[VIC2] A Grande Aventura Lusitana

[size=117][b]A Grande Aventura Lusitana[/b][/size]

Jogo: Victoria 2
Versão: 1.2
Mods: “Custom made” (algumas alterações mínimas ao número de soldados)
Dificuldade: Normal

Índice:
1. Introdução/O ano de 1836
2. A guerra Zulu/O ano de 1837
3. A guerra Luso-Omanense/ Anos 1838-1839
3.1. Abril-Dezembro 1839
4. Grandes Obras/1840-1841
5. Ventos do Mediterrâneo / Ano de 1842
6. Diplomacia e Fome / Anos de 1843-1845
7. A revolução e a Guerra do Sokoto / Anos de 1845-1849

[size=200][b]Introdução[/b][/size]

Portugal, em 1836 era uma nação que tinha certo destaque no panorama internacional, com importantes territórios em posição estratégica, dispersos em diferentes continentes.

[i]Na imagem acima podemos observar os territórios em posse da nação lusitana, especial destaque para os territórios na Costa Este e Oeste de África Meridional[/i]

Sem espaço para se expandir no Continente Europeu, Portugal viu-se obrigado a virar-se para as ondas de modo a aumentar o seu território, com uma população em constante crescimento. Em séculos passados, conseguiu segurar importantes rotas comerciais e pequenas parcelas territoriais, mas com o tempo do Imperialismo a aproximar-se, é necessário assegurar terras. Essa será a política dominante nesta AAR.

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[size=150][b]O início (Primeiros meses de 1836)[/b][/size]
Com Sua Majestade D. Maria II a governar, o ano começou com uma proposta de uma aliança por parte dos Holandeses:
[b][i][size=67]Após uma reunião em Lisboa, foi aceite e estabelecido o acordo entre os dois países.[/size][/i][/b]

A nível científico, iniciou-se a pesquisa de Mobilidade Estratégica na Universidade de Coimbra.
Do outro lado do mundo, optou-se por iniciar a fortificação dos territórios lusos na ilha de Timor e no enclave de Macau. Para reforçar a presença militar em Macau, foi criado o Regimento Luso-Asiático constituído por um corpo de infantaria de 3,000 homens:

No continente Africano [b]reforçou-se o contingente militar português[/b], presente na parte oriental dos territórios africanos. Foram [b]recrutados 4 regimentos de infantaria e 2 regimentos de cavalaria.[/b] Sendo assim, o Exército da África Oriental tem agora [b]21 mil soldados activos[/b]. Foi também instaurada outra medida, ficando o Exército Oriental divido em 2, formado pelo [u]Batalhão Norte-Africano e o Batalhão Sul-Africano.[/u]
[i][size=67]O Batalhão Norte-Africano à esquerda e o Sul-Africano à direita, faltando ainda os soldados presentes na província de Lourenço Marques.[/size][/i]

Em Belém, no Parlamento, era o Partido Setembrista que estava no poder, com os seus ideais de Liberalidade.

No final do mês de Janeiro, um grupo de enviados do povo Zulu, chegou a Maputo, interessados numa aliança:

[size=67]Os governantes de Maputo contactaram Lisboa a dar conta do sucedido. D. Maria II [b]rejeitou a proposta[/b] dos africanos, [b]porque os territórios Zulu eram territórios pretendidos pelos generais portugueses.[/size][/b]
[b][size=150]Maio-Outubro (1836)[/size][/b]

Em meados de Maio, face ao grande número de guerreiros Zulu presentes próximo da fronteira (à volta de 30 mil, segundo patrulhas da região), foram recrutados mais alguns batalhões de Infantaria na zona da África Ocidental Portuguesa. Esta medida visaria também um possível conflito, que segundo algumas publicações na metrópole, estava para breve.
No mês de Julho, o Batalhão Norte-Africano deslocou-se para Sul e em conjunto com o Batalhão Sul-Africano, juntaram-se, formando assim o Exército Preventivo:

Começa a preparação para o conflito, à medida que as relações diplomáticas dos dois países ficam gradualmente mais tensas.

Ainda no mesmo mês, as relações entre França e Portugal tornam-se mais amigáveis, fruto de alguns tratados comerciais e diplomáticos.

Em Agosto, a Rainha decidiu colocar em prática o “Plano de Renovação do Litoral”, uma série de medidas que tinha por base o melhoramento das condições navais em Portugal. Assim são construídos vários portos por toda a região ocidental e marítima portuguesa, além da melhoria das condições existentes nas instalações navais. O intuito deste plano seria sem dúvida aumentar e incentivar a construção naval.

O mês de Outubro começou com alguma agitação na capital. A razão para tal celeuma era um grupo de intelectuais, protestando contra o sistema penal, considerando-o “desumano”. Após alguma discussão acesa entre vários partidos políticos, o governo decidiu intervir após alguma reflexão, e, decidiu alterar a estrutura do código penal, tornando assim as penas impostas “mais leves”. A atitude foi recebida com surpresa pela comunidade internacional.

[b][size=150]A Guerra Zulu e o ano de 1837[/size][/b]
[i]
Os ferozes guerreiros Zulu
[/i]
Guerra! Após os desacatos entre os meses anteriores, Portugal declarou finalmente guerra à nação Zulu.

No dia 16 de Dezembro, ainda em 1836, o Exército Preventivo iniciou a sua marcha em direcção a Ulundi, a maior região e capital da nação africana. No entanto, a defender o local estava um grande contingente composto por 27 mil homens. Seria um desafio dificílimo para os soldados portugueses, no entanto a superioridade tecnológica dos lusos poderia ser o factor determinante para o destino da guerra.

- Batalha de Ulundi
Classificado pelos jornais da época como um “autêntico massacre”, foi o primeiro conflito da guerra Zulu-Portuguesa. Após as tropas, que partiram de Lourenço Marques, marcharem até Ulundi, encontraram na capital um grande exército composto por 27 mil guerreiros africanos. O resultado desse confronto foi uma vitória esmagadora para as forças portuguesas, que com o seu poder militar/tecnológico muito superior ao Zulu, destruíram completamente o exército inimigo, com poucas perdas para seu lado. Os nativos morriam às mãos dos batalhões de infantaria, enquanto que as divisões de cavalaria irrompiam pelas laterais das fileiras africanas. Para terminar, o exército Zulu ficou constantemente debaixo de fogo dos potentes canhões lusos.

[size=67][i]Uma pintura feita por um artista português no final da batalha.[/i][/size]

- A Ocupação de Ulundi
Após o combate, as tropas portuguesas marcharam sobre a cidade e iniciaram a ocupação dia 23 de Dezembro. A resistência foi quase nula, pelo que o exército tinha sido completamente destruído na batalha da semana anterior. Por esse motivo a ocupação foi particularmente rápida, tendo terminado dia 4 de Março de 1837. Enquanto isso, o governo exilado na província de Durban, tentava a todo custo selar a paz com os representantes portugueses, sempre sem sucesso.

[i][size=67]Forças portuguesas no Palácio Nacional[/size][/i]

- A Ocupação de Ladysmith e Durban
Com Ulundi conquistado, o controlo do país seria assegurado em pouco tempo. No espaço de 3 meses, a invasão estaria consumada. Ladysmith fora conquistada em tempo recorde e agora o Exército só tinha a região de Durban pela frente:

Enquanto isso, nos arquipélagos dos Açores e Madeira, o PRL tinha sido posto em marcha, pelo que os portos nestas ilhas foram aumentados. Portugal tinha agora duas bases navais importantíssimas no Atlântico.

- O fim da Guerra
No dia 23 de Setembro, após quase um ano de beligerância, a guerra acaba, após a anexação da última província Zulu e da rendição dos últimos combatentes leais ao antigo governo. Foi um ano difícil para a população local, houve grande escassez de alimentos, mas conseguiram superar as dificuldades. Zulu é agora português!

[i][size=67]Vitória![/size][/i]
[size=150][b]Setembro-Dezembro[/b][/size]

Com o fim da guerra, saiu um peso de cima do governo. Maior número de territórios significa mais população, logo mais mão de obra e maior percentagem de bens produzidos, equilibrando assim as contas da nação. D. Maria II logo reuniu vários colonos para partirem para as novas possessões. Para assegurar a dominância portuguesa sobre os “selvagens”, o governo decretou imediatamente a construção de vários fortes, uma base naval em Durban e alguns edíficios administrativos. Na província de Ulundi também foi recrutado um regimento local de milícia para tentar manter a ordem entre os nativos.

No mês de Outubro estabeleceu-se um acordo de mútua cooperação entre o Brasil e Portugal. D. Maria II procurava cimentar uma amizade entre os dois países e mais tarde, uma futura aliança, que lhes traria muitos benefícios, sendo o Brasil uma potência em plena ascensão.

A nível internacional, a Holanda tentara reclamar e anexar a Bélgica, ao qual tinha reconhecido a independência no tratado de Londres, anos antes. No entanto as suas ambições foram enganadoras, porque o Reino Unido aliara-se posteriormente à Bélgica, ganhando a Holanda um oponente terrível. A guerra está a ser devastadora para a Holanda, a população está a ser massacrada sem piedade pelas forças sanguinárias belgas e corre o risco de ser invadida pela Inglaterra, que poderá estar a preparar uma armada para conquistar Amsterdão. A guerra também estendeu-se às colónias, com grande parte das terras holandesas no Oceano Índico agora em posse dos Ingleses, assim como a Guiana Holandesa.

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Muito legal, gostei da narrativa. Alguns erros na gramática. Mas fora disso, tudo está muito bom. Parabéns.

Acompanhando.

Boa narração!
Acompanhando

Mais um luso no fórum \o/

Já tinha compreendido que a escrita possuia um jeito português, logo não vi erros quaisquer. Excelente narrativa e uso de imagens!
A batalha narrada fez-me lembrar de outras reais, onde realmente a superioridade técnica superou a própria inferioridade numérica ante guerreiros africanos.

Acompanhando!

Obrigado a todos! :D*

Primeiramente bem vindo Monsieur!
Estou acompanhando sua AAR, não se acanhe! quando der, anexe o Brasil hahahahah

Abraço!

Que nada, to jogando com o Brasil e já conquistei Espanha e Portugal.

;O

Eu ja conquistei o Brasil no HoI com Portugal, no Vicky nunca tentei, mas com a Espanha conquistei toda a antiga América Espanhola.
É perfeitamente possível!

Bem legal acompanhando.

A narrativa da AAR é legal… cativante.

Mas não entendo o gameplay.
Não entendo todas estas coisas que a narrativa conta como por exemplo. Como construiu “alguns edifícios administrativos” (quais, onde e como?)e como e com que dinheiro foram feitos tantos regimentos.

Mas não estou reclamando da AAR. Sou eu que não entendo o jogo.
Não é obrigação da AAR explicar o gameplay.

Acompanhando

Hunn… entendi.

Legal, acompanhando.

E sejas muito bem vindo. bomtrabalho*

Será que tem como unificar Portugal e Brasil novamente neste jogo?

aar legal.

continua ai monsieur, tá muito legal está AAR