado, usa um sistema assimétrico para atacar, tudo muito característico do futebol das Copas de 82 e 86.

No entanto, acho que o pessoal está olhando essa seleção sob uma ótica errada. A força do time campeão em 2018 era o sistema defensivo. Agora eles perderam isso. A França tomou gol de todos os adversários. É um time que é muito lá e cá. Dá show, mas deixa todo mundo brincar. Contra um adversário de nível técnico mais alto, pode se complicar bastante, visto que ainda não enfrentou nenhum.

O jogo contra a Inglaterra vai ser ótimo na questão de medir isso. A Inglaterra é meio que a antítese do estilo de jogo da França. Toda virada no modernismo, pressão intensa e mecanismos previsíveis, a menos do Kane. Vai ser interessante.


Sobre Brasil x Camarões: o primeiro tempo foi muito bom. Faltou um pouco de poder de resolução das jogadas, fruto de desentrosamento enorme dos homens de frente. Mas era pra 2 ou 3-0. Derrota é chato, mas não vejo motivo pra novas preocupações. O time B é uma seleção mais comum, não tem aqueles que estão entre os melhores do mundo em suas posições, então é natural que jogue abaixo. Ainda assim atacou mais do que foi atacada. Dos times B, o nosso ainda foi o melhor, não jogou pra perder, especialmente o primeiro tempo. E não foi como a Espanha que era só um mistão com meio titular.

Vi nas redes o pessoal dizendo que o Camarões é a seleção africana mais fraca da Copa. O que é uma suposição. Isso não a impediu de competir em suas três partidas. Tem Anguissa que é um dos melhores da Europa na posição e dois goleadores na frente. Poderia ter se classificado se fosse um pouco melhor na defesa. A África classificou tantos times quanto a Conmebol, logo…

O mais impressionante é como são tiradas conclusões sobre o grupo num jogo com um time reserva claramente desentrosado numa Copa espremida e sem tempo de preparação. O coletivo potencializa o individual.


Brasil x Coreia do Sul: Que jogo da seleção! O time com Neymar é outro, mesmo sem ele estar 100%. Superamos a exibição do segundo tempo contra a Sérvia. Todos jogaram bem, até o Raphinha.
A Coréia do Sul é do nível do Japão, o Brasil é que fez parecer inócua.

A Coreia empatou com Uruguai, jogaram bem contra Gana perdendo de 3x2 e ganharam do time B de Portugal com CR7. Mas ainda assim a quantidade de besteiras que eu vi por aí dizendo que ganhou de ninguém foi considerável, como se não existisse qualidades no time coreano. Aí a Espanha faz 7 numa naba e “pintou a campeã “…

A decisão do Tite de diminuir o ritmo da pressão no segundo tempo foi correta. Lição aprendida de 2018 e 2014. Ainda mais com essa onda de lesões que vem acometendo vários times nessa copa.

A melhor virtude dessa Seleção Brasileira é a transição defensiva, é muito difícil contra-atacar o Brasil e a maioria das chances surgem de um segundo ataque após um primeiro equivocado. Uma questão que ajuda também é o posicionamento dos laterais mais recuados, que caso o Brasil precise recompor o bloco ou mesmo perseguir algum ponta velocista, já estão em posição mais vantajosa.


Hoje tivemos o contraste de abordagens ao futebol. Tivemos o Jogo de Posição ultra ortodoxo espanhol, a defesa em zona super bem feita de Marrocos, gerando um jogo de paciência e Portugal com seu jogo baseado na movimentação livre dos três “camisas 10” que possui.

Espanha joga um futebol sem alma, sem alegria, sem inventividade, com os jogadores presos e escravizados pelo sistema de jogo. Ninguém dribla na seleção espanhola. Recebe e passa, recebe e passa, recebe e passa. Mas também se tentarem é redundante. Ninguém tem esse tipo de intimidade nesse time. Talvez o Ansu Fati, mas infelizmente, devido a cultura de jogo do clube na qual ele está nesse momento, eu temo que o seu espírito anárquico será podado.

A Suíça tentou jogar de igual para igual com Portugal, até esteve melhor até tomar 1-0 numa falha do zagueiro. Depois desmoronou e não soube lidar com a qualidade dos portugueses. Essa seleção portuguesa dos 3 meias livres deu clique, encaixou. Temos um concorrente de respeito. É possível que o CR7 trave o time, nem pelo que faz, mas pela própria importância.

Fernando Santos demorou a juntar os criativos e conceder demasiada liberdade para eles criarem, se faz isso 2 anos antes Portugal seria muito candidato a título nessa Copa do Mundo. Fica essa sensação de que talvez não dê tempo de chegar no nível necessário pra jogar com uma França ou com o Brasil.


Comentarista de futebol em geral sofre do viés da iniciativa: qualquer time que fica mais tempo com a bola no campo de ataque “está melhor”.

Aí quando um Real Madrid de um Ancelotti pune esses times fofinhos que monopolizam a bola inutilmente, tem que inventar esses papos de “objetividade”. Se o time que está ganhando tem mais posse, o comentarista fala que a tendência é fazer mais, mas quando o time que tem mais posse está perdendo, ele fala que o adversário foi mais efetivo. Papinho genérico típico de manual dos comentaristas de hoje em dia.

Até outro dia o discurso era de desconfiança em relação ao Brasil não ter enfrentado europeus durante o ciclo de Copa, agora que viram que o bicho não é tão grande como se imaginava já começam essa conversa de vexame caso não vença o título. Eles preparam o terreno pra criar um cenário de terra arrasada. Cair pra Argentina numa semifinal ou ser vice contra a França não pode ser caracterizado como vexame.

Vexame é ser eliminado na primeira fase ou tomar 7 na semifinal…


Meu XI da fase de grupos

Szczesny/Diogo Costa

Hakimi/Dest
Thiago Silva/Gvardiol
Koulibali/Yoshida
Theo Hernández/Jordi Alba

Casemiro/Adams
Modric/Caicedo

Leckie/Di Maria
Griezmann/Bruno Fernandes
Mbappé/Vini Jr

Aboubakar/Cody Gakpo

Melhor exibição de uma seleção: Brasil vs Sérvia.

Melhor exibição de um jogador: Mbappé vs Dinamarca

Melhor partida: França vs Dinamarca

Melhor azarão: EUA.


Meu XI das oitavas de final:

Bono

Dumphries
Virgil van Dijk
Thiago Silva
Raphael Guerreiro

Amrabat
Bellingham

Messi
João Félix
Mbappé

Gonçalo Ramos

Melhor exibição individual: Mbappé

Melhor exibição coletiva: Brasil

Melhor partida: França vs Polônia

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Acredito que dará Inglaterra devido aos desfalques da França.

E mesmo desentrosado jogou bem.

Eu já fui extremamente crítico do Neymar, mas desde 2018 ele mudou. Antes era cai-cai, hoje, é derrubado. Mas o que me deixa contente com ele, além da maturidade, é que está numa transição de forma de jogo, se adaptando a um estilo mais técnico, analítico e menos veloz.

Há brasileiros que torcem pela Argentina, vai esperar o quê de gente assim?

O guardiolismo precisa morrer.

Tive a mesma impressão. É como se os jogadores ficassem mais preguiçosos para agir e para pensar, centralizam tudo nele compulsivamente.

Por isso que os melhores são os bons e velhos radialistas.

Aliás, falando em comentarista, vocês sabiam que o Casagrande foi jogador de futebol? Eu pensava que a carreira dele era outra…

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Concordo muito com isso. Ele parece que amadureceu mesmo, tá assumindo o papel de liderança.

Quando jogava campeonatos infantis e infanto-juvenis nós tínhamos esse problema tb. Era bola para o camisa 9 e ele que se virasse com os outros atacantes ou ele não jogava e nós armávamos um monte de jogada mas ninguém finalizava direito. Entretanto, Portugal tem ótimos finalizadores

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Morte ao guardiolismo!