Unlimited Demesne Size Discussion

Tenho me debruçado bastante no medievalismo pós-século XI. Quando algumas sociedades feudais começaram a centralizar bastante seus poderes, e diferenciar e muito do medievalismo da Europa Ocidental. Como por exemplo o Reino da Sicília e Naples, um estado medieval bastante centralizado através de reformas, onde o rei prezava mais por uma administração burocrática do que de grandes nobres, que basicamente não existiam, apenas os nobres menores ou barões tinham poder, mas muito pouco comparado ao do rei. Isso se repetia bastante na Europa Oriental, como Hungria, Polônia, e também até na Suécia, bastante centralizada por tudo que eu li, nessas sociedades os nobres menores tinham o poder rivalizado com uma burocracia apontada diretamente pelo rei. Na Ibéria acontecia coisas semelhantes, e nas ilhas Britânicas, não em tanta conotação. Claro que na França o medievalismo continuava muito forte.

Mas qual o ponto disso tudo? Jogar Crusader Kings 2 nos últimos séculos basicamente, e escolher regras que reflitam mais aquela época. Pois se for jogar com demesne no default, e for começar como rei da Bicilia, Inglaterra, Imperador Bizantino e outros, você já começa com o número de holdings superiores que o limite, e necessita fornecer muitos deles, e criar vassalos poderosos, basicamente voltar no tempo em 300 anos. Então o que acham dessa questão?

Além disso, unlimited demesne não significa que é sempre melhor manter todos os condados de um reino, mas porque? Simplesmente porque não há como ter dinheiro suficiente para melhorar as construções de todos os condados, guerras precisam ser declaradas, e elas são custosas. Levantar as tropas seriam mais caras ainda, pois seriam diretamente seus, se fosse de vassalos, eram iriam vir de graça(claro que com o passar dos meses a opinião com eles abaixam), além disso, eles melhorariam suas construções mais rapidamente e acompanhariam a evolução da sociedade, em vez de deixar castelos sem melhorias no Late Game. O player precisaria escolher quais holdings deveria deixar para vassalos, e até mesmo expandir a dinastia fornecendo para os filhos.

Com isso tudo, eu estou testando regras nas quais possibilite a sociedade medieval ser mais dinâmica ao centralizar o poder, seja com unlimited demesne, unlimited vassals, dificultando o máximo a expansão, focando mais em se expandir diplomaticamente por casamentos, com casus bellis realmente específicos, e outras coisas. O quem dizem disso? Tem ideias, já tentam jogar desta maneira?

OBS: minhas últimas campanhas eu tenho jogando com Quartered demesne.

OBS2: No Eu4, ainda mais com o Meiou&Taxes(que tem mecânicas de Great Nobles e Lesser Nobles) no começo do jogo ele simplifica mas ao mesmo tempo traduz bem a sociedade na Baixa idade media, mas como eu falei, simplifica, mas esta no caminho, ainda mais com a mecânica do governo, onde você muda para um feudalismo mais centralizado, mais raiz, uma sociedade controlada pela aristocracia, uma burocracia forte, controlada por militares, mas essas coisas apenas traz buffs e debuffs.

2 Curtidas

Vejo como interessante, ao menos para um jogo mais histórico. No CK2 a mecânica é mais para “forçar” a interação com os outros personagens, bem como adicionar um pouco de estratégia de longo prazo; no EU4, os Estates teoricamente têm função semelhante, embora de forma menos impactante.
Seria, a meu ver, um modo de jogar com House Rules que levem o jogo a essa direção, pq colocar isso em termos de mecânicas seria um tanto… complicado…

1 Curtida